Sex and the City: O livro da Candace Bushnell

E aí, galera cult do café, essa semana o The Box Is On The Table sai daquele mundo sobrenatural e vem parar no mundo real dos glamourosos de Nova Iorque e todas as suas estórias sexuais contadas. Não, não estou falando de Gossip Girl e a fofoca rolando solta, mas sim do livro da Candace Bushnell, a mulher que soltou as farpas em Manhattan com seu Sex And The City, obra que posteriormente deu origem a série de TV homônima da HBO (Não conhece? Shame on You! Dá uma olhada nesse post da Darshany aqui do Box).

Manhattan is on fire: 1994, Nova Iorque, mais especificamente, na famosa ilha de Manhattan. De longe, é possível ver e ouvir os gritos felicíssimos e estonteantes, em plena Park Avenue, de uma mulher que não parava de anunciar que seu chefe acabara de lhe conceder uma coluna semanal no famoso jornal New York Observer. Candace Bushnell nem ao menos tinha ideia sobre o que iria escrever no seu mais novo espaço, mas de uma coisa ela tinha certeza: as palavras mulher, homem, sexo e Nova Iorque não poderiam faltar nos seus textos. E foi assim, meus caros, que nasceu o que chamamos hoje de Sex and The City, o livro da Candace Bushnell baseado na sua própria coluna e que, tempos depois, se transformou no sucesso da HBO.

Sex and The City, sem sombra de dúvidas, deve ter causado o maior alvoroço em torno de sua autora após o seu lançamento, principalmente por expor, de maneira muito hilária e bem ácida, as nuances da sociedade elitista de Manhattan, revelando os segredos (especialmente, os sexuais) e as personalidades falsas e verdadeiras das pessoas que rodeavam o mundo de Candace Bushnell. O livro é basicamente isto: contos sobre relacionamentos complicados ou descomplicados, nos quais sexo, beleza e dinheiro eram os tópicos-base para a escolha de um(a) parceiro(a) e, ainda, a cada fim de estória, Candace trazia uma moral (ou a falta dela), confirmando ou respondendo assim, suas teses e questionamentos em relação a vida amorosa e sexual.

Não há como negar que o livro é ótimo e completamente viciante. A cada parágrafo nos são apresentadas situações únicas e personagens idem. Perfis como os modelengos (homens viciados em modelos bem jovens), o homem bem casado, a mulher bem casada (ou quase), o grande não-fingidor ou mesmo as mulheres com sorte no trabalho e completo azar no amor, fazem o leitor repensar sobre o mundo das aparências. Lugares singulares — como por exemplo, o de encontro dos voyeurs mortos-vivos — também contribuem para a piada funcionar com perfeição, assim como os encontros de amigos para as discussões dos mais variados assuntos ao lado de uma garrafa de tequila e muita maconha. Candace Bushnell soube trazer relatos (usando pseudônimos,claro) com muita inteligência e humor sobre a população mais acima da classe média de Manhattan, e também aquele pensamento feminista que todos que assitiram a série de TV aprenderam: que ser mulher já é um trabalho difícil, ainda mais quando se é bonita, profissionalmente resolvida e se vive em Nova Iorque.

Unidas pela televisão: Na telinha, Carrie está sempre envolta de suas três inesquecíveis almas gêmeas: Charlotte, Miranda e Samantha. São elas quatro as inseparáveis que dividem os drinks cosmopolitan, os problemas amorosos/sexuais, as dificuldades da vida profissional, etc. Porém, no livro, essa amizade está um pouco mudada. Charlotte apareceu em três ou quatro parágrafos de uma das histórias sobre o sexo assistido e, pelo que Candace nos contou sobre a mesma, aqui ela é apenas uma jornalista inglesa e não houve alguma confirmação sobre Carrie e Charlotte serem conhecidas. Miranda é uma executiva de TV a cabo e esta realmente conhece Carrie. As duas aparecem juntas em um conto sobre o chá-de-panela de uma ex-solteira pobre, a qual acabou de descobrir que o marido anda pulando a cerca. E por fim, Samantha, que tanto na série de TV quanto no livro possui aquele fogo inapagável entre as pernas. Carrie e Sam são melhores amigas (às vezes), de acordo com os relatos da Candace e isso é perceptível nas últimas partes do livro, quando o foco começa a ser em Carrie e em seu relacionamento com o Mr Big.

A Carrie que se chamava Candance: Dizem as más línguas que a personagem Carrie não passava de um pseudônimo de sua própria autora, já que pessoas próximas a Candace achavam que a personalidade da personagem era bastante parecida com a de sua criadora. Eu não conhecia a Candace e talvez nem gostaria de conhecer se esse boato for verdade, afinal a Carrie do livro possui as mesmas características da Carrie da série. Inteligente, indecisa, não-estou-nem-aí, chorona, fumante e chata, não há nada que eu possa dizer para mostrar alguma diferença entre as Carries dos dois formatos. O seu relacionamento super complicado com o Mr Big também é outro ponto em comum. O contraste aqui é o final que de feliz não possui nada. Mas eu não contarei para não estragar a surpresa de quem se interessou em ler Sex and The City.

Candace Bushnell ficou ainda mais conhecida após sua obra virar série de TV da HBO e agradecida deve ser a palavra certa a como ela deve se sentir sobre isso. Esse ano, Candace lançou o livro Os Diários de Carrie, no qual conhecemos a adolescência de Carrie Bradshaw e todos aquelas complicações da época do pós-high school. Bom, acho que isso só confirma a tese do pseudônimo, certo? Pois tenho quase certeza de que esses diários não passam de fatos da juventude da própria autora. Leremos…

É isso, galera do café! Espero que minha missão de deixar vocês um pouco mais cultos de alma tenha dado certo essa semana. Ah, se vocês estiverem interessados em dar sugestões de livros que deram origem a séries de TV ou algo parecido, sintam-se livres e me contatem pelo Twitter, que respondo a todos. Até a próxima…

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