Sobre o fim de Mad Men e o futuro da AMC

Com o fim de Mad Men, emissora perde sua última série relevante.

Escrevo essa coluna sobre o fim de Mad Men e o futuro da AMC com uma dor enorme no coração. Vou ter que me despedir de mais um marido. Já não chega ter que abandonar o Jessie há algum tempo, agora vou ter que dar adeus ao Don Draper. Pois é, gente, e quando mais tempo eu puder adiar isso, eu vou adiar.

Mad Men

Isso significa que eu ainda não vi o último episódio. Se você quiser uma análise mais crítica sobre o series finale corre lá e prestigia o lindo do Tiago que fez um texto ótimo. Porque, se você ainda não notou, eu não vi o último episódio.

Sério, gente, eu não estou preparado. Já não bastam as lágrimas derramadas pelo series finale de Glee e ao receber a notícia que a Nina Flopev abandonou de vez The Vampire Diaries (meu emprego corre riscos, afinal, se extinguiram minhas duas grandes fontes de gongadas!), agora eu nunca mais vou ver Jonzinho Hamm dentro daquele terno bem cortado.

Mad Men

Além disso, estou completamente viciado em Demolidor. Não tinha prestado muito atenção nessa série à época do seu lançamento, mas estou muito interessado. Só hoje já vi dez episódios. Não consigo sentir meus olhos direito, mas isso é só um detalhe.

Mad Men

Mas eu não devo ser o único a estar se lamentando. Quem deve estar com os cabelos em pé são os executivos da AMC. E não para menos. Em menos de dois anos, a emissora super bem sucedida perdeu suas duas maiores séries, as mais relevantes, as mais premiadas, as mais ovacionadas. No último domingo, o império estabelecido por Breaking Bad e Mad Men se foi.

É sério isso. Só pra você ter uma ideia, dá uma olhada nas listas mais recentes das grandes premiações televisivas, seja o Emmy ou o Globo do Ouro ou o SAG (se você ainda não sabe o que é SAG, sorry, dearly, mas vai continuar sem saber porque eu não estou disposto!). uma das duas vai estar lá. Mad Men mesmo tem até prêmios consecutivos no Emmy.

Mad Men

E agora? O que vai ser da AMC? Tirando essas duas, mais nenhuma outra série da emissora dispõe de tanto glamour. The Killing nadou, nadou e morreu na praia. Turn e Hell on wheels servem apenas como reprodução histórica; ninguém acompanha mesmo. Rubicon, coitada, durou só uma temporada. O que é que resta de relevante?

Oi? Como é? The walking o quê?

Mad Men

Gente, eu estou falando de séries RELEVANTES, erre, e, ele, e, ve, a, ene, te, e, esse, RELEVANTES. E não, há muito tempo The Walking Dead deixou de ser relevante. Ouso dizer que nunca teve, de fato, a importância de uma Breaking Bad ou de uma Mad Men. Seja bem honesto: qual a real função da série dos zumbis atualmente?

The Walking Dead só serve para fomentar a discussão de que os gibis são melhores. Ou então para dar volume a uma conversa com aquele seu amigo insuportável participante de fandom. Ou então para se testar novas técnicas de maquiagem. Ou ainda para figurinistas iniciantes melhorarem suas criações nos tons pastéis e variações de cinza.

Com isso, a AMC fica órfã de grandes séries. Vamos torcer para surgir alguma coisa relevante logo. Preacher parece preencher essa vaga, porém é cedo para apostar. No mais, vou ali pegar um lencinho e dar o play no último episódio. Torçam por mim.

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