Sessão de Terapia 1×17 — Breno

Isso realmente importa? O sexo? Realmente importa ou é só a gente que dá importância demais?” — Breno

Com um mais um bom episódio, desta vez Sessão de Terapia respirou o ar mais puro do consultório de Theo.

Mas como o Breno adora resolver tudo com dinheiro, não é? Ali dando cafeteira, aqui pagando frações correspondentes aos alguns minutos a mais de terapia. Achei interessante como, apesar da série estar mostrando uma nova face do rosto do paciente, tudo sempre volta a fazer a mesma questão: reafirmar o caráter opressivo de Breno. Essa deficiência de caráter sempre se demonstrou determinante em suas sessões e não pode se perder de jeito nenhum. Mas a verdade é que a partir de agora o fato de ele tentar se abrir e mostrar um pouco mais dele mesmo enquanto ser humano vai se tornar mais importante para o desenrolar da série.

Breno aceita com facilidade o fato de estar apreciando Theo. Prova disso é que, depois de muita insistência (dele em mentir e de Theo em questionar), Breno resolveu contar o verdadeiro motivo por ter se adiantado. Se no primeiro episódio ele quer conhecer e saber mais sobre o o terapeuta e suas capacidades enquanto profissional, nos episódios seguintes ele obteve a constatação de sua eficiência para que, neste, enfim, declarasse de lábios colados o quanto confia no seu terapeuta e em sua arte. Ele está satisfeito. Isso tudo não o estabilizou. Só no sofá. Estabilizou o Breno em terapia. Com o resto do mundo Breno ainda é o mesmo exigente metido que tenta a qualquer custo ter o melhor para si.

Quando ele contou que foi encontrar o seu chefe e fracassou na tentativa, ficou moleza de notar que ele estava nitidamente dirigindo-se à loucura por não estar trabalhando do mesmo jeito que deu pra sentir que talvez ele nem precise daquele trabalho para ser feliz. Juro que tive esta sensação. Até agora a tese mais aceitável e lisa de digerir é de que é tudo uma questão de preencher o vazio da sua vida (na época que estava com Milena) a partir de ações que refletem a personalidade dele, dando vazão aos seus instintos através de algo que gostava de fazer. Juntando tudo: Era atirador para dar vazão em direção a sua personalidade afetada por uma vida vazia.

Nova vida significa novo jeito de viver. Ele está correndo atrás da sua felicidade e atirou um dardo naquele conhecido painel chamado Júlia. Conhecido e confuso painel esse, né? Na verdade nem tem mira, definições de pontos, cores ou marcações. Tá tudo misturado, sobreposto e desconfigurado. Adorei ele alfinetando ela no encontro do mesmo jeito que Júlia alfinetou ele. Ela, que gosta tanto que tudo gire em torno das vontades dela e que quer tudo do seu jeito ao tempo todo com certeza achou que fez tudo certinho. E claro, nós também! Breno detestou o sushi, a bebida, a iluminação, o sexo, a cama e o clima.

Aliás, como um sexo entre Maria Fernanda Cândido e Sérgio Guizé pode ter dado errado?…Nunca saberemos! Mas sabemos que Sérgio Guizé não parou de evoluir desde seu início. Neste episódio ele com muita cautela soube desdenhar da dificilmente encontrada delicadeza do seu personagem. Uma obra prima e seu melhor desempenho na série. Ele falava mal de situação a todo custo, mas seus olhos choramingavam um “Poxa! Como eu adoraria que tivesse sido incrível!”. Ok! A transa pode não ter sido, mas Sérgio Guizé foi. E muito. Para Zécarlos Machado a palavra de hoje é: generoso.

Ainda buscando água, Breno sempre consegue desviar seu caminho para o fogo. O pior de tudo é que ele tem consciência disso. Ele agora quer reencontrar a anestesista para dar aquele trato selvagem que ela obviamente está precisando. Mas não por amor. Por passatempo, sabe? Aquele passatempo que o pessoal por aí chama de ‘vingança’? Pois é! Esse mesmo. A verdade é que ele tá fragilizado por não ter sido o melhor e entende a hipocrisia de querer o melhor de tudo sem render o mesmo. Ele não tinha papo, só falou besteiras, gozou em 2 minutos e ainda deixou ela tentar o orgasmo com a perna dele. Breno chega ao ponto em que também começa a aceitar outra realidade: precisar redefinir suas prioridades e expectativas.

Theo Theo Theo. Não há muito a dizer sobre ele, mas o pouco é importante. Seu desejo pela Júlia já está o afetando e, como o esperado, ele está fazendo de tudo para quebrar a relação dos dois silenciosamente e como quem não quer nada. Chega de sofrimento, Theo. Vai viver! Isso é que deve ser assunto para semana que vem. Quando ele vai cair na real?

Ainda sobre a semana que vem, acho que vamos voltar para casa. Afinal, é de lá que saímos, não é? O Breno inseguro de suas vontades tentando parecer estar no controle de tudo enquanto Theo vai jogando, com eficiência, claridades naquilo que ele faz questão de enxergar embaçado. Menos Júlia, menos Milena, menos emprego e menos o resto. Só Breno e Theo. Novamente.

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