Supernatural 8×23 — Sacrifice [season finale]

Eu sei que nós tivemos nossas discussões. Mas Sammy, qual é? Eu matei Benny pra te salvar. Estou disposto a deixar soltos este maldito e todos os filhos da puta que mataram nossa mãe por você. Não ouse pensar que há algo que seja prioridade para mim antes de você! Nunca foi assim, nunca. Preciso que entenda isso, estou implorando”. Dean

Por onde começar? Season finales são sempre emocionantes, angustiantes e com uma missão ingrata: ao mesmo tempo em que encerram uma trama, devem deixar um cliffhanger tão bom quanto para o próximo ano. Foi o que tivemos em Sacrifice, a oitava vez em que os fãs são brindados com o icônico The road so far ao som de Carry on my wayward son, do Kansas!

Créditos iniciais que se destacaram de longe entre os anos passados, como você pode conferir no fim da review. Teve fragmentos de tudo que os Winchester enfrentaram neste ano, e não foi pouca coisa. Aliás, como já frisei antes, fazia tempo que uma temporada da série não era tão completa e minuciosa como esta!

Além de uma trama central sólida e hercúlea — fechar os Portões do Inferno — tivemos os irmãos em histórias “randômicas” de tirar o chapéu: os cartoons que viram realidade, os nazistas, o camping de RPG… Isso sem falar dos novos personagens, todos no limiar entre o bem e o mal (Naomi, Abaddon e Metatron).

Isso é alguma piada?”. Crowley (sendo algemado por Dean)

“Algemas demoníacas, imbecil. Nada de sumir, se teletransportar nem virar fumaça. E claro, sem acordo. O que significa que você é nossa vadia”. Dean

8x23-Sacrifice-Crowley-Dean

Pela promo já nos foi adiantado que Crowley seria usado como a terceira tarefa. A forma como isso foi feita foi o filé mignon do episódio: em meio a várias tiradas com o “alce” Sam, o Rei do Inferno ficou mais vulnerável do que nunca. Cantou Changes, do Butterfly Boucher, para zoar o caçula Winchester, e demonstrou sua humanidade ao se emocionar falando de séries da HBO dizendo que “precisa ser amado”. Tocante, não? hahaha

Vindo de Crowley, pode se esperar tudo. Mas não me surpreenderia se o processo de cura tenha, de fato, mudado alguma coisa nele. Com Abaddon de volta querendo o posto de Rei do Inferno, este sem dúvidas é um dos cliffhangers do ano que vem.

É verdade, eles podem me matar”. Castiel (sobre voltar de vez para o Céu)

“Então é isso…E.T. vai para casa”. Dean

Mas quem roubou mesmo a cena nessa season finale foi o escapista, o escriba de Deus e até então “pacato” anjo Metatron. Não diria que foi uma grande surpresa, afinal havíamos conhecido o personagem há dois episódios…Porém, o choque — pelo menos para mim — foi vê-lo matar a inabalável, sempre precavida e poderosa Naomi. A anja acabou se redimindo brevemente ao revelar os planos de Metatron para Dean e Castiel, mas esperava mais reação dela.

8x23 - Sacrifice

O plano do escriba nunca foi fechar as Portas do Céu com os anjos dentro, e resolver a guerra civil divina. Metatron queria se vingar por ter sido expulso pelos arcanjos, e vivido milênios escondido. Com os “ingredientes” coletados pelo crédulo Castiel (como é triste ver a expressão de decepção do anjo, quando enganado), o escriba fez um feitiço fortíssimo que originou bela e impressionante sequência final: anjos caindo do céu e, ao que tudo indica, se tornando humanos.

Depois de acertas as contas com Dean, Sam não concluiu a tarefa, já que isso iria matá-lo. As consequências das duas tarefas nele, porém, ainda são desconhecidas. Os efeitos desse “Sam tunado” serão boas de ver!

Pra finalizar, um comentário sobre duas coisas chatas: tudo bem que foi para salvar Sam, mas não fechar o Inferno foi um baita anti-clímax, concordam? Esperamos por isso o ano todo! Outro aspecto que faltou ser mais explorado, mas que tem justificativa, foram as mulheres dos Winchester.

Conhecemos Amelia, e tivemos uma sucessão de flashbacks para explicar as razões de Sam tê-la deixado. Depois disso, um pequeno retorno para Sam abandoná-la “em definitivo” e seguir caçando. Já Lisa e Ben tiveram as memórias apagadas, para mantê-los a salvo enquanto Dean seguia sua vida. A justificativa de ambos os casos, a meu ver, é uma só: a mulherada vai voltar e ser feliz com eles quando tudo terminar (se é que o final vai ser feliz para ambos). Concordam?

Como fã que acompanha Supernatural há quase quatro anos (comecei na quinta temporada), foi um prazer escrever sobre esta brilhante oitava! Mais uma vez, o meu muito obrigado a você, showrunner Jeremy Carver! E a todos vocês, leitores do Box, que sempre têm muito a acrescentar e opinar. Carry on, galera!

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