Smash 2×12 — Opening Night

E não é que Smash resolveu pegar carona na onda das séries que resolveram esquentar agora no final das temporadas e ficar boa em sua reta final? E faz muito bem, pois pode apagar a imagem ruim que a segunda temporada imprimiu em seu início.

Smash 2x12 Megan Hilty

Com o fim da produção de Bombshell a série definitivamente se abre para novas possibilidades: O Grande Gatsby, Cidade dos Anjos e mesmo Hit List. E Marilyn está tendo o destino que sempre mereceu: o sucesso. Pelo menos é o que a maior parte da imprensa especializada está dizendo, uma vez que não houve fatos na série que podem corroborar essa visão de sucesso do espetáculo. Incomoda-me muito a repetição da frase “Bombshell é o melhor espetáculo desta temporada”, dita por cinco personagens, uma vez que nada que vimos nesta temporada a tornaria este grande sucesso.

Smash 2x11 Bombshell

A maior parte das coreografias foi mantida, porém a atriz principal, o roteiro e o diretor mudaram, então essa nova Bombshell não deixou claro em que pontos, quais performances e quais canções fazem da peça o melhor espetáculo da temporada. Neste ponto, sou adepto da máxima “pago para ver”. Esperava que os encantos de Marilyn, o roteiro do espetáculo e a nova direção fizessem com que o público (nós) já tivesse a certeza que o espetáculo seria esse sucesso todo, e não fosse uma coisa imposta pela repetição desta ideia.

E Karen? Foi de um recalque imenso o desconforto que ela sentiu em assistir Ivy como Marilyn, provando que ela não está satisfeita com sua personagem Amanda em Hit List. Este tipo de atitude eu esperava de Rebecca Duval (Uma Turman) e de Terrence Falls (Sean Hayes) e não de uma aspirante a estrela que ainda nem viu seu brilho e já está se achando no direito de agir como diva. Mais uma coisa que me incomoda muito: a repetição que Karen é uma estrela sem ela ser. Ela também não tem nada ainda. Largou um papel fantástico de Marilyn Monroe na Broadway para arriscar-se ao lado de um affair (que ela mal conhece) num fundo de um teatro em NY. Aceite teu carma, garota!

E de muito reclaque também foi a atitude de Derek de convencer o produtor do teatro do Brooklin a levar Hit List para os palcos principais da big aplle. Ele precisava ver Bombshell primeiro para resolver trazer sua nova criação aos holofotes principais? Claro que não! Se ele realmente acreditasse no trabalho e no potencial de Hit List, como grande diretor que dizem que ele é, ele lutaria pela peça desde o início e não aceitaria um teatro off-Broadway como prêmio de consolo. O que motiva Derek a vislumbrar um caminho maior para Hit List é a possibilidade de provar para todos que ele é melhor que Tom. CRESÇA!

Se bem que olhando por este ponto Derek e Karen se merecem mesmo. Depois que os dois saíram de Bombshell o espetáculo andou e provou-se ser maior que o ego dos dois, que prendiam a peça a alicerces que a própria Marilyn não aceitava: os rótulos. A Marilyn de Karen era ingênua, imaculada e com potencial para o talento. Já a Marilyn de Ivy é explosiva, ousada, sensual. Hoje me arrependo amargamente de ter torcido para Karen ser Marilyn, pois Ivy representa muito mais o legada da blood fatale que a sem graça da Karen.

Smash 2x12 Opening night

E Jimmy? O que esse garoto ainda tem que fazer para voltar para as drogas? Não sabe se controlar, terapia está para isso, rapaz! Canalize sua agressividade para sua arte e você tem potencial para ser o novo Kurt Coubain ou a nova Amy Winehouse, depende de você! Pois o título de o novo James Dean e sua Juventude Transviada eu me recuso a lhe passar.

Agora faltam mais cinco episódios para a season (ou series) finale e o próximo episódio, The Producers, é a próxima etapa até chegarmos em The Tonys… Como já antecipou Derek, qual das duas, Karen ou Ivy, o público vai escolher como melhor atriz de musical para esta temporada?

Menções honrosas: o dueto de Ivy e Karen em That´s Life de Frank Sinatra ficou fenomenal! Que vocês podem rever aqui:

Break the leg, guys!

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