Tatiana Maslany e outras razões para assistir Orphan Black

Você precisa de apenas uma razão para assistir essa série: Tatiana Maslany. Ignorada no Emmy, ela foi indicada, sozinha, para o prêmio Melhor Elenco do Lisa Rinna Awards e temos certeza que ficou muito emocionada por esse reconhecimento tão grandioso, afinal a Courtney Cox Arquete’s Academy (CCAA) está envolvida e eles são bem criteriosos ao selecionar indicados para esse importantíssimo prêmio internacional!

Mas se Tatiana não é suficiente, achamos que você deveria dar uma chance a Orphan Black porque…

…tem um roteiro original que realmente prende o espectador.

Ok, lidar com clones/gêmeos (#sdds Ringer) é um assunto gasto e não vai te interessar de novo. A verdade é que Orphan Black lida com questões mais pertinentes do que apenas clonagem. O verdadeiro mote é: Qual é o efeito do ambiente na personalidade da pessoa? Se a mesma pessoa tivesse passado por uma série de novas experiências na vida, ela seria muito diferente de quem ela é? O show avalia a personalidade em contraste com a criação dos personagem. Quem você seria se não tivesse vivido tudo o que viveu?

… mostra desenvolvimento de personagens sólidos e de fácil identificação.

Shows que realmente têm apelo junto aos telespectadores são aqueles que permitem que quem está do lado de cá da poltrona (#DidiMocó) se identifique com um, ou mais, personagens do lado de lá da telinha. Em Orphan Black os clones, e mesmo os antagonistas, são tão bem desenvolvidos que essa identificação virá de maneira extremamente natural. É bem difícil você não terminar “torcendo” para um deles.

… tem um episódio piloto que é sensacional.

Séries com bons episódios pilotos existem aos montes. Umas mostram uma curva decrescente depois da empolgação inicial e entram num marasmo de episódio bons e ruins se intercalando. A verdade é que depois de assistir ao piloto de Orphan Black você vai querer ver outro e o seguinte e a história continua num clima ascendente! E aí, meu amigo, tarde demais: você está viciado!

…tem tecnologia/ edição/ direção compatível com a complexidade do seu tema.

Vejamos o exemplo abaixo:

“Tô a 300km/h numa lancha, mas meu cabelo mal se mexe.”

Quando um personagem aparece, o gêmeo não pode aparecer. Só de costas ou distante. Closes em cada personagem durante suas falas e ângulos para nunca mostrar os dois. Fora a iluminação, a artificialidade da música e dos sons do mar, do balançar da lancha… é tudo tão porco que é maravilhoso. Um clássico eterno. #sdds Ringer (2)

Compara com isso:

Lágrimas, né? Chora mesmo.

Uma atriz preparada, edição/direção/ tecnologia apropriada e pronto. Um show de qualidade.

…mostra plots bem construídos e distribuídos.

Sabe aquela ideia ótima que vai sendo gasta ao longo dos episódios com mistérios e dúvidas surgindo e atiçando a curiosidade de todos até o volume ser tão grande que quando as respostas começam a aparecer você nem lembra quais eram as perguntas? Então, isso é Pretty Little Liars. Orphan Black tem enredos econômicos bem conduzidos, dosando mistérios e respostas em sua trama de maneira a não haver episódios para encher linguiça. E isso se deve ao excelente trabalho de Graeme Manson e John Fawcett, os showrunners da série.

…tem fãs bacanas.

Fãs de séries são seres racionais, falam sem influência emocional quando o assunto é sua série favorita e nunca discutem temas irrelevantes, como “porque a Santanna* é mais legal que o Kurt*”#SóQueoContrário. Orphan Black tem o #CloneClub. Vai em qualquer rede social e use essa hashtag para você ver a recepção e a forma bacana com que as discussões sobre a série são tratadas (Tumbrl e o Twitter têm muitos membros). É muito bacana o nível das coisas passar da dúvida entre quem tem o cabelo mais bonito e é a “mais principal”: Arya** ou Spencer**.

(*nomes aleatórios, sem querer citar nenhum grupo enjoado de fãs específico)

(** mais uma vez, nomes aleatórios. Juro.)

…conta com um elenco de Tatiana(s) Maslany(s)!

Enganei vocês! Todos os outros motivos são nada comparados a esse! Maslany eleva o show a um patamar diferente. Sua atuação é impressionante, o maneirismo de cada personagem é surpreendente e a forma como você encara cada um deles é bem particular. Em pouco tempo você vai começar a acreditar que alguns daqueles clones nem se parecem tanto assim. Fica o desafio: assista ao primeiro episódio e fale de onde vem o sotaque original da atriz? A mulher é canadense e trabalha com maestria diversos outros sotaques em tela! Olha Taty falando sobre os clones, os sotaques e um assunto muito importante: nudez na série! (Porque tem isso também, a mulher é uma gata!)

Pego fácil ela e os clones dela!

E aí? Convenci vocês? O pessoal do Emmy tem razão de nem mencionar Tatiana para o prêmio? Mais uma vez o Lisa Rinna Awards mostrou o quanto saca de séries e indicou a mulher certa?

Vamos fazer uma maratona da primeira temporada enquanto a segunda não começa em abril de 2014!

Fonte: Hypable

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