Sobre os realities shows musicais brasileiros

Talvez tenha sido cedo demais comemorar algumas partidas…

Essa é pra você que acordou muito mal humorado e descobriu que o pão de queijo da padaria do bairro já tinha acabado. Da mesma maneira como o pão de queijo acabou em menos de trinta minutos, assim estão os realities shows musicais brasileiros: perdendo o interesse depois da primeira temporada.

E essa semana, os amantes desses shows de realidades foram duas vezes surpreendidos negativamente. A primeira foi com a publicação dessa foto aqui:

Primeiro, todo mundo comemorou a saída do Daniel e quem deveria sair continua lá. Afinal, o pudinzinho não fedia e nem cheirava. Era um adorno rural para a cadeira giratória, mas inofensivo. Cara, na boa, é preferível suportar quatro Daniel a uma Cláudia Leitte.

Nunca é demais usar esse gif

Segundo, quem é que entra no lugar dele? O moranguinho do nordeste menino ex-Tradição. Michel Teló provou que é o queridinho definitivo da turma da Vênus Platinada e assume a vaga deixada pelo pudinzinho. Resta saber se ele será eficiente em ser um ótimo coach para seu time. MAS PERA! DESDE QUANDO OS FAMOSOS DO THE VOICE BRASIL SÃO COACHES DE SEUS TIMES?

Michel Teló entra para fazer a linha fofa, sem oferecer muitas críticas e dizer que todo mundo é lindo, com ótima voz, mas não apertar o botão para ninguém. Ou seja, vai seguir não destoando dos demais. Ou seja, vai ser um adorno rural a cadeira giratória, mas com uma vantagem: ele vem com um acordeão.

E já que o assunto é instrumento musical, o que é que o Lulu Santos faz com uma guitarra nessa foto? É só pra dizer que ele é o representante “roqueiro” do quarteto? Como se isso significasse alguma coisa. Rock é a coisa que dificilmente é mantida por um técnico que venceu a última temporada com uma dupla sertaneja. Dupla sertaneja, aliás, da qual só lembramos de uma coisa: a mala.

Como o rock foi mencionado no parágrafo anterior, alguém pode me explicar o que foi essa segunda temporada do Superstar? Se muita gente reclamou dos jurados da edição anterior, o que foram os dessa? Sandy? Thiaguinho? Paulo Ricado? Sério! Qual a contribuição realmente relevante deles para as bandas que se apresentaram?

Aliás, o papel dos jurados em um programa desse tipo merece ser verdadeiramente questionado ou alvo de uma #GONGSHOW futura. São adereços em uma decoração de gosto duvidoso. Sandy é fofa, Thiaguinho é um fofo, Paulo Ricardo é… bom, enfim. Mas um programa como o Superstar precisa de mais.

Outro aspecto negativo foram os participantes. Nessa altura do campeonato, Malta, Suricato e Jamz estavam super comentados, bombando. E esse ano? Quem são os finalistas? Tem essa tal de Scalene, que parece que vai ganhar, mas é tão insossa, com um vocalista que não tem o mesmo carisma que o Bruno.

Cara feia pra mim é fome, já dizia minha avó. Mas ainda assim é bem melhor que qualquer outra cara dessa nova edição.

As demais finalistas são deploráveis com direito até a cover de Claudinho e Buchecha, uma banda que só toca músicas em inglês ou em português sofrível e tem outros roqueirinhos que não vão fazer sucesso.

Analisando o panorama musical dos realities shows tupiniquins, a coisa não é satisfatória. Resta sentar e lamentar.

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