Smallville: a prequel do Homem de Aço

Você está destinado a coisas muito maiores do que apenas ganhar jogos de futebol.” — KENT, Jonathan (frase dita pelo personagem no filme de 1978 e no episódio 1×02 de Smallville)

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Prequel é um termo da televisão que designa uma série ou telefilme que conta uma história anterior a outra história já conhecida do público. Sob essa máxima, os produtores Alfred Gough e Miles Millar juntaram o novo filão de séries no início dos anos 2000, voltadas para o público adolescente, com o universo da DC Comincs.

O clássico foi revisitado muitas e muitas vezes durante a série. Há quem diga que o Clark Kent de Tom Welling não fez jus ao personagem quase mitológico dos quadrinhos, há quem diga-se satisfeito com a visão teen do homem de aço. A série trouxe de volta o mito do Homem de Aço para a mídia, depois de 4 filmes entre 78 e 87, e rendeu mais uma sequencia em 2006.

Em um belo dia de 1989, uma grande chuva de meteoros atinge a pequena cidade de Smallville no Kansas. Essa chuva atinge o carro dos Kent, fazendeiros tradicionais da região, e trás para a Terra Kal-El, uma criança mandado ao nosso planeta pelos pais, pois o planeta de origem estava prestes a explodir. O sol amarelo do sistema solar daria ao jovem Clark, recém batizado Kent, poderes inimagináveis.

Um dos princípios em que a série se ancora são as descobertas de Clark, agora com 15 anos de idade. Morador de uma pequena cidade do interior (e PELAMOR, nunca chamem Smallville de Pequenópolis) o jovem vê-se diante situações nas quais começa a perceber que é diferente dos demais. Ele ouve mais que a maioria, tem mais força e é mais rápido. Até ai tudo bem. Mas e se essas habilidades são exponencialmente desenvolvidas? Super audição, mais rápido que a luz, mais forte que qualquer máquina. Clark, como qualquer adolescente, sente-se um estranho no ninho Kent. Muda-se para o celeiro para observar as estrelas e entender-se.

O grande barato da série, e que foi explorado à exaustão nas primeiras temporadas, é a relação de Clark com alguns personagens clássicos do Superman. Lana Lang e Lex Luthor são amigos de Clark de colégio. E com estes dois, Clark conhece o que é o amor e o que é o ódio. Chega até a desistir de seus poderes por amor, mas é obrigado a recuperá-los para conter o ódio. No fundo, assim como a história de Superman, Smallville é uma história de amor, ódio e vingança, bem ao estilo de nós, seres humanos, mesmo tendo como protagonista um morador de Kripton.

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Além de Lana, Clark se envolve com Lois, e reedita na TV o casal de Lois & Clark: The New Adventures of Superman (série responsável por lançar ao estrelado Teri Hatcher, que volta em Smallville como a mãe de Lois). Muitos fãs da saga Superman reclamam por Smallville não retratar com fidelidade os quadrinhos, e a relação de Clark com Lana e com Lois.

A nem só de amores viveu Clark em sua adolescência/juventude. Os vilões dos quadrinhos tiveram presença muito importante na série, a começar por Lex, que tem uma participação definitiva durante sete temporadas e no series finale.

Também passaram pela cidade Darkside, Zod, Brainac, Doomsday, Bizarro, General Slade Wilson, Gordon Godfrey, Granny Goodness, Toymaker, Persuader, Maxima, Amanda Walker, Metallo e Lionel Luthor. A cada vilão, nosso heroi se superava e aprendia um pouco mais sobre ele e sua origem kriptoniana.

Outro atrativo da série é o elenco. A começar por Anette O’Tottle interpretou Lana Lang em Superman III, Cristopher Reeve que deu vida ao Superman em 4 filmes fez uma participação na série como Dr Virgil Swann e Terrence Stamp foi o general Zod no filme Superman II. Nada mal. E ainda nos deu de presente Justin Hatley, que interpretou Oliver Queen na série, mas na verdade era o filho gay de Vic Grayson, em Revenge. E mesmo com um universo tão rico, a série trouxe novos personagens que se destacaram com louvor, como Chloe, que não existia nos quadrinhos antes de Smallville e foi transportada para o universo do Superman após aparecer e ser muito bem aceita na série.

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A série é leve nas primeiras temporadas e se transformou num dramalhão nas últimas. Além dos atores, são inúmeras referências aos filmes, como o palácio de cristal onde Jor-El se comunica com Clark, as kriptonitas multicoloridas, o trabalho no Planeta Diário, a Zona Fantasma.

Para quem é fã dos quadrinhos, claro, está tudo colocado fora de ordem e de outra maneira, mas o universo do Homem de Aço está ali, presente a cada episódio da série. É um bom entretenimento, sem levar muito a sério. Mas esqueçam as regras dos quadrinhos. Afinal de contas, Clark só consegue voar no último episódio e só coloca o uniforme azul com cueca por cima em uma situação de flashfoward.

Para quem gosta da união dos dois universos (adolescente e fantasia) é um clássico, uma série imperdível. Ela marcou o retorno na TV das séries de super-heróis e, apesar de perder boa parte de seu público ao longo dos anos, foi um marco na TV: as séries como força motriz da ressurreição dos clássicos personagens do cinema. Marcou também na música, com o lançamento de Wherever You Will Go e transformando o The Calling numa banda internacional (sério, eles fizeram um show aqui em BH!). E para matar saudade da série, deixo a cena ao som de The Calling. Vale a pena assistir, de preferência na entressafra de séries.

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