The 100, mistura de Lost e Hunger Games que deu certo

We are back, bitcheeeeeeeeeeees!” BLAKE, Octavia .

Eu não ia assistir The 100. Eu não precisava de mais uma série da CW na minha grade, até porque me falta tempo e as que eu tenho já são demais. Mas a curiosidade me arrebatou ao ver muita gente comentando sobre a série. Então, lá fui eu ver essa série que é pura, digamos assim, crocância.

Ok que é uma série da CW, mas justamente por esse motivo, assisti sem grandes expectativas, e por isso me surpreendi. Tem características obvias de séries próprias do canal, como: a) mocinhas sem sal, de gênio forte e altruístas; b) insinuações de triângulo amoroso, até mesmo um quadrado; c) mocinhos e vilões bem delineados; d) trilha sonora com bandas indies e rock que os adolescentes curtem (e eu também, muitas vezes). Mas ainda assim, eu fui arrebatado pela estética da série, a fotografia estava um primor (coisa que a CW vem investindo bastante nos últimos tempos), e os efeitos especiais estavam dignos (muito diferente de séries que vieram antes).

O que me chamou a atenção desde o princípio foi essa ideia pós-apocalíptica de que a Terra foi contaminada e os humanos foram para o espaço morar numa espécie de Arca de Noé moderna e sideral, esperando os 100 anos da descontaminação passarem. A premissa é fantástica. Poderia ter sido uma série sci-fi de qualquer grande canal, mas peculiaridades na sinopse só viabilizavam a série acontecer no canal teen. Peculiaridades como o fato de que as primeiras pessoas a voltarem para a terra são 100 adolescentes infratores na Arca, e também o fato de terem colocado Clarke (a protagonista) na prisão por ela acreditar no pai dela, quando ele diz que a Arca não vai durar os 100 anos de descontaminação (o que se prova verdade posteriormente).

the100

O que eu mais gostei na série, tenho que admitir, foi exatamente o clima Hunger Games + Lost que se instaurou após o pouso da nave (e a frase épica de Octavia ao pisar em solo terrestre outra vez). A agilidade das conspirações na Arca me despertaram a curiosidade, mas o que me levou a achar esse episódio positivo foi o equilíbrio perfeito com o tempo de tela na Terra, mesmo que eu fosse obrigado a ver coisas bizarras como o cervo mutante ou o Monstro do Lago Ness 2.0 ou então aquela pegada weirdo durante a noite, no relento de árvores que brilham como pulseiras de néon na balada.

Achei um absurdo matarem o Jasper (ou será que ele não morreu? Tenho pra mim que ele vai virar um mutante com poder de cura, porque isso sim é sci-fi) exatamente no momento que Octavia tava começando a se apegar a ele, e eu também (sim, me apego rápido, me julguem). Porque, sem Jasper no meio, é obvio que vão jogar Octavia na dinâmica Finn+Clarke, e transformar os três, que separados podem dar um resultado incrível, em algo sem sal e mimizento (sim, imaginem Damon, Elena e Stefan junto comigo).

A estreia da série foi bastante positiva, já que pegando carona da audiência de Arrow (de forma melhor que The Tomorrow People), ela conseguiu picos maiores que sua lead in. The 100 tem tudo pra ser uma série ótima, um sci-fi crível vindo do canal mais desacreditado dos seriadores.

P.S: É incrível como a CW consegue mesclar músicas “nada a ver” com o tema da série, e deixar tudo tão aceitável assim. A prova disso é Radioactive — Imagine Dragons no desembarque, e We Come Running — Youngblood Hawke na travessia a la Tarzan do Jasper pelo rio.

P.S.2: O nome da série é The 100, em relação aos 100 adolescentes que voltam pra Terra. Mas, antes mesmo de aterrissar já são 98.

Fiquem agora com o trailer da temporada, e façam que nem eu, cogitem se vale a pena pagar pra ver:

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