Supergirl 1×5 — Livewire

Livewire mostrou que não existe nada como um dia de Ação de Graças eletrizante.

Há muitas coisas que eu não sei sobre você. E isso deveria mudar.”— GRANT, Cat

Por causa dos atentados a Paris a CBS resolveu adiantar o episódio 5 de Supergirl e deixar o 4 para a próxima semana por se tratar de atos terroristas a National City. E, sinceramente, se a emissora quisesse deixar esse episódio 4 para lá a série sairia ganhando muito mais com isso.

Graças a Livewire, Supergirl começou a mostrar o motivo de terem aprovado a série. O episódio mostrou como a série vem crescendo tanto em roteiro — que desde o piloto já é um dos pontos fortes -, atuação, desenvolvimento da história, desenvolvimento de seus personagens, apresentação de novas histórias, vilões, cenas de lutas e até os efeitos.

Supergirl é uma série sobre mulheres poderosas. Uma série que traz em cena aquele ditado que diz que as mulheres podem fazer absolutamente tudo que os homens fazem, duas vezes melhor e ainda de salto. Portanto ver Cat Grant, a mulher mais poderosa da série, sendo humanizada foi o ponto alto do episódio.

Desde o primeiro episódio, a dona da CatCo Mídia passa a impressão de que só se importa com sua empresa. Exemplo disso é ela não saber o nome dos seus próprios funcionários, começando com o de Kara, sua assistente. Vê-la se abrindo, contando um pouco de sua vida e ouvindo um pouco da vida de Kara, sem fazer comentários sarcásticos ou fingir que não se importa, foi de uma grande valia para a série, pois mulheres bem-sucedidas não são necessariamente mulheres sem coração. Só porque elas aparentam ser fortes, não significa necessariamente que elas sejam. Mostrar esse lado mais humano da Cat foi importante ainda mais se tivermos outros episódios focados nela com a mesma qualidade desse.

O caso da semana dessa vez foi Curto-Circuito, a primeira vilã não-alienígena que deu mais trabalho do que a queridíssima tia Astra. A prova viva de que não se deve dar poder a quem já deixou o poder subir para cabeça faz tempo, mesmo que não tenha sido proposital, certo Kara? E a melhor vilã até agora.

A parceria Cat e Supergirl está a cada episódio mais poderosa. Pela primeira vez trabalhando juntas, Cat continuou mostrando todo o respeito e admiração pela garota de azul — do jeito Cat Grant de ser -, além de querer se tornar mais íntima a ponto de ter seu contato direto para facilitar a comunicação, pois convenhamos, não tem nada pior na vida do que depender de terceiros.

Preciso confessar que fiquei esperando Cat perguntar para a Supergirl se podia adotá-la, aproveitando que ela mostrou esse desejo para Leslie antes da moça ter se tornado a Curto-Circuito.

Para quem estava gostando de falar mal dos efeitos e das cenas de lutas, exigindo que fosse algo mais superprodução de cinema, com toda certeza encontrou dificuldade essa semana para colocar algum defeito nesse quesito. As cenas de lutas da Curto-Circuito com a Supergirl estavam ótimas. Passando o recado que a série não é uma produção cinematográfica, é uma produção de canal aberto, e que diferente de algumas séries que entregam os piores efeitos especiais possíveis, eles estão se empenhando e dando o seu melhor para entregar algo de qualidade a seus telespectadores a cada episódio que passa.

Outra situação importante para a série foi mamãe Eliza Danvers vindo fazer uma visita para a família e acabando com a sanidade de Alex e com a nossa.

É de se surpreender que por tudo que Alex guardava dentro de si, por ter realmente o trabalho de irmã mais velha que é levar a culpa por tudo que a irmã mais nova faz, ela ainda tenha criado uma ligação tão forte com a Kara. Qualquer outra pessoa nessa situação não teria o mesmo comportamento, além de tratar a irmã como uma intrusa. Ainda bem que quando a família é unida tudo se resolve com uma ótima conversa.

Para aumentar mais a curiosidade sobre o enredo de Henshaw, descobrimos que papai Danvers já trabalhou para a DEO com o intuito de proteger Kara. Agora o mais novo trabalho de Alex e Kara é descobrir o que realmente causou a morte de seu pai.

Provavelmente devem ter descoberto que Jeremiah sabia tudo sobre o Superman porque ele costumava ser um só os fãs de Lois & Clark entenderão.

Se a série continuar seguindo essa linha de crescimento, sem se perder no meio da temporada como algumas séries se perdem, com toda certeza Supergirl se tornará algo que desde o piloto eu sempre disse que seria: a melhor série de heróis dessa sequência de produções de Greg Berlanti e companhia.

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