The Carrie Diaries, novidade refrescante do CW

O enredo da jovem Carrie retrata a adolescência como nenhuma série teen fez, traduzindo o tal conturbado período de nossas vidas de forma clara, abusando da sinceridade — sem deixar de ser divertida. Se a origem de The Carrie Diaries é a ausência de Gossip Girl (Ou Sex and the City) e mesmo a tentativa de nossa amada CW de emplacar um novo hit adolescente (como muitos supõem), nós nunca saberemos, mas é importantíssimo dizer que as premissas de ambas são muito distintas.

The Carrie Diaries é refrescante.

Enquanto a cancelada febre mundial figurava um mundo glamoroso, completamente fora de nosso cotidiano, The Carrie Diaries joga com um trunfo mais certeiro: o íntimo criado entre o eu lírico das telas e seu telespectador. Não faz diferença a década na qual a história se passa, neste sentido.

“É sempre o mesmo sonho: Eu estou na cidade e eu pertenço a ela… Manhattan é minha!” — Carrie

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Estamos em 1984, onde AnnaSophia Robb (A Montanha Enfeitiçada, A Fantástica Fábrica de Chocolate) vive Carrie, uma jovem inocente e sonhadora, no ápice de sua adolescência. Lidando com a morte de sua mãe, fase rebelde de sua irmã e os problemas de suas amigas, Carrie procura sempre manter o controle, mas a chegada de um aluno novo e a chata rotina vivida nos arredores de Connecticut não a ajudam a superar as desventuras diárias.

Quando Tom, seu pai, lhe oferece um estágio em uma firma de advocacia na agitada e tentadora Nova Iorque, Carrie vê oportunidades para reverter os dias de cão e iniciar uma jornada independente mundo a fora. Mesmo com um lugar em seu coração para amigos e parentes, Carrie acaba de se apaixonar pelo lugar mais importante de sua vida: a ilha de Manhattan.

“Eu sou apenas um clichê” — Sebastian

Como amante assumido de séries teen, The Carrie Diaries já garantiu um lugarzinho em meu coração apenas com a exibição de seu piloto. A narrativa toca e transcreve quem assiste com uma capacidade nunca apresentada por qualquer série jovem que já assisti. O piloto (excelente, por sinal) narra as experiências de Carrie em 40 minutos ágeis, apresentando a clichê vida da garota de forma aberta. Por incrível que pareça, nos exageros dos clichês é que a série se encontra. E nos encanta.

Sonhar. Se decepcionar. Sofrer a pressão. Se aventurar. Experimentar o novo. Se rebelar. Amar e ser amado. Descobrir-se. A adolescência é o maior clichê humano, mas The Carrie Diaries inova, mostrando o quão divertido pode ser uma abordagem diferente de todos os temas já apresentados em outras narrativas. São a intimidade e a inocência que formam o diferencial, o que faz do comum e repetitivo, um entretenimento bem vindo.

A série brinca com o real sem segredos; o que de fato é seu ponto alto.

Um exemplo disso? Em meio de tantas personalidades inseridas em coadjuvantes e na protagonista, ouso dizer que é quase impossível não se identificar com nenhum dos indivíduos que aparecem na trama logo em seu primeiro capítulo. Entre sonhadores e rebeldes, um pouco de nós mesmos foi escancarado.

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“Ela está em uma fase rebelde” — Carrie

“Todos nós estamos, não é?” — Larrisa

O piloto cumpre seu papel de forma impecável, apresentando cada personagem e suas tramas sobre o alicerce de um roteiro forte (para o que se preopõe) e descompromissado, acompanhado de uma trilha sonora oitentista cativante.

Um elenco fantástico aliado ao êxtase de uma sonhadora na cobiçada Big Apple e sua personagem-líder carismática são a fórmula perfeita para uma temporada redonda. The Carrie Diaries aterrissa na grade da CW como um guilty pleasure promissor, mas para o total sucesso, basta o desenvolvimento de seus personagens e devidas tramas no timing perfeito, sem desgastar o fascínio dos sonhos e a perversidade das decepções ou ignorar a veracidade dos fatos adolescentes apresentados. Manter a essência apresentada nestes 40 minutos é o segredo.

A cidade não era mais uma fantasia. Era real, e eu sabia que não está procurando por algo ou alguém… Eu estava procurando por eu mesma… Por quem eu era… E por quem eu quero ser! — Carrie

Infelizmente, quando o assunto é audiência, a coisa é outra. Carrie reuniu míseros 1.6 milhões em sua primeira exibição. Os ratings estão bem abaixo do esperado, mas ainda é cedo apontar o destino da série, já que a CW é um canal imprevisível e recheado de índices ordinários. Torcemos pela renovação desde já!

Se o seu dilema é acompanhar ou não The Carrie Diaries, saiba que a série tem grande diferencial e um potencial competente para divertir e emocionar (o público jovem, principalmente), além de ser deliciosa como enfiar um hot-dog em uma fechadura.

E vocês, gostaram de The Carrie Diaries assim como eu? Não se esqueçam de comentar!

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