Sessão de Terapia 1×13 — Nina

Adultos esquecem fácil. Crianças não.” — Theo

Ai, como é bom respirar desse ar. Isso sim é Sessão de Terapia.

Depois de uma mistura de episódios medianos, vagos e até mesmo ruins, Theo voltou. Mas com um bom empurrão de Nina. Um episódio digno de nos fazer passar pelas mais variadas emoções e eu não poderia ter ficado mais feliz por isso.

A cena em que Nina sentou na poltrona de Theo foi genial. Ela o imitando com o “me parece que você…” me matou de rir. Bianca Muller está prontinha para atuar qualquer tipo de segmento sem dificuldades aparentes. Ela bebe com segurança esse líquido de Nina que quer desesperadamente ter uma relação saudável com Theo.

Sua humanidade é comprovada com o o barco que ela o dá de presente. Ela se sente culpada por tudo: pelas relações com os pais, com a de Leon e Helena, com as relações com suas amigas da ginástica, e também por ocupar o tempo de Theo com todas suas culpas anteriores. Por isso as tentativas de suicídio. Seus ombros estão sempre pesados demais.

De vez em quando a edição e a direção de Selton Mello não combinam. Parecem bruscas quando juntas, mas não foi o suficiente para apagar o brilho desse episódio. A palavra para Zécarlos hoje: estupendo.

Uma boa história que renderá material para os próximos dias, com certeza, é a de Nina ter finalmente confessado seu caso e seu amor por Leon. Infelizmente, ela acabou sendo ofuscada dessa vez devido à grande carga emotiva do episódio, porém, em momentos de mais vazio da vida enquanto textos, no futuro, será um tema importantíssimo e que eu tenho certeza que será trabalhado com a delicadeza que merece.

Ver nossa ginasta chorando foi super doloroso. Mas foi poético! A sensibilidade de Theo para com Nina foi incrível. Texto incrível, roteiro incrível. Esse episódio foi lindo de tantas formas. Principalmente no momento em que Nina diz que é o último dia de terapia e logo depois, dá para o terapeuta o barco de presente. A verdade é que ela está sendo levada pela inércia. Não quer que a terapia termine, não quer a droga da avaliação e nem quer embora. Ela quer ficar na memória e na sala de Theo, pois lá é a hora mais feliz de sua semana. A hora que ela fala tudo o que quer sem se preocupar em ser julgada.

Dessa vez, infelizmente, fracassei ao tentar passar para palavras o que ocorreu no episódio. Não há explicação. Foi um vendaval que saiu derrubando os livros do consultório de tal forma que, ao meu ver, elevou a série. Ela nem faz parte mais de nenhum nível. Simplesmente está flutuando enquanto nós relaxamos nessa nuvem de qualidade. Falta muito para ser uma BeTipul ou In Treatment? Falta. Falta muito para tocar o coração de um ser humano? Não.

Para as próximas quartas-feiras, o ideal seria um abraço (ideológico ou real, tanto faz). Um abraço que significasse aquele momento em que finalmente ambos abriram mão de seguir diferentes caminhos e aceitassem que são perfeitamente iguais no momento que estão: pessoas frustradas que não tem mais com quem contar no mundo além um com o outro. Theo e Nina tem tudo para se firmarem como a dupla mais consistente desta terapia. Vamos esperar que sim!

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