The Blacklist 2×15 — №75: The Major

Claro, você está certo. Eu deveria saber que quando planejávamos uma família, ele [Tom] era de fato um traidor que tinha instalado câmeras no meu quarto! Claro que deveria estar ciente que o número quatro da lista dos mais procurados do FBI iria se entregar e falar penas comigo! Que analista horrível eu devo ser para deixar passar o fato que sou essencial para a descoberta de um arquivo de extorsão que irá virar a balança do poder no… Deixe-me falar isso direito… No mundo inteiro!” — KEEN, Elizabeth

Já falei diversas vezes em meus textos como me chateia o fato de The Blacklist ter uma história fascinante nas mãos e desperdiçar com tramas paralelas desimportantes. The Major, dessa forma, funcionou como um mea culpa dos produtores, relembrando aos espectadores por que ainda acompanhamos a série.

É bom ver quando o procedural é apenas pano de fundo para o desenvolvimento da história. Com praticamente nenhuma ação, o episódio focou em colocar os pingos nos is e situar até onde já avançou e o que vem a seguir.

A entrevista de Elizabeth com o juiz, intercalada com muitos flashbacks, foi uma tentativa desesperada da série passar a mensagem de que não foi a toa tudo o que aconteceu até aqui. E do jeito que os episódios andam caminhando a passos de tartaruga, não foi de todo mal, apesar de quase risível. O juiz funcionou como a voz do telespectador, que certamente já se fez as mesmas perguntas, especialmente nos momentos mais decepcionantes da série.

Assim, The Major já deu mais um passo para explicar o passado que liga Red e Liz, ao revelar que Tom, na verdade, foi primeiro contratado por Red, mas que o traiu. Não há dúvidas de que essa revelação abalará mais uma vez a ligação entre o criminoso e a agente, tanto que Reddington está receoso de abordar o assunto. E, levando em consideração que o próximo “caçado” será Tom, alguma hora essa bomba vai explodir!

Mas, até onde foi mostrado, Red ainda não sabe que o Fulcro está com Lizzy, mas somente a ameaça à segurança nacional ao expor diversas autoridades parece pouco para toda a mobilização que deu vida à série. É possível que haja mais neste objeto/sistema, ainda mais considerando que The Blacklist já tem mais uma temporada garantida.

No mais, vale o comentário que Navabi, Ressler, Aram e o próprio Cooper estão, cada vez mais, funcionando como meros figurantes de luxo, sem uma importância significativa na trama. É fato que a série sempre girou em torno de Red e Elizabeth, mas fortalecer o elenco secundário pode ser positivo, quando executado de forma satisfatória. Até porque ali há personagens bem interessantes para serem explorados. Quanto ao diretor, depois de cometer perjúrio para defender sua agente (mesmo dizendo que não o faria), é provável que ele seja resgatado do ostracismo.

Em tempos de vacas magras, um episódio que vai um pouco além da “normalidade” já se destaca. Que esse pequeno gás sirva para impulsionar mais uma vez The Blacklist, pois já está cansativo acompanhar essa montanha-russa de qualidade e credibilidade.

PS: Ótima a cara de satisfação da taquígrafa quando Elizabeth desabafou diante das acusações do juiz, nas frases destacadas no início do texto!

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