Sessão de Terapia 1×12 — Breno

Sessão de Terapia está de volta. Para nosso deleite, tivemos não só o melhor dia de Breno, mas também a volta da série a seu estado natural de qualidade a qual nos acostumamos já na primeira semana. Um episódio cheio de material aproveitável e sem enrolações.

Breno saiu de casa. Ele está tão mais feliz e satisfeito assim. Deu gosto de ver. Foi o que reinou no episódio o tempo todo. Saiu de cena o Breno de cara fechada e entrou o Breno sorridente. Já já vamos nos aprofundar nisso, mas antes precisamos comentar sobre a máquina de café. Apesar de claras mudanças, ele ainda é aquele cara que só quer tudo do jeito dele, não é? Fazer tudo da forma que considera melhor passando por cima de todos os outros, incluindo Theo, autoridade da sala. Gostei de o quanto a cena foi leve e simples, banhada de notáveis melhoras no relacionamento dos dois, que se antes era de desconfiança, agora se baseia em mais respeito e segurança, isso por parte de Breno, porque Theo parece estar em ódio constante com o atirador.

O fato de Breno ter abandonado Milena mostra que o assassinato, ao contrário do que ele declara, mexeu sim com ele, assim como o a experiência quase morte. Ele agora quer aproveitar mais a vida, se privar de fazer as coisas que quer fazer para ser feliz está completamente fora de questão. Talvez um ponto a se preocupar é a sua falta de preocupação com as consequência que isso pode ter na vida de sua esposa e de seu filho. Ele sem perceber acabou ignorando os prováveis futuros sentimentos do filho, dizendo que ele iria entender com certeza, que nem explicou nada, pois se tratava de um garoto muito inteligente e blá blá blá (assim como o filho de Theo, é superdotado). Talvez ele devesse prestar uma assistência psicológica mais bem estruturada para a sua família. Ele falou tudo como se não tivesse nem aí. Não pode, né Breno?

Na frente de Breno, Theo sempre faz aquela cara de que está sendo um sacrifício escutar aquele ser desprezível falando sobre seu BDSM ideológico, mas creio que o terapeuta tem criado mais simpatia pelo nosso bad boy fofo, afinal, ele finalmente parou de falar sobre as coisas nojentas que costumava comentar -muitas desnecessárias- e agora está expondo mais seus sentimentos de luz branca. Se é verdade ou não que Theo está mais redutível, só saberemos na sessão com Dora, afinal, ele é craque em fingimentos. Mas é fato que Breno está mais confortável como paciente, prova disso é que ele agradeceu no mínimo 3 vezes pela sessão passada, disse que foi importantíssima para sua vida e frisou que Theo mereceu cada centavo. Espero que o Theo se toque e largue todo seu recalque e orgulho de lado, para finalmente aceitar que Breninho está fazendo um esforço gigantesco levando em consideração sua personalidade.

A direção de Selton Mello volta a funcionar e fica encantadora neste episódio. Sérgio Guizé foi o membro do elenco que mais evoluiu nessas 3 semanas, e fico muito feliz de dizer isso. Nessa sessão, tudo esteve perfeito. Que ótimo trabalho o dele! A palavra de Zécarlos Machado para hoje: modesto. Assim como já fez com Bianca Muller, Zécarlos tem deixado com que seu parceiro de cena um pouco menos experiente brilhe e até conduzindo o timing em certos diálogos. Ambos tiveram um trabalho corporal bem executado, e isso se repetiu em vários outros segmentos técnicos: sonoplastia, fotografia, roteiro, etc.

E para quem tava curiosinho sobre o fato de Breno ter aparecido na segunda lá na casa do terapeuta, ele contou passo por passo o motivo. Acontece que o durão estava numa balada GLS, junto com seu melhor amigo, gay, Fábio, e outros amigos do mesmo. Curtiu tanto e acabou perdendo a noção do tempo. Um honesto obrigado meu e de Júlia à comunidade gay, pois o destino quis que a partir disso os dois se conhecessem. Breno ficou outra pessoa. Até rolou um jamais visto brilho nos olhos dele. Querem mais, o que? Em contra partida, Theo só tem a dizer um “Vai se ferrar!”. Ele ficou obviamente incomodado com a situação, especialmente no momento em que Breno atendeu a ligação de Júlia no meio da situação, mas claro, sempre mantendo a classe o controle. Tudo ainda está muito raso e a ideia precisa de tempo para amadurecer, mas já podemos ficar com grandes expectativas sobre mudanças drásticas na vida dos dois.

Para as próximas semanas, sabemos que Theo vai tentar a todo custo, mesmo que subconscientemente, impedir que essa relação vá pra frente (assim como fará com Júlia). Veremos um se derretendo pelo outro enquanto Theo toma profundas respirações para conseguir ouvir aquilo tudo sem matá-los. E pra gente, bem, só falta curtir isso tudo com extrema satisfação!

Que bom que Sessão de Terapia voltou ao seu sopro incrível. Que episódio bem feito, bem montado e bem pensado. Ainda não está no auge que já chegou em outros dias, mas… pelo menos está tentando esquecer o recente passado e andar nos trilhos.

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