Sessão Aventura — Parte II: Séries Investigativas

Por Erika Ribeiro

Como prometido, após a parte I sobre séries policiais, venho trazer a vocês mais maravilhosas séries da nossa querida e saudosa Sessão Aventura.

Hoje trago a vocês essas pérolas que faziam as nossas tardes muito mais intrigantes e mirabolantes: as séries de investigação, detetives particulares e agentes mega especiais, não esse povinho do FBI ou da CIA…

As Panteras (Charlie’s Angels)

As “Anjinhas do Charlie” eram um grupo formado por 3 ex-policiais que em meio a burocracia e o machismo da época não tinham nada demais para fazer na policia. Com o talento delas sendo disperdiçado, Charlie, muito bonzinho e safado, porque não chamou nenhuma baranga, resolveu colocá-las para trabalharem em sua agência. Uma coisa que nunca ficou muito clara para mim era se tinham havido outras antes delas. Sempre tive essa curiosidade.

O grupo era formado por Jill Munroe (Farrah Fawcett) a mais “moleque” de todas e mesmo assim a mais sensual, Sabrina Duncan(Kate Jackson) a mais esperta, a rainha da gola role e dos disfarces mais ridículos e Kelly Garrett (Jaclyn Smith) a mais sonsa e dramática de todas, ela sempre estava me perigo ou morrendo ou sendo baleada ou todas as anteriores.

Ah… tinha o Bosley também, mas quem se importa, não é mesmo? XD

Teve 5 temporadas (1976 a 1981), mas eu conto apenas a 1ª. Porque? Ficou sem graça com a Farrah Fawcett fora. As substitutas eram bem fracas e ela com certeza era a Pantera mais arrojada e com o cabelo mais bonito de toda a série e dos filmes.

A série foi criada por Aaron Spelling (Barrados no Baile, Melrose Place, Charmed, Sex and the City e mais umas 400 séries de sucesso, nem sempre de qualidade) e era da Rede ABC.

Série típica dos anos 70, meio sem roteiro, mas com diversão garantida.

Essa é a abertura do piloto, nela dá para notar como a Lucy Liu era fã de Sabrina Duncan, é só ver a apresentação da personagem dela no filme de 2000. XD

Casal 20 (Hart to Hart)

O grande escritor de livros para mulheres Sidney Seldon resolveu trazer para nós essa série que marcou época e até hoje é apelido para “casais perfeitamente conectados”.

O Casal 20 estreou em 1979 e trazia história do multi-mega-ultra-hiper milhorário Jonathan Hart (Robert Wagner) e de sua adorável esposa, a escritora, Jennifer (Stephanie Powers). Eles dois eram o casal perfeito: bonitos, ricos e com um pequeno gosto em comum por investigação de mistérios em geral, sempre tentanto ajudar algum amigo ou pessoa mais necessitada, no caso todo o mundo já que eles eram donos de metade dos EUA (até hoje me pergunto se eles não eram os pais de Riquinho, o Rico).

Então entre drinks, eventos e viagens pelo mundo eles sempre tinham tempinho para muitas aventuras e contavam com a cobertura de seu mordomo e fiel escudeiro Max (Lionel Stander) para alimentar o mascote da família, o Freeway, enquanto eles pintavam e bordavam por ai.
A série terminou em 1984, mas era bem divertida. Gostaria de ver eles velhinhos correndo atrás mistérios insolúveis que nem leite em pó de cesta básica de má qualidade.

Revendo a abertura me bateu saudades, confesso. Era muito boa. Mostrava que casais não precisam perder o espírito de aventura e deixar de ser divertido.

Magnum (Magnum PI)

Magnun (Tom Selleck) era o cara mais folgado do planeta terra. Ele vivia de favor na casa de um milionário, levava amigos e a mulherada para usufruir da mansão e ainda explodia os carros de luxo do cara. Mas ele podia. Ele era o James Bond americano do Hanwai, ninguém podia com ele. Nem o mordomo Higgs (John Hillerman) e seus dobermans, Zeus e Apolo.

Ele era um veterano da Guerra do Vietnã, assunto as vezes abordado na série de maneira bem dramática e rendendo episódios maravilhosos, e junto com outros amigos dos tempos de Exército ele resolve casos como detetive particular junto com TC (Roger E. Mosley), que tem um helicóptero muito lindo (que passava na abertura) e que na verdade realiza passeios turísticos, mas é sempre levado a arriscar-se com Magnum. E tinha o baixinho Rick (Larry Manetti), dono de uma boate cheia de neons e que bombava no local.

A série era divertida, mas sinto que as vezes deveria ter apelado mais para o drama e teria sido bem mais marcante. Apesar de que meu pai usa bigode por causa dela até hoje, marcou para ele pelo menos.

Curiosidades:

1- O PI do título original da série vem de Private Investigatior, o mesmo que detetive particular.
2- Em muitas cenas em que Tom Selleck (Magnum) estava dentro de um carro, ele apenas era filmado entrando, mas ao sair já era um duble, pois suas pernas eram muito grandes e o impediam de dirigir certos modelos esportivos.

A Gata e O Rato (Moonlight)

A ex-modelo falida Maddie Hayes (Cybill Shepherd ) e o detetive David Addison (Bruce Willis) formam os sócios por “obrigação” e tem a relação conturbada que dá nome a série em português. Ambos se “unem” para trabalhar na Agência Blue Moon e lá recebem os casos mais absurdos e muitas vezes perigosos. Ainda no elenco fixo tínhamos a divertida e fofoqueira Agnes DiPesto (Allyce Beasley) a secretária que tinha uma voz bem estranha, mas não tanto com a de Fran Drescher, em The Nanny.

A música tema é incrível se pensarmos que era apenas uma série de TV e é interpretada pelo cantor de jazz Al Jarreau. A série durou de 1985 a 1989. Ela lançou Bruce Willis ao estrelato. Aqui fica um trailer do DVD, já disponível nas melhores lojas do ramo. Deu muita vontade de comprar pelo menos a temporada 1).

Profissão: Perigo (MacGayver)

“Você tá querendo dar uma de MacGayver”. Tá, é uma gíria velha, mas ainda tem seu mérito, graças a Angus MacGayver, o agente das forças especiais que consegue com apenas um clipes de papel e chiclete criar uma ogiva nuclear. Eu sei, é exagero, mas não muito diferente do que ocorria na história. Ele era capaz de muitas coisas que deixariam Jack Bauer de queixo caído.

Série criada por Lee David Zlotoff e produzida por Henry Winkler, estreou em 1985 e ficou no ar até 1992. E era da ABC, como quase tudo, né?

Profissão: Perigo contava as peripécias de MacGayver, seja dentro dos EUA ou fora dele, contra terroristas, mercenários, gangs de rua, bombas atômicas, tubarões assassinos, tentativas de massacre e qualquer loucura possível. Os episódios quase sempre giravam em torno da seguinte receita: MacGayver está fazendo suas coisas e recebe um chamado de um careca gordinho, não lembro o nome dele (quem souber deixa ai no post) e depois de fazer um bico doce ele aceita, mas no fim ele fica preso em algum lugar e tem de se soltar usando apenas uma caixinha de palitos de dentes e um fio de cabelo, para em seguida desativar uma bomba com chiclete e pastilhas antiácido.

Era exagerado, explosivo e mentiroso, por isso era não bom!

Enfim, se há uma maneira de terminar esse post em grande estilo, e essa maneira é trazendo para vocês um mash up da versão da Globo e da original, que não tinha Tom Sawyer, da banda Rush.

Em breve: Séries de Ficção Cientifica. Eu sei já prometi antes, mas uma hora sai. Aguardem !!

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