Supernatural 10×18 — Book of the Damned

Esta semana, Supernatural foca mais na sua mitologia, abrindo várias possibilidades de enredos.

Eu não vou aguentar ver você virando demônio outra vez” — WINCHESTER, Sam

“Ninguém sabe como é ser o homem mau / Ser o homem triste por trás de olhos azuis / Ninguém sabe como é ser odiado / Ser condenado, contar apenas mentiras” (Behind Blue Eyes — The Who).

Em 1971, os britânicos do The Who lançavam no seu álbum, Who’s Next, Behind Blue Eyes. Mesmo tendo sido lançada há 44 anos, ela se encaixa perfeitamente nesta temporada de Supernatural. Para falar a verdade, ela se encaixa perfeitamente na série em geral e no momento em que Sam e Dean estão vivendo. A escolha dela para o encerramento do episódio foi excelente, o que corroborou com o fato deste ter sido o melhor episódio da 10ª temporada.

Antes de explicar o porquê de começar a review citando The Who e Behind Blue Eyes, é necessário lembrar a quantidade de informações que o episódio nos passou. Teve Castiel recuperando sua Graça, Metraton aprontando — o que já é redundante na série — e também uma esperança para o grande problema de Dean, a Marca de Caim.

O foco de toda a temporada está em Dean, no fardo que ele carrega. Com isso, Sam ficou em segundo plano e estava mais como um coadjuvante na série, pois tudo gira em torno de Dean. Mesmo tendo a história de Crowley e Rowena, Cas e Metatron, Cole e outras tramas secundárias, apenas uma é interessante: Dean e sua Marca.

spn 10x18

Em Book Of The Damned, vemos uma mudança de perspectiva, pois Charlie encontra o Livro dos Condenados que poderia ter a Cura para a Marca de Caim. Devido a isso, somos apresentados à família Styne, que era a guardiã do livro. Os Stynes seriam os causadores de grandes problemas à humanidade por usar o poder do livro para fazer o mal.

Saindo um pouco do enredo principal, dando a sequência ao episódio anterior, Cas leva Metatron em busca de sua graça perdida. Tenho de admitir que, apesar de já estar cansado do personagem, Metatron estava perfeito no episódio. Todas as suas tiradas foram hilárias devido à sua adaptação à vida humana. Vale ressaltar também a interação dos dois na biblioteca, que foi muito bacana.

Como eu já previa, nem tudo saiu da forma sonhada nesta viagem, e mesmo com Castiel recuperando sua Graça, Metraton consegue escapar e leva consigo a Tábua dos Demônios. O lado bom desta história é a volta da Demon Tablet e o lado ruim é que Metatron continua vivo e ainda o veremos na série. Afinal, nem tudo é como nós gostaríamos que fosse!

Ao longo do episódio, descobrimos que, sim, o livro dos condenado tem a cura para a Marca. Porém, o livro é uma ferramenta muito perigosa se não usado corretamente. Dean sabe que a Cura está no livro, mas por ele ser muito perigoso, o Winchester mais velho toma a decisão de que o correto a fazer é queimá-lo.

Aqui, neste exato ponto, é que Sam entra na história. Ele não consegue ver o irmão deste jeito, piorando a cada semana, e não suporta a ideia de vê-lo se transformar em demônio novamente. Com isso, ele não queima o livro, mas o guarda e esconde de todos. Vale ressaltar que toda esta cena se passa ao som de The Who e tudo se encaixa perfeitamente. Toda a sequência de Sam escondendo o livro, e depois passando ele a Rowena, foi a melhor da temporada.

Pois é, Sam faz um trato com Rowena. O clássico mantra da série de fazer aliados duvidosos. Eu posso estar muito errado, mas acredito que isso não vai acabar bem, afinal, estamos falando de Supernatural e eu já vi esse filme antes. Isso não é fácil para Sam, pois ele sabe que estas histórias de mentiras entre os irmãos nunca acaba bem, mas ele está bem desesperado.

Chegou a hora de se preparar, pois o final da temporada começou.

P.S.: Behind Blue Eyes é uma canção que fala sobre como as pessoas acabam julgando as outras pela sua aparência, sem conhecer o que se passa na vida e nos pensamento delas. Se Simple Man, do Lynyrd Skynyrd, é a música que representa a personalidade de Dean, agora posso dizer a mesma coisa de Behind Blue Eyes para Sam.

P.S.2: Robbie Thompson, o escritor do episódio, é o melhor roteirista de Supernatural. Claro, abaixo apenas do showrunner, Jeremy Carver.

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