The Blacklist 2×02 — №112: Monarch Douglas Bank

Vingança não é uma paixão, é uma doença. Ela consome a sua mente e envenena a sua alma.” — REDDINGTON, Raymond

Prosseguindo na linha de desenvolver a trama principal, The Blacklist apresentou mais um episódio satisfatório. A fórmula usada não é muito diferente da primeira temporada, mas com a vantagem de agora sabermos claramente onde a série está tentando chegar.

Nessa semana, a equipe do FBI foi investigar o Monarch Douglas Bank, cuja filial em Varsóvia foi assaltada. Em uma ação totalmente manipulada por Reddington, descobrimos que a instituição era usada para lavar dinheiro para criminosos, incluindo Berlin. E foi numa manobra bem arriscada em que Red, tendo em posse a pessoa usada para gravar todas as informações sem precisar de registro, conseguiu a libertação de sua esposa.

Um dos momentos altos do episódio foi justamente o encontro entre Red e Berlin, que deixou claro que o objetivo ali não é que Red morra, mas que sofra. Uma típica ação de vingança. Contudo, pode ser que Berlin esteja nessa caçada pelos motivos errados, já que Red alega não ter matado a filha do criminoso. Espero que os produtores tenham uma ideia bem interessante para seguir nessa linha da “inocência” de Red, pois será desanimador se chegarmos num ponto em que Berlin descobre que Red não matou sua filha, desiste da vingança e tudo fica “bem”.

the blacklist 2x02

Outro ponto que merece ser destacado é a vulnerabilidade do FBI diante das ações de Red. Ali está claro que quem está no comando não é Cooper, já que todos são manipulados e agem de acordo com informações que Red passa a eles. E já ficou evidente também que a intenção de Reddington é defender seus interesses pessoais, não importando o que seja preciso para isso. A verdade é que parece queo FBI tem consciência disso, mas fazem isso “por um bem maior”. Vamos ver quando os interesses do FBI e de Reddington tornarem-se conflitantes.

E a prova do pouco caso que Red faz com o FBI é que a agente da Mossad terá alguma participação na força-tarefa, e tudo foi feito combinado com ele. A dúvida que fica é se a participação dela é para ajudar na caçada a Berlin ou se Red já tem outro interesse em jogo. Não acho difícil que seja a segunda opção, já que a série não poderá se sustentar para sempre com essa guerra entre Red e Berlin.

Diante desse cenário, fica claro que Reddington tomou para si de forma mais ostensiva o protagonismo da série. Até mesmo Elizabeth, que tinha uma participação mais ativa no desenrolar da história, foi reduzida a mera garota de recados. O mesmo acontece com Ressler, pois por mais que haja uma tentativa de explorar o estado emocional do personagem, ele ainda não teve espaço o suficiente para isso nesses dois primeiros episódios. Ainda é cedo para tirar conclusões, mas parece que esse é o caminho escolhido para ser percorrido nessa segunda temporada.

The Blacklist está no caminho certo, mas ainda há a sensação que ela pode ir além. Parece que a série se acomodou nessa fórmula batida do procedural e não tenta arriscar, pensar fora da caixa. Como já disse aqui diversas vezes, a história é boa, mas poderia ser melhor explorada. A série já tem condições de dar um próximo passo e ir deixando de lado o procedural. Vamos acompanhar.

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