Solta o som! Os Melhores Discos de 2016

Preparem as playlists de vocês porque vamos trazer os melhores álbuns desse ano.

Procurando a opinião alheia de quem não gostou

O ano de 2016 foi um ano bastante agitado no mundo da música. Tivemos a chegada de uma Beyoncé mais radical, o comeback tão aguardado da Gaga, a evolução de Ariana Grande, o último álbum de David Bowie. Por isso resolvemos listar alguns dos melhores álbuns, na opinião do Box, que tivemos nesse ano. Então aumentem o volume e vem com a gente.

This is Acting

O ano praticamente começou com gritos da Sia, a artista mais criativa e que desbancou a Rihanna na linha de produção de álbuns por ano. Tanto que meses depois chegou a versão deluxe com novas canções, incluindo uma homenagem às vítimas do atentado homofóbico em Orlando, The Greastest. Não muito diferente de seu antecessor, This is Acting brinca com temas cafonas (Footprints) e se aprofunda em angústias da cantora (Broken Glass). Seu ponto forte é falar do corriqueiro e habitual, como nas canções Cheap Thrills e Move Your Body. Eleva o poder feminino com canções como Unstopable e Reaper. Ainda bem que ela foi liberada do cativeiro da Beyoncé.

24K Magic

24K é a reinvenção da carreira de Bruno Mars. Pode parecer um pouco cedo para dizer isso, uma vez que é apenas o terceiro disco do cara, mas o fato é que seria muito difícil de se auto superar depois do estrondoso sucesso de Uptown Funk, parceria com Mark Ronson, e do disco anterior Unorthodox Jukebox. Porém, ele conseguiu e fez um disco de muita qualidade! Ao ouvi-lo parece que somos levados para os anos 70, na época que a gravadora Motown apresentava sempre boas opções de músicas para o mundo. O lado ruim do disco é que são apenas 9 músicas. Apesar disso não dá para não curtir Perm, That’s What I Like e 24k Magic.

7/27

Mostrou o amadurecimento das meninas do 5H além de apresentar uma sonoridade mais atual. O álbum também marcou por ser o último com a presença da Camilla, que no inicio do mês anunciou sua saída do grupo. Dentro os singles tivemos Work from Home, All in My Head (Flex) e That’s My Girl, enquanto a canção Write on Me teve apenas clipe lançado porém não virou single. As garotas já tem uma carreira bastante sólida no mundo da música e quem sabe elas não se transformem nas próximas Spice Girls.

California

O bom e velho arroz com feijão do Blink 182. A banda oriunda dos anos 90, voltou com o mesmo estilo irreverente que os consagrou, porém com um pequeno notável amadurecimento. Aliás, o disco foi bem criticado pela imprensa justamente porque esse novo trabalho era mais do mesmo. Alguns chegaram a dizer que é muito pouco diferente do que eles apresentavam para o público nos discos antigos. De fato, o disco não trás muitas novidades na sonoridade, parece inclusive que foi gravado nos anos de ouro da banda. Entretanto, isso não quer dizer que é um álbum ruim! O grande destaque fica para a paródia deles mesmo em She’s Out Of Her Mind, mas aconselho também Cynical e California.

Black Star

Blackstar fechou um período da música, não apenas com todo seu conceito mas também com a morte de seu autor, David Bowie. Parece que Bowie já previa o que estava por acontecer. Lançado no aniversário do cantor, dois dias antes de sua morte, BS é uma despedida marcada pela melancolia e pelo eletrônico, que caracterizou o últimos álbuns do ícone da música. As músicas longas contrastam com a pouca quantidade de faixas. E faz total sentido, afinal Bowie era sinônimo de contraste.

Lemonade

Beyoncé desde que se firmou na carreira se transformou em um verdadeiro furacão de sucessos. Porém de uns anos para cá, ela abandonou o rebolado e as letras mais pop para partir para o lado mais sombrio de sua pessoa: o seu EU INTERIOR. Desde o lançamento secreto de seu álbum Beyoncé em 2013, os fãs começaram a notar que aquela rainha do rebolado, dos hits coreografados e que dominavam as pistas de dança do mundo inteiro já não existia mais. E em 2016, a cantora cravou o punhal nos corações de seus fãs ao lançar Lemonade, um álbum que finalmente enterra a carreira de diva pop que até então ela tinha. Não é um álbum para qualquer pessoa, mas quem estiver disposto a descobri-lo poderá se surpreender. Um aviso aos machistas de plantão: ESSE ÁLBUM CONTÉM FORTE CONTEÚDO FEMINISTA. FIQUEM LONGE!

Glory Days

Esse era o álbum que faltava para o Little Mix. As meninas britânicas tiveram um bom álbum de estreia, depois vieram com Salute que foi um disco bastante fraco. No ano passado elas voltaram para o pop com o Get Weird, que trouxe os singles Hair, Black Magic e Secret Love Song, porém esse ano as garotas trouxeram um álbum mais maduro e com uma pegada bem eletropop e é claro, um cd cheio de indiretas para os ex-amores dessas garotas, como a chiclete Shout Out to My Ex. Um destaque fica para o dueto das meninas com o Charlie Puth na ótima Oops, que traz uma vibe bem anos 60.

Walls

Esse é o som do King Of Leon que faltava para as rádios. O sétimo álbum da banda tem um som mais urbano, mais pop e menos indie. Não é mais do mesmo dos anteriores. Nota-se que a banda saiu de sua zona de conforto, mas ao mesmo tempo não fez um álbum experimental. É um disco que prova que o som não precisa ser muito sofisticado para ser bom. É um disco para alcançar mais público e levar multidões para seus shows, mas sem deixar a qualidade de lado! Ressalto a quase pop Around The World, o instrumental de Find Me e o estilo Stranger Things de Waste a Moment.

Dangerous Woman

O processo de amadurecimento artístico e midiático pode ser árduo quando se é uma artista descoberta para o público adolescente, mas ao longo dos anos, o que não faltaram foram exemplos de como fazer isso bem, de Britney Spears à Miley Cyrus, e a agora mulher perigosa, Ariana Grande, parece ter feito a lição de casa.

Em seu terceiro álbum, Ariana abriu mão da jovem sonhadora (Yours Truly) e da menina que estava descobrindo o mundo com as amigas (My Everthing) para se firmar como uma mulher que sabe o que quer e principalmente ter a confiança em si própria. Se por um lado podemos desconfiar um pouco por causa de sua faixa de abertura, as próximas faixas demonstram que estamos prontos para adentrar na festa de Ari e curtir uma noite bem sensual.

Joanne

Esse era aquele esperado retorno da Gaga ao pop, que nunca veio. E foi melhor assim. A cantora sempre teve um pé no rock e quem pesquisou um pouco de sua carreira também conhece a ligação dela com o folk. É estranho ve-la assinando músicas que poderiam ser de uma banda hipster pedante. Mas na voz dela tudo muda e fica poderoso. O acerto foi simplificar. Só a Lady Gaga para fazer a gente gostar de sertanejo mesmo.

Glory

Se existe uma palavra para definir o novo álbum de Britney Spears é: Sexo. A cantora praticamente usa e abusa das segundas intenções nesse seu álbum e por pouco não acaba falhando novamente. Britney precisa entender que nem de sussurros e gemidos vivem o mundo da música pop, assim como a Beyoncé precisa entender que toda a sua raiva interior não vai apagar a imagem dela de inicio de carreira. Glory infelizmente ainda não mostrou a Britney que queremos, aquela do inicio de carreira mas felizmente tivemos um material um pouco superior ao fracassado Britney Jean. Agora é torcer que seu décimo álbum venha realmente promissor e seja o tão aguardado retorno da diva do pop.

The Heavy Entertainment Show

Uma pesada dose de entretenimento que só Robbie Williams poderia proporcionar. O cara mostra que mesmo aos 42 anos, ele ainda está de forma quando o assunto é criar um bom e polêmico disco pop! Ele conseguiu misturar pop com rock com eletrônico e com aquele som vintage presente nos discos Swings Both Ways e Swing When You’re Winning. O álbum fez tanto sucesso que ele conseguiu conquistar o seu 12º primeiro lugar nas paradas inglesas. Recomendo Party Like A Russian, Motherfucker e Hotel Crazy.

Version of Me

O mais do mesmo da Mel C (ex-Sporty Spice). Mas isso não quer dizer que o albúm seja ruim, já que estamos há cerca de quatro anos sem um álbum de inéditos da cantora. Vale destacar que ela sempre foi a mais afinada e dedicada à sua carreira como musicista. Neste álbum as canções possuem aspectos muito similares, o que realmente dá uma cara de álbum. Mas ao mesmo tempo cada uma delas traz uma característica única. E incrível como cada canção gruda na sua cabeça e te faz cantarolar. Destaque para Numb, Anymore e Dear Life.

Soy

Uma nova etapa na carreira dessa grande artista argentina, Lali Esposito. A cada ano que passa ela ganha mais notoriedade e vem se firmando cada vez mais no cenário musical. Com a estreia do segundo álbum de sua carreira solo, a artista nos surpreendeu com canções mais intimistas como Soy, Ego e até mesmo Boomerang, onde faz uma clara crítica ao seu relacionamento com o ator Mariano Martinez. Lali sem sombra de dúvida será a próxima rainha latina a conquistar o mundo e em 2017 pode ser esse ano.

Illuminate

O segundo trabalho de Shawn Mendes chegou as lojas exatos 17 meses depois do seu primeiro disco. Repleto de batidas fortes, este é um trabalho diferente daquele com que se lançou onde é revelada uma maturidade que não seria esperada tão cedo. Se antes ele era comparado como futuro sucessor de Justin Bieber, hoje podemos dizer que ele está trilhando seu próprio caminho e está sendo reconhecido como tal. Anotem aí: Shawn Mendes muito em breve terá seu primeiro Grammy, afinal esse garoto vai longe.

The Getway

O renascimento do Red Hot Chili Peppers. Depois de 33 anos de carreira e de 10 discos lançados eles conseguiram voltar com novas sonoridades e com novos elementos que causaram estranhezas (como o uso do piano em Dark Necessities), mas que mostrou um resultado impressionante! A banda conseguiu romper com o estilo consagrado sem perder a essência que sempre os acompanhou. Posso dizer que para é o melhor disco dos Chili Peppers depois do Californication (de 1999). Eles não só voltaram, como também trouxeram o rock de volta! E para completar o disco, eles tão lançando clipes bem divertidos! Por isso, sugiro assistirem/escutarem Go Robot e Sick Love.

Inesperado

O retorno tão esperado da diva pop latina Anahí depois de uma ausência de 07 anos do mundo da música. Com praticamente todos os singles sendo lançados no ano passado, para esse ano, um mês antes do lançamento do cd, a cantora lançou Amnesia. Anahi mostrou que continua sabendo caminha pelo mundo do pop latino e nos entregando um álbum contagiante, com músicas que caminham desde a melancolia até mesma as festas mais sensuais.

Tini

O álbum contém canções “que vão desde uma balada pop dançante, além da boa voz e uma correta interpretação da cantora, apoiada por uma equipe de compositores que é bem sucedida. Desse álbum saíram os singles: Siempre Brillarás, que fez parte do longa-metragem Tini: Depois de Violetta, depois dela, vieram as baladas Great Escape e agora no inicio do mês, Got Started. Além disso o álbum recebeu certificação de ouro na Argentina e de abril a junho do mesmo ano vendeu mais de 100 mil cópias em todo o mundo.

E para vocês quais foram os melhores álbuns que tivemos nesse ano, comentem e não esqueçam de divulgarem o link em suas redes sociais.

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BOXPOP

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