Supergirl 1×14 — Truth, Justice and the American Way

Até onde foi o senso de justiça em Truth, Justice and the American Way?

Eu sou o tipo de heroína que está fazendo o necessário para manter o mundo seguro.” — DANVERS, Kara

Depois de toda a sequência de episódios de tirar o fôlego, Truth, Justice and the American Way deu uma mornada em Supergirl, mas isso não significa que o episódio foi ruim, pelo contrário, tirando algumas cenas desnecessárias, ele trouxe coisas que podem ser importantes para a trama. Além de um questionamento…

O que é justiça (ou ser justo) na verdade?

Justiça é fazer justiça por crimes cometidos em Krypton — mesmo que a pessoa não seja mais uma criminosa na Terra — usando a justiça Americana?

Supergirl 1x14

O vilão da vez tinha um senso de justiça bem distorcido criando uma grande ironia para o caso da semana, tendo em vista que na Terra, Draper era um policial — surpreendentemente o que se fazia de bonzinho — e em Krypton ele era um guarda e em nenhuma dessas duas profissões, teoricamente, as pessoas tem o poder de fazer justiça com as próprias mãos.

Só que toda a importância do caso da semana não ficou na mão do vilão e sim em uma das suas vítimas. Truth, Justice and the American Aways mostrou que nem todos os prisioneiros de Fort Rozz chegaram a Terra com o intuito de continuarem sendo criminosos. Alguns resolveram mesmo fazer do lugar um segundo lar, com uma nova vida em que andam dentro das leis, poupando o DEO e a Supergirl de mais trabalho, mostrando que a agência é realmente justa e, mesmo sabendo a ficha de cada um dos alienígenas que caíram na Terra, só caçam o que causam problemas.

Seria bem legal se deparar com mais alienígenas assim no decorrer da série.

Mas, novamente… O que é justiça (ou ser justo) na verdade?

Justiça é deixar preso um cara que pega desconhecidos para fazer experimentos e tenta a todo custo matar a Supergirl? Ou justiça é deixá-lo solto, pois ele não é um alienígena e merece ser julgado como todos os americanos por seus crimes?

Desde sempre sabíamos que deixar Maxwell Lord preso para sempre no DEO não era uma opção. Ele é um multimilionário, figura pública e eventualmente as pessoas iam começar a sentir sua falta. Pessoas normais, provavelmente, começariam a se pergunta onde ele se meteu depois de uma semana de sumiço, mas quem disse que Cat Grant é uma pessoa normal?

A sede por um furo sobre o sumiço de Max causou algumas tensões e só fez com que James continuasse mais desnecessário e insuportável do que nunca.

Kara não precisava de lição de moral sobre ser justa. Logo no começo ela foi a primeira pessoa contra a manter o Max preso, entretanto, devido a todas as circunstâncias do começo de guerra em que se encontrava, esse homem não podia ficar na rua tentando matá-la quando todo o exército de tia Astra saudades tia Astra estava tentando fazer o mesmo. Por mais que ela seja uma super-heroína, ela não é duas, portanto só dá para lidar com uma tentativa de assassinato por vez.

Deixar Max preso por 48 horas não era uma injustiça que ela estava cometendo e sim um favor que ela estava fazendo para National City. Acredito que as pessoas devem ter ficado felizes por não ter prédios caindo em suas cabeças por causa de suas experiências do mal.

Mas libertar Max, sem nem ao menos terem colocado uma escuta nele, mesmo com a ameaça de um dossiê para denunciá-lo, foi um furo para o DEO. Não que eles não cometam furos, até agora Alex não descobriu sobre a câmera em sua bolsa, então sobre isso não dá para esperar muita coisa. Pelo menos por quanto, se continuar assim, vai ser difícil continuar defendendo.

Mas, só mais uma vez… O que é justiça (ou ser justo) na verdade?

Ser justo é deixar que outros levem a culpa por uma morte que outra pessoa cometeu só para não abalar um relacionamento de irmãs?

Kara disse que sempre tem outro jeito ao invés da morte para deter as pessoas. Mas será que ela pensaria assim se soubesse que foi a Alex quem matou a tia Astra?

Depois de todas as tentativas falhas que Alex teve para contar a verdade, está óbvio que Kara vai acabar descobrindo sobre a mentira que Hank contou por terceiros e, quando isso acontecer, o drama familiar vai ser grande. Não vou mentir, adoro! Como eu disse na crítica do episódio passado, não existe nada melhor do que um drama familiar, muito melhor do que drama de casal.

Só espero que James não insista com a história de querer contar para a Lucy que a Kara é a Supergirl. Se ele não consegue responder a uma simples pergunta da namorada o problema é dele.

Não tem o mínimo cabimento querer colocar o segredo da Kara no meio. Quando Lucy terminou o namoro da última vez por causa da relação dele com o Superman eu duvido que ele tenha ao menos cogitado dizer que o Homem de Aço é o Clark.

James seja menos!

E o que dizer da Siobhan que mal chegou, mas já estou ansiosa para que Cat Grant faça a cara dela de sambódromo com a ajuda da Kara? Com direito da “Kerah” voltando a ser a assistente número 1? Espero que a história nos proporcione gostosas risadas.

E no próximo episódio a Supergirl de Supergirl vai encontrar a Supergirl de Smallville. Já estou me tremendo toda com esse encontro!

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