The Following 1×05 — The Siege

O que eu fiz, Joe? O poema que li, desencadeei algo. Mandou uma mensagem a alguém. Sou parte do quê?” — Olivia Warren.

Quando o episódio começou, conduzia o espectador na direção de um possível enlouquecimento de Jacob com toda a situação do triângulo amoroso, de seu conflito sexual e de sua incapacidade de matar. Porém, esse caminho não foi totalmente concluído em “The Siege”. Provavelmente, a loucura do jovem, que chegará em breve, será o desencadeador de novos eventos.

Nesse seguimento, Paul mostrou-se mais perverso que o normal. Os conselhos dados a Jacob sobre a melhor forma de matar alguém, o melhor artefato e a conversa tida com Megan no porão dão uma dimensão maquiavélica ao personagem. Tal direcionamento é confirmado na frieza ao lidar com o casal de velhinhos da fazenda vizinha. É um homem a ser temido.

Emma começou a incomodar um pouco. Seu ar de ingênua para ocultar uma verdadeira máscara do mal deu o que tinha que dar. Tudo bem que ela matou a mãe e tudo mais. Porém, passa impressão que o espectador já conheceu tudo o que podia sobre ela e a personagem não tem muito lugar para evoluir ou surpreender.

Outro problema é a canastrice de Joe Carroll. Uma observação levantada por um internauta no último episódio e já bastante evidente é a falta de carisma de James Purefoy. Como um personagem tão sem atrativos foi capaz de arrebatar tantas pessoas com seu discurso e as incitarem a realizar qualquer coisa? Fica, de certa forma, incoerente com a devoção de seus seguidores. Carroll está bem longe de ser um Messias carismático como Charles Manson, citado pela própria série.

The Following 1x05

Kevin Bacon continua não decepcionando e entrega sua melhor atuação dentro do episódio. Sua excitação contida nos gestos e evidente no olhar ao aproximar-se da fazenda onde os seguidores estão refugiados foi digna de Emmy. Somente um ator experiente como Bacon poderia conferir tamanho magnetismo a Ryan. Mesmo que recluso e mal humorado, Ryan consegue ser mais empolgante em termos de personagem que Joe.

Filho de peixe, peixinho é, já dizia o ditado. Muito boa a sacada dos roteiristas de colocar uma boa dose de esperteza no garotinho, Joey. Filho do mentor maligno da seita, o menino saca algo de errado no fato de não o deixaremele falar com a mãe. Escala uma estante, rouba um telefone, liga pra mãe, foge da fazenda, arrebenta uma porta com um taco. O rapazinho é fogo na roupa e honra ser filho de quem é.

Outra personagem foi introduzida e reascende nova discussão sobre o personagem Joe Carroll. Olivia Warren, a advogada, tem muito mais atrativos, confirmando a impressão de os coadjuvantes serem melhores desenvolvidos que um dos protagonistas.

É engraçado observar o contraste da mulher em dois momentos distintos. Primeiro nos dias de hoje, com um semblante preocupado e amedrontado; e em 2010, totalmente confiante. Todavia, qualquer um deixaria a confiança de lado ao perder dois dedos em situação bem desconfortável. Viver em estado de constante ameaça abalou a estima da advogada, transformando-a em mais uma marionete de Ryan.

A leitura de um poema de Poe feita pela advogada em rede nacional desencadeou uma série de acontecimentos, entre eles o sequestro de Claire (espertíssima ao driblar o FBI com o truque da porta do banheiro). Resta saber o que mais o ato de Olivia causou.

Hank Flynn entrou para morrer e para levantar mais curiosidade sobre Roderick, o primeiro e mais importante seguidor de Joe.

O episódio usou e abusou dos clichês, mas dessa vez não houve subversão deles. O assassino que percebe a aproximação do policial pelo retrovisor do carro, o policial novato nervoso diante de um assassino, o uso do celular fornecer a localização para a polícia. Quando usados de maneira inusitada, é bem vindo. No episódio, ficou apenas mais do mesmo.

O maior momento de tensão foi quando Joey fugiu pela floresta e encontrou o casal de idosos. Alguém mais imaginou que os simpáticos velhinhos poderiam ser seguidores de Joe? E mais tenso ainda foi o fim de ambos.

Houve uma queda na série desde a sua estreia. É necessário que algo revolucionário aconteça nos episódios seguintes para fazer de The Following uma série fundamental para garantir uma segunda temporada.

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