Sessão de Terapia 2×11/15 — Terceira semana

Posso chegar mais cedo hoje?” — Carol

Théo viu nessa universitária complicada uma saída para a sua dor mais latente. Que sorte a dele! Que sorte a dela! E que sorte a nossa.

SEGUNDA-FEIRA: CAROL

Parece difícil, mas Carol consegue aos poucos entender o real ganho que ela tem numa relação tão estreita com o seu terapeuta. Fora da sala, ela é suscetível, maleável e facilmente influenciada. Na sala, ganha forças, asas e voa alto.

A destruição do projeto da faculdade é de arrasar qualquer coração. Uma maquete tão linda e bem feita, mas que talvez expresse muito mais o trabalho impulsionado pela raiva da Carol do que pelo amor. A metáfora é simples e notável, e o roteiro dessa série incrível mostrou mais uma vez o quanto é certeiro.

A atenção da mãe para o irmão preocupa tanto a nossa quase arquiteta que fica difícil para ela falar sobre o seu câncer, como se não fosse importante. E isso é de uma sensibilidade que aos olhos dos outros parece indiferente, mas para Carol, é tudo. Ainda mais depois da falta de atenção a partir do namorado que ela contou semana passada.

TERÇA-FEIRA: OTÁVIO

Apesar de gente boa, esse Otávio, apesar da idade, ainda está muito preso pelas correntes do preconceito, e isso o impede violentamente de se aproximar da filha ou pelo menos entender a filosofia de vida dela. Ele queria a qualquer custo controlar a filha e tirar a mesma do retiro por achar que era “coisa de drogado”.

Como um grande empresário, é claro que ele quer comandar tudo, mesmo que invada a vida de Tati e é claro que seus ataques de pânicos relacionam-se diretamente com isso. Ele tem boas intenções, claro. Mas basta lembrar que a estrada para o inferno é pavimentada com elas. É lindo ver a paciência que ele tem para ouvir Theo sem questionar ou se irritar. Otávio é um personagem mágico.

Sua vontade por controle é preocupação e amor pelo próximo, tudo por causa da perda de Nelson. Ele é viciado em controlar tudo a sua volta por um motivo, e não por prazer. Destaco a sincronia dos dois atores em cena.

QUARTA-FEIRA: PAULA

Morro de medo dessa mulher. E ainda mais sendo interpretada por uma atriz tão linda como a Adriana Lessa. Brilhante a cena dela falando que mataria o marido.

Muito feliz a “coincidência” de quem é o seu marido. Penso que a medida em que o tempo passa, ela cria mais confiança no Theo, mas ainda mantendo sua postura forte e irredutível. Ser Paula é ser uma mulher que acima de tudo sabe o que quer. Ela está na terapia para descobrir porque o quer. E até agora, tem tido sucesso. Claro que ela tem tido sucesso, afinal ela é A Paula.

QUINTA-FEIRA: DANI

sessão de terapia

Derrick Lecouflé é abençoado de poder estrear numa produção tão alto nível como essa. Percebi a genialidade da forma que ele fala cada frase na semana passada, e agora, só fica mais evidente o quão acertada a escolha foi.

Mas, com a história madura e com espectadores mais acostumados, Ana e João permanecem tomando conta, talvez pela eficiência dos atores nos diálogos. Dani virou o novo termo obrigatório nas brigas do casal, que nem precisariam envolver seus filhos nos problemas deles se fossem um pouquinho mais consistentes em suas vontades.

Théo precisa se desdobrar entre a terapia extracurricular do casal e ainda pensar em como isso pode atrapalhar o Dani em relação seu bem estar e auto estima. Quantas perdas! Quantos ganhos!

O caso com a professora particular trouxe a tona tanta coisa pra ser discutida no futuro com mais intensidade e intensão. Até o aborto ganhou pauta!

SEXTA-FEIRA: DORA

Com o parecer entregue no fim do fenômeno, a sessão de sexta é o ponto alto da minha semana. Sério. Em todos os aspectos imagináveis.

Theo está cada vez mais aceitando os pareceres de Dora e entendendo que assim dói menos e ainda o ajuda para trilhar mais fácil seu caminho. Ela o faz reavaliar o lado do pai na situação toda da doença da sua mãe e de o quanto todas as memórias o prendem num passado pesadelo que talvez não tenha sido protagonizado pelo pai. E o Theo tem tanto a ganhar, se ele só olhasse isso com outros olhos…

sessão de terapia

Numa semana empolgante, a cena mais emocionante foi a ferida aberta de Theo com as decepções causadas pelo pai, que com certeza estarão inseridas nos plots seguintes.

De forma geral, Malu como sempre muito pontual na sua fé da volta do pai. Sinto que ainda é cedo para ter alguma expectativa concreta do que a relação com a Miriam vai resultar, mas os dois protagonizam cenas deliciosas e eu ainda lembrei de onde conheço essa atriz: ela esteve no filme brasileiro “A Casa de Alice”, que eu muitíssimo recomendo. A asiática que escuta música alta é uma fofa, Lia o nome dela, e com certeza vai aparecer mais daqui para frente.

Menos cortante que as outras semanas, as sessões foram estáveis e bastante satisfatórias. Muito feliz com esse trabalho todo! Puro amor!

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