Supergirl 1×3 — Fight or Flight

Como vencer alguém que nem seu primo conseguiu vencer? Essa foi a preocupação em Fight or Flight.

Quando as pessoas estão com medo, machucadas ou em perigo sempre pensam no Superman. Mas também podem pensar nela e não apenas como um prêmio de consolação. Ela é tão heroína quanto ele. Ela só precisa de uma chance para provar.” — DANVERS, Kara

Existem filhos que pagam pelos erros dos pais. Nesse caso, Kara quase pagou pelo erro do primo. Quase, porque graças a esse erro ela conseguiu crescer mais um pouco rumo a se transformar na super-heroína que National City precisa, que Cat Grant espera e a que ela deseja ser.

Diferente do que Kara pensa, Cat Grant não é a super-vilã do jornalismo. Ela tem sim os seus superpoderes jornalísticos de conseguir arrancar da Supergirl o que não deveria, entretanto não foi por maldade. Ela deu nome a Supergirl. Ela acredita na Garota de Aço. Só que ela não é sua mãe para ficar passando a mão na cabeça dizendo “Que bonitinha. Continua assim que você vai longe, meu bebê”.

Há matérias que vem para o bem, mesmo que encontre o Reactron no meio do caminho por causo disso.

Supergirl 1x3

A cada episódio fica mais evidente de que as opiniões de Cat sobre a Supergirl são importantíssimas para Kara, e seria excelente que continuasse assim. A forma como sua chefe a afeta é extremamente positiva para o crescimento da Supergirl. Se Cat não tivesse se focado inteiramente para mais uma matéria que detonava a nova heroína, com toda certeza Kara não teria se dedicado da forma que se dedicou para mostrar que ela pode ser tão boa quanto o seu primo e que podem começar a contar com ela sim como super-heroína.

Mas se dependesse de James Olsen isso não aconteceria.

Supergirl está no terceiro episódio e o modo irônico ligado grande amigo do Superman modo irônico desligado já se mostra totalmente descartável. A forma como ele é completamente cheio de si com os assuntos “super-heróicos” é irritante e chamar o Clark para ajudar em uma missão que era totalmente da Kara foi desnecessário.

Como podem começar a levá-la a sério se toda vez em que houver perigo dela morrer o Superman intervir? Ainda mais nesse caso, que o vilão só existe por causa do Superman. Ele só foi atrás dela por causa de seu primo, além dele ser um dos vilões que o Homem de Aço não conseguiu vencer.

Kara já tem o seu time de combate ao crime. Alex e Winn estão ali por ela, eles acreditam nela, e foi por causa deles que ela conseguiu se mostrar superior ao seu primo e vencer o Reactron. Como Alex disse, Kara consegue fazer coisas que nem seu primo fez, então não existe motivo para não deixá-la voar com a própria capa. Não existe motivo para James Olsen querer protegê-la e não existe motivo para ela continuar em National City, pois tirando o primeiro episódio, até agora ele não acrescentou em nada na série.

Ele é uma das pontas de um triângulo amoroso que só não é mais desnecessário que sua própria existência na série. Supergirl tem um mar de histórias para contar — Max Lord e seu possível passado com a Cat apresentado em Fight e Flight é prova disso -, excelentes vilões para aparecer na série e um ótimo roteiro. Não é preciso forçar um romance, muito menos um romance que não tem química nenhuma. Kara e James não funcionam, começando pelo fato dele ser insuportável.

Se é pra escolher um lado do triângulo, que seja o do Winn, pois ele sempre está lá pela Kara, não duvida dela, além de ser seu amigo faz tempo. E ele montou a salinha secreta do time. Apenas frisando: com todas as histórias que Supergirl tem, romance é a última coisa que os produtores deveriam se preocupar em fazer.

Mesmo com James sendo desnecessário — e aparentemente Lucy Lane ter entrado na história só para piorar a chatice -, Kara conseguiu começar a provar para Cat que ela está levando a sério ser a super-heroína da cidade. E, provavelmente, começou criar uma matéria em que Cat Grant não a detonará. Claro que isso pode demorar um pouco, pois está na cara que enquanto a rainha puder e tiver o mínimo de motivo, ela vai pegar no pé da Supergirl, e isso não é nem um pouco incômodo de assistir.

Na verdade, é totalmente positivo para a série e seria interessante se Cat demorasse um bom tempo para descobrir a identidade da Supergirl, pois a dinâmica dela com a Kara revoltada pelos coiós que leva é maravilhosa. Também seria perfeito se tivesse mais cenas da Cat e sua super-heroína, tendo em vista que a cena da entrevista valeu a espera de uma semana para o episódio novo e ainda foi motivo de ficar pedindo mais.

Por fim, foi de esboçar sorrisos a cena de Clark e Kara conversando pelo chat. De um significado absurdo, pois até então eles não haviam tido esse tipo de contato ainda e ela não sabia diretamente do primo o que ele achava dela ter abraçado os seus poderes.

Para alguns isso pode ser maçante já que é a história da Supergirl, mas para Kara com toda certeza significou o mundo as palavras de Clark.

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