The Brink, a nova série que não é só do Jack Black

Nova série da HBO faz “comédia” séria com crise geopolítica. E é hilária!

Sr. Presidente, se for em frente com este plano teremos mísseis à venda no Ebay!” LARSON, Walter

Esta não é mais uma comédia inteligente e politizada da HBO. É outra, além da excelente Veep! The Brinks foi até agora anunciada como “a série do produtor de Weeds com Jack Black”, mas é muito mais do que isso.

Esta série de meia hora estreia simultaneamente com os Estados Unidos no dia 21 de junho. Ela mostrará como três homens diferentes, e com seu devido grau de importância, reagem à beira (como o nome da série indica) de uma crise geopolítica.

Os cenários são complexos e já explorados na TV. Mas a pegada é diferente. Tem perspicácia no detalhe do humor, que aproveita oportunidades e detalhes que marcam a diferença na hora de evitar o riso pronto e óbvio.

Tim Robbins é o destaque da série, com seu maravilhosamente hipócrita Walter Larson. É bizarro ver este Secretário de Estado depravado sendo o único homem consciente do dilema eminente, em plena reunião na situation room da Casa Branca.

the brink

Ele trabalha alcoolizado e é carregado ao serviço por sua secretária, que interrompe uma maratona de sexo a la 50 tons de cinza, e faz birra de moleque para chamar atenção do Presidente.

Pablo Schreiber traz o personagem mais sério, ainda que involuntariamente. Há uma certa pegada “questão-social” aí. Ele é Zeke Tilson, um piloto de caça da marinha que precisa convencer a namorada a enviar anfetaminas para a base militar, no caso um porta-aviões.

É com ele que a série discute o tráfico de drogas dentro do exército e a exagerada carga horária dos pilotos. Mas esta é uma nuance do episódio. Algo que levanta um tema, mas só foi trazido para a história com o intuito de gerar situações — muito bem exploradas nos primeiros 30 minutos.

Então chegamos à Jack Black, que vive Alex Talbot. Ele é o funcionário do Serviço Exterior que trabalha no nível mais baixo entre os profissionais da Embaixada Americana no Paquistão. Em resumo, o idiota que quer provar seu valor, tem atitude, mas falta noção. É cercado por esteriótipos, mas esse é o humor de Jack Black. Sem isso ele não teria muita graça.

O bom da série é que conseguiram conter o lado mais pastelão do ator. O inseriram em uma comédia adulta miolada. Engraçada pela agilidade de seu roteiro, e não por caras e bocas.

A premissa é colocar estes três personagens tão diferentes, e que estão em regiões tão distantes, juntos para salvar o mundo da terceira guerra mundial. Mas a catástrofe pode acontecer justamente pelo envolvimento deles.

Como qualquer série política, estão presentes elementos como ego, rivalidade e fraquezas. Mas em The Brink esses elementos acabam fazendo escada para um humor de oportunidade. Não chega a ser sádica, nem irônica. Acaba tirando sarro, mas de forma politizada.

Se é preciso comparar, imagine uma sutil comédia de Leslie Nielsen, sem toda aquela idiotice, apenas o talento do ator.

Em The Brink os temas do enredo são tratados com seriedade. Mas tudo vai ficando tão absurdo que fica difícil evitar o riso.

A série é uma produção executiva de Jerry Weintrauba (Avangers), Robert Benabib (Weeds, Ally McBeal) e Jay Roach (Austin Powers). Confira o trailer:

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