The Following 1×07 — Let me go

Você não pode morrer em um estacionamento. Isso seria tedioso, dificilmente dramático”. — Joe Carroll.

Recuperados do último episódio com suas escapadas mirabolantes, os followers (será que os fãs de The Following podem ter um nome também?) começam o sétimo capítulo com uma ótima notícia: a renovação da série para uma segunda temporada. Tal notícia levanta algumas considerações fundamentais, mas deixa isso pro final. Por agora, vamos ao Let me go.

Positiva essa sequência de bons episódios que The Following tem entregado. O sétimo entra para a galeria dos melhores até então. Esqueça todos os furos da semana passada e perceba a grandiosidade do roteiro. Se tudo já estava complicado para os policiais com Joe Carroll dentro da cadeia, imagine fora dela? Pois foi justamente isso que os roteiristas propuseram.

Logo de cara, Bo é introduzido. Um sujeito sério, de poucas palavras e com uma cobra tatuada no pescoço. Serve para abrigar Emma e Joey. E também atua como peça fundamental em um dos planos de Joe: sequestrar a filha do diretor da prisão, Dana. O garotinho Joey continua mostrando que não é bobo nem nada e quase consegue impedir tudo. Pena que não conseguiu. Ao menos desta vez.

Uma das falas de Charlie, explicando sobre Bo, lança luz sobre a quantidade infindável de pessoas auxiliando Joe. Nem todas compreendem tudo. Algumas são apenas peões, designados para determinadas funções e descartados em seguida (caso de Bo). Isso explica um pouco sobre auxiliadores que surgem num segundo e desaparecem no estante seguinte.

The Following 1x07

Quem poderia imaginar que o diretor Montero tinha uma filha e que ela seria usada para fazê-lo transferir Joe de prisão? Quem está acostumado a filmes em que prisioneiros são transferidos de uma prisão para a outra sabe que isso é um artifício manjado para a escapada do detento em questão. Em The Following não foi diferente. E a rapidez com que isso foi descoberto é ainda mais impressionante. Naturalmente, não tira a excelência da cena e o trabalho eficiente a edição do programa, intercalando Debra Parker abrindo a parte detrás do caminhão que conduzia Joe com Ryan abrindo o porta-malas do carro de Montero. Ninguém espera por aquele inusitado desfecho.

Olivia Warren encerra sua participação de uma maneira extremamente digna: auxiliando na fuga de Carroll. Trazer o vídeo da tortura de Ryan contra o escritor, esconder o cliente no porta-malas foi algo que, por mais clichê que seja, conseguiu pegar o espectador desprevenido. E ainda rendeu a mais angustiante cena de morte. Renee Elise Goldsberry merece todas as honrarias pela maneira brilhante que conduziu sua personagem.

Livre, Joe se prepara para desaparecer por completo, porém Ryan surge para impedir isso. Neste ponto, o esperado ocorreu: Joe se safou. Contudo, o que deve ser pesado aqui foi o maravilhoso diálogo entre os protagonistas. Ao afirmar que apenas a primeira parte do livro foi concluída, Joe dá a entender que algo muito maior ainda está por vir e que Ryan é parte fundamental disto.

James Purefoy tem sido criticado nestas reviews por seu trabalho limitado. Como foi bom vê-lo saindo um pouco de sua zona de conforto e entregando uma atuação correta. Destaque para o momento em que ele fala dos nove anos que passou elaborando a trama. Doravante, nada consegue igualar à interpretação de Kevin Bacon nesse episódio. O ator se supera a cada cena e entregou outra atuação soberba, especialmente quando escuta o fim de Olivia pelo telefone e soca a porta do carro. Gênio!

Agora que a série foi renovada, alguns apontamentos precisam ser feitos. O primeiro deles diz respeito à própria temática da série. Se tudo se resumir a uma vingança de Joe contra Ryan, fica a dúvida sobre segurar o interesse do público por mais uma temporada.

Outro ponto é a verdadeira intenção de Debra Parker. Muito tem se especulado sobre ela ser ou não uma seguidora de Joe, ainda mais depois de seu flashback sobre as seitas. Caso isso se confirme, a personagem tem ares de ser muito mais que uma simples seguidora. Talvez, algo semelhante ao que Roderick representa atualmente.

E por último, a série precisa se centrar mais no verossímil. Não que isso seja uma exigência de uma obra de ficção. Todavia, quando as coisas ficam meio à lá Macgyver ou Missão Impossível demais, isso incomoda.

Para encerrar, que bela maneira de se encerrar o episódio, não? Ao som de If I have a heart, Joey e Joe têm seu tão aguardado encontro e o jovem diz: “Eu sei quem você é. Você é meu pai”. Ansiedade pelo próximo episódio!

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