The Blacklist 1×14 — №73: Madeline Pratt

Você não é uma policial hoje, você é uma criminosa. Apenas seja você mesma.” — REDDINGTON, Raymond

Desde o início, The Blacklist tem se construído através de detalhes, e nesse episódio não foi diferente. Cada cena teve o propósito de revelar ou esconder algo sobre o passado e sobre as intenções de cada um ali. Esse foi um episódio cheio de intenções obscuras e dúvidas. Mas vamos com calma.

A blacklister dessa semana foi Madeline Pratt, cidadã comum e respeitada à primeira vista, mas talentosa e ambiciosa ladra por trás dos panos. É aquela típica cidadã modelo que usa seus contatos para atingir seus objetivos que, como ficou claro, podem abalar inclusive a segurança nacional. O tema trazido pela criminosa não é nenhuma novidade em séries americanas, já que muitas adoram revisitar a Guerra Fria e a ameaça comunista no país. E dessa vez não foi diferente.

O tema, realmente, foi batido, com uma peça roubada que dentro contém uma lista das coordenadas de bombas nucleares espalhadas pelos EUA, além da revelação do contato que Madeline tem com um espião russo. Mas, à parte de tudo isso, a presença de Pratt trouxe nuances interessantes para a trama principal, que é o que queremos ver, não é mesmo?

the blacklist 1x14

Como ficou claro, ela e Red têm um passado amoroso que foi interrompido bruscamente, já que Red não apareceu quando eles estavam prestes a começar uma nova vida juntos. E a forma como ela foi introduzida no episódio foi muito interessante, já que remexeu no passado de Red, que tão pouco sabemos. E a primeira pergunta que fica, logo nos primeiros minutos, é: que documentos tão valiosos são esses que Madeline roubou?

Esse foi um episódio, como disse, cheio de dúvidas, e uma delas é justamente sobre o passado de Reddington. Toda aquela história que ele contou sobre o assassinato da família dele em plena noite de Natal pareceu muito convincente, especialmente pois esse foi o motivo alegado por ele para não aparecer em Florença. Mas, por outro lado, ele sabia que se mexesse com o emocional de Madeline, poderia conseguir a informação sobre onde estava a peça roubada. E foi justamente essa a sua jogada, deixando a dúvida sobre a veracidade da história.

No entanto, a série é toda construída por seus detalhes, e o fato de Red ter indicado Lizzy como a carta na manga para a operação revelou mais um fato do passado da agente que ainda não tínhamos conhecimento. Ficou claro que a moça realmente tem habilidades na arte de roubar, o que, sinceramente, fica difícil de acreditar que isso se aprenda no FBI. Aquilo ali foi coisa de profissional! E toda a história que ela contou para convencer Pratt que era a pessoa indicada para realizar o serviço também pareceram bem convincentes, especialmente por conta do diálogo que ela e Red têm na festa, de que naquele momento ela deveria ser “ela mesma”. Ainda tivemos a cena final, com ela escondendo algo em suas mãos. O que será que Lizzy andou aprontando antes de entrar no FBI?

Dando continuidade ao episódio passado, a relação entre ela e Tom continua abalada desde que Lizzy voltou atrás na decisão de adotar um bebê. E parece que quanto pior as coisas ficam entre eles, mais fácil é para Lucy Brooks aproximar-se do rapaz. Já está na hora de termos mais dados sobre as intenções dela!

E foi interessante ver, a partir desse momento de sofrimento, uma maior aproximação entre Liz e Ressler, deixando claro que ele deixou para trás as implicâncias e desconfianças. Tomara que explorem isso de forma a dar ao personagem um destaque e uma função na trama.

E Red, como sempre bem informado, apoia a decisão de Liz em não adotar a criança. A verdade é que a relação entre Red e Lizzy está cada vez mais interessante, pois mesmo ela não tendo dado muita atenção à tentativa de Red em ser solidário, ficou claro o sorriso de agradecimento que ela dá quando ele diz que estará com ela na festa e não deixará que nada lhe aconteça. Cada dia mais curiosa para saber qual é a verdadeira ligação dos dois.

Para completar, ainda tem Harold tentando descobrir o que aconteceu com Diane e tendo em Red seu principal suspeito para o sumiço/morte da diretora. Mas essa caçada por informações não vai ser fácil, já que ordens de cima mandaram com que ele parasse de investigar. E mais uma dúvida paira no ar: será que veremos o escritório de DC influenciar nos casos que a equipe pega?

The Blacklist, mais uma vez, conseguiu unir o “caso da semana” com a trama central, e o fez muito bem. E o fato de Madeline Pratt não ter sido pega deixa no ar a possibilidade de eles retomarem o caso mais para frente, o que seria bem interessante de ver. Como ficou claro, muitas perguntas necessitam de respostas, e vamos torcer para que eles não se percam em um emaranhado de informações e comecem a deixar alguns detalhes passarem sem maiores desenvolvimentos.

PS: Por que será que Red quis ficar com a efígie recuperada?

PS2: A Ketellyn, que fazia as reviews, não poderá continuar com a tarefa. Então, a partir de agora, eu estarei aqui toda semana comentando essa série tão interessante. Espero que possamos nos divertir juntos!

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