Smash 2×15 — The Transfer

De agora em diante você está na reabilitação. No palco você é Marilyn, e em todo o resto, você é Norma Jeane” — Produtora

Chegando a este ponto da segunda temporada de Smash que eu começo a entender o que houve com a série para ela se tornar irreconhecível este ano. Para a primeira temporada, foi pensado em se fazer um espetáculo musical sobre a vida de Marilyn Monroe, ícone do cinema e do imaginário dos homens mundo afora, reconhecida pelos seus cabelos loiros e pela sua sensualidade. Em qualquer parte do mundo que perguntarmos por Marilyn ela será lemrada assim.

E assim a série não se preocupou em apresentar a personagem principal, pois mesmo que uma pessoa que não saiba absolutamente nada sobre ela pode jogar no Google e encontrar uma infinidade de sites com estas informações, o que cria um vínculo entre o espectador e o objeto principal da trama: a Material Girl.

Smash 2x15

E quem é Hit List na fila do pão? Ao repetir a mesma fórmula cênica de Bombshell com o novo espetáculo, os escritores não criaram um vínculo com o telespectador, uma conexão como existe entre Marilyn e os fãs de Smash. Hit List se tornou uma história vazia, sem referencias e muito confusa. Afinal de contas, quem é a Diva? O que essa Amanda busca? Qual é a história por trás dos belos olhos de Jimmy? COMO É O NOME DO PERSONAGEM DO JIMMY?

Em Bombshell os personagens dispensam apresentação. JFK, a mãe de Marilyn, a diva loira… Eles falam por si mesmo pois tem história, uma das coisas que Hit List, para mim, não tem. Não gosto de ficar catando os cacos que os personagens vão jogando no vento para formar uma imagem na minha cabeça de que história é essa que Kyle queria contar. As canções são de um pop dançante muito gostoso, quase que podiam pertencer ao Oasis ou outra banda de rock inglesa, mas não é o suficiente para ofuscar Marilyn e Bombshell.

Smash está a ponto de se despedir e uma coisa eu tenho reparado muito: a própria série está com saudade da temporada anterior, pois não para de tocar Let Me Be Your Star, seja cantada, seja instrumental, só falta em ringtone (que alias, se alguém tiver, me envia). É a minha canção favorita, de longe. E dos produtores da série também. E mostra o quão saudosistas da primeira temporada os produtores estão.

Bem, nas vésperas de se anunciar os indicados ao Tony, prêmio máximo do teatro americano, Ivy e Karen se desentendem novamente. Pra que? Criar o clima de rivalidade entre as duas na premiação. O episódio valeu para o que mais? Nada.

Break the leg, guys, que a vida de produtor/ator/diretor de musical não está anda fácil.

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