The Following 1×04 — Mad Love

Sei que meu filho não é psicopata. Mas se injetar heroína, acabará viciado”. — Claire.

Amor. Até onde uma pessoa vai por um sentimento? Qual o limite a ser ultrapassado para demonstrar que se ama? A morte é uma boa prova para isso? Abandonar o objeto amado por enxergar em si próprio um empecilho é uma demonstração ainda maior de afeto que estar junto? O quarto episódio de The Following abordou as facetas loucas do amor.

O principal trio de seguidores de Joe Carroll está em um dilema: Emma e Paul amam Jacob e precisam chegar a uma conclusão sobre o que fazer com o sentimento. Ainda mais quando Paul joga a bomba que Jacob nunca matou ninguém. Emma sente-se traída e sua expressão diz muito sobre sua personalidade, cada vez mais fria. Interessante perceber que Joe sempre soube desse “defeito” de Jacob e reconfortou-o ao dizer para o moço matar apenas quando se sentir pronto. O que mais cada um deles esconde um do outro? Quais os segredos ocultos que Joe conhece?

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Megan, a mulher no porão trazida por Paul servirá para a iniciação de Jacob. Porém, o moço tem uma índole boa, apesar de todo o contexto no qual está inserido. Ele não consegue executar a tarefa, mas proporciona a cena mais aterrorizante da série: a caçada de Emma e Paul a uma indefesa Megan. Se você não se segurou na cadeira, com certeza não embarcou na tensão tão bem feita por Kevin Williansom e sua trupe.

A finalização do trio no banheiro abre espaço para desenvolvimentos bastante interessantes no futuro. Um triângulo amoroso aberto pode render bons momentos à série. E vale lembrar que Megan voltou ao cativeiro e ainda poderá servir como iniciação a Jacob. Principalmente depois daquele aconchegante abraço debaixo do chuveiro.

Maggie não está feliz por Ryan ter acertado seu marido. A aparição de Joe Carroll foi muito limitada para o suficiente para entender a personalidade desafiadora de Magie. A descrição que o escritor faz de sua seguidora é sagaz: extremamente engenhosa, persistente e impressionante. Sem dúvida, ninguém poderia esperar que ela sequestrasse Jenny, a irmã de Ryan, e o obrigasse a ir em resgate da parente.

Quando surge a filmagem dela matando um homem no estacionamento de uma loja de conveniência após comprar imãs, podia-se esperar muita coisa. Porém, amarrar Ryan em uma cama e criar um campo magnético para desligar o marca-passo do policial foi ideia de gênio. Uma pena que a personagem tenha saído tão cedo de cena. Com apenas dois episódios, Maggie mostrou porque Joe é capaz de aliciar os melhores e mais inventivos seguidores.

Graças a Maggie, o espectador teve a chance de conhecer um pouco mais sobre Ryan. E, como a própria Jenny reconhece, Maggie estava certa: a família dele é amaldiçoada. Mãe morreu de leucemia; pai, policial aposentado, morreu ao tentar ser herói durante um assalto; irmão mais velho, bombeiro, morreu no 11 de setembro em Nova Iorque. Sem dúvida, um passado bastante traumático e explica a recusa de Ryan em conversar com quem quer que seja, mesmo que o analista Mike Weston insista muito.

Por falar em Mike, o jovem teve uma participação bastante incisiva no desfecho da trama de Maggie. É bom os roteiristas o usarem mais nos episódios. Ficava a sensação do personagem não ter muita função naquele jogo todo.

Outro aspecto revelado para o público foi o motivo da separação de Ryan e Claire, ex-mulher de Joe Carroll. O amor falou mais alto e Ryan teve uma atitude de muita ombridade. Não seria um constante e negativo lembrete para Claire sobre a vida do ex. Porém, é dela a frase que mais faz pensar no episódio. Após escutar todo o histórico do policial com a morte de seus familiares, Claire solta um: “Você e a morte se conhecem há muito tempo. Mas não há mais tempo que Joe”. De se fazer pensar.

Uma observação: não é estranho todas aquelas pessoas visitando Joe Carroll no presídio por tantos anos e ninguém não desconfiar de absolutamente nada?

O fim do episódio ao som de “Fade into you”, de Stumbleine, aumentou ainda mais a expectativa para os episódios vindouros. E vocês? O que acharam? Acham mesmo que The Following consegue ir a fundo nas questões, como no caso das loucuras feitas por amor, ou é mais uma obra supercial de Kevin Williamson?

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