Supergirl 1×7 — Human for a Day

Human for a Day: um episódio com duas histórias paralelas de deixar qualquer um com a boca aberta.

Que bom que tinham você. Você lhes deu esperança hoje. Sei que vocês os inspirou porque me inspirou.” — SUPERGIRL

Algo que muitas séries não conseguem fazer de jeito nenhum são duas histórias interessantes em um único episódio. Normalmente a segunda história que não está envolvendo o protagonista (ou algum personagem favorito) é a que todos se perguntaram por que incluíram algo do tipo, pois a maioria das vezes não acrescenta em absolutamente nada no episódio e só ocupa tempo que poderia ter sido usado para algo mais interessante.

Supergirl mostrou que está na lista das poucas séries que conseguem fazer duas histórias em um único episódio serem boas.

A explicação sobre como Kara perdeu os seus poderes e como ela iria recuperar não poderia ser mais simples e coerente pela forma que a série corre e tudo que ela aborda.

Supergirl 1x7

Um dos meus maiores medos era que fizessem de Supergirl uma Smallville mais atual. Pois quem assistiu a série sabe o quanto de marmota eles faziam por lá a ponto de Clark ter que levar um raio misturado com kryptonita pra ter os seus poderes de volta. Em Supergirl não. Com todo o esforço que ela teve para destruir o Tornado Vermelho — que era feito de chumbo e, assim como a kryptonita que pode a matar, chumbo não é uma boa combinação com os poderes do pessoal de Krypton — seria até fora de todo o contexto se ela não tivesse perdido os poderes ou se tivesse recuperado horas depois.

Se os humanos quando trabalham ou estudam demais ficam desgastados ao ponto de ter que dormir muitas horas seguidas, caso contrário podemos ficar até doente, com a Kara foi a mesma coisa. Só porque ela tem superpoderes não significa que ela possa usá-los demais, de uma forma que ela não está acostumada e vai ficar tudo bem. Uma hora eles têm que ser “recarregados”.

Human for a Day foi mais um daqueles episódios importantes para o desenvolvimento da Kara. Um episódio que mesmo com todo aprendizado por trás ainda fez com que a gente se divertisse.

Kara estava parecendo aquelas crianças que quando sofre um arranhão faz o maior show. Mesmo que ela estivesse sentindo muita dor, foi divertido vê-la reclamando que ninguém avisou que um braço quebrado doía demais.

E com sua falta de poderes ela aprendeu que só porque ela não os tinha não significava que ela não pode ser uma heroína. Pois ser um herói é algo que vem de dentro. Coisa que ela deveria saber já que se heroísmo fosse sinônimo de superpoderes, os criminosos de Fort Rozz não seriam criminosos. Assim como também aprendeu que ela precisa acreditar mais em si assim como as pessoas acreditam na Supergirl. Assim como Cat Grant acredita na Supergirl.

Cat é daquelas mãezonas, sabe? Daquelas que tem um orgulho imenso do filho e que o defende com todas as forças quando vê que alguém está atacando a sua cria sem motivo nenhum, mas não deixa de dar sermão quando ele merece com o intuito dele continuar sendo alguém melhor na vida.

Pelo menos é assim que eu vejo a relação dela com a Supergirl.

Elas têm essa troca de confiança e admiração. Se a cada episódio que passa Kara cresce um pouco como heroína é por causa da Cat e seus conselhos. Assim como a cada episódio que passa Cat se preocupa mais com a Supergirl, mas não de uma forma “Se essa garota não salvar a cidade quem vai pagar micão sou eu por ter investido nela”, pelo contrário, é uma preocupação de quem se importa e se pudesse ficaria ligando para a Garota de Aço que nem uma mãe liga para o filho quando ele sai a noite perguntando se está tudo bem quando sem motivo ela deixa a cidade na mão.

Até agora não teve uma cena da Supergirl com a Cat que não deu vontade de beijar a televisão. Pode ser dez segundos que for de cena. O episódio melhora em 500% sempre que essas duas estão conversando. São cenas extremamente preciosas.

Com toda respeito: CHUPA MAX!

E até agora não teve uma cena da Kara com o James que deu vontade de quebrar a televisão. Winn tem toda razão do mundo em sua revolta. Quando ela vai aprender que o James tem namorada? E o mais importante… Quando ela vai aprender que não tem nada a ver com o James? Espero que no próximo episódio Winn continue dando gelo na Kara pra ver se ela acorda um pouquinho pra vida.

Deletem tudo que foi dito sobre o Hank na critica passada!

Nunca foi tão chocante — de uma forma boa — ser confirmada a teoria que você não acreditava de jeito nenhum. Por tudo que Supergirl vinha mostrando até agora, era difícil de acreditar que ao invés de um vilão Hank poderia ser um dos mocinhos. Mas o que essa série nos ensinou nesses seus sete episódios de vida é que tudo pode acontecer.

A história da Alex nesse episódio — tentando descobrir a verdade sobre o Hank — foi um tombo atrás do outro. Tudo dava a entender que ele de alguma forma estava ajudando o Jemm a sair matando meio mundo só para que o monstro não entrasse em sua cabeça e assim todos descobrissem sua verdadeira identidade e os segredos que ele guardava.

E de brinde ainda tivemos Chyler arrasando em cena. É tão bom saber que ela voltou a televisão em uma ótima série e ainda tem um excelente papel. Na verdade, Supergirl trouxe muita gente boa de volta em ótimas papéis (alô Calista, sua maravilhosa).

Que surpresa maravilhosa foi quando ele se revelou o Caçador de Marte. Acredito que eu nunca me arrepiei tanto como me arrepiei nesse momento. Pensei que ele só ia contar a história de como ele tomou a identidade do Hank e só em um futuro distante íamos ver ele em sua verdadeira forma. Deu a sensação de que o John Jones tinha saído de um dos episódios do desenho da Liga da Justiça direto para Supergirl.

Essa série é de um cuidado com tudo relacionado aos heróis que conhecemos desde a nossa infância que eu não canso de me encantar.

E, como se o episódio já não tivesse sido bom o suficiente, tia Astra resolveu dar as caras. O que será que essa louca vai aprontar dessa vez?

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