Supernatural 8×12 — As Time Goes By

Agora eu entendo o que o Cupido disse, sobre o Céu fazer de tudo para unir a mãe e o pai. Os Winchesters e os Campbells. Os cérebros e os músculos…”. Sam

“Que bom que você vê isso. Eu só vejo muita morte na árvore da nossa família”. Dean

As Time Goes By, desde a sinopse, prometia ser um episódio lendário. E foi. Não só pela trama envolvendo o avô desaparecido dos Winchester, mas por toda a mitologia da série. Citar o Cupido, que apareceu uma vez em 5×14 My Blood Valentine, como explicação pra algo três anos depois é muito bacana. Mostra que os roteiristas têm a ideia exata da dimensão que Supernatural atingiu em seu oitavo ano.

Henry Winchester (Gil McKinney, de Friday Night Lights) foi o nome do episódio. Vindo diretamente de 1958, na fuga do demônio Abaddon, o pai de John acabou encontrando seus netos em 2013, depois de um feitiço ligado ao sangue.

Eis que somos apresentados a uma nova organização: os Homens das Letras. Uma espécie de “Maçonaria sobrenatural”, a sociedade secreta têm a família Winchester entre seus membros há gerações. Henry, o último deles, teve de fugir para proteger uma caixa da ordem, na noite de sua última iniciação.

Grosso modo, os Homens das Letras são os caçadores que estudaram. Ao invés de sair matando as criaturas, e recorrendo aos livros só quando a coisa aperta, os letrados detêm os segredos e o conhecimento teórico de tudo que envolve o mundo sobrenatural. Ou seja, Sam teve a quem puxar!

Supernatural 8x12 As Time Goes By

Infelizmente, por esta inesperada viagem no tempo, Henry não pode criar seu filho. John cresceu sem pai, origem dos problemas de criação de Dean e Sam na vida de caçador. É muita coisa para um episódio só, mas As Time Goes By soube apresentar tudo de forma didática, com flashbacks e um completo The road so far inicial.

Foi legal ver Dean tendo de lidar com seu avô. Fã número um de John, de seu legado e estilo de vida, Dean não se conformou com o fato de Henry ter “abandonado” a família para salvar um segredo dos Homens das Letras.

Já Sam, bem parecido com Henry, entendeu bem do que se tratava: a tal caixa misteriosa guardava a chave para um local com todos os segredos, pergaminhos e ingredientes mágicos do universo sobrenatural. Tudo o que já passou pela série, e muito mais, em um só lugar. Não dava pra deixar Abaddon, ou qualquer demônio, tomar posse dessa chave, né?

Falando em Abaddon, descobrimos uma nova classe de demônios: os primogênitos, criados por Lúcifer logo após sua queda. Muito mais “puros” e resistentes, não podem ser mortos pela Faca da Ruby. O jeito foi aprisionar Abaddon no receptáculo que ela estava usando, e enterrar o corpo no cimento. Quero ver ela sair de lá agora…

O destino de Henry era fácil de advinhar: graças aos paradoxos que envolvem viagens no tempo, ele tinha que morrer para nada ser alterado no passado. O patriarca acabou se sacrificando para que matassem Abaddon, e teve seu momento de redenção ao lado dos netos. Bem emocionante…

Por fim, destaco a semelhança entre Gil McKinney e Matt Cohen, o jovem John Winchester. Boa escolha de elenco, produção! E por favor, façam mais episódios antológicos como esse, com viagens no tempo e as histórias dos Winchesters e Campbells! Os fãs agradecem =)

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