The Following 1×08 — Welcome home

Eu espero que me dê uma chance de provar que não sou um homem horrível”. Joe Carroll.

Decepção. “Welcome home” apresenta uma sensível queda em uma boa sequência de episódios. E o grande problema continua sendo o principal: Joe Carroll. Por que continuar morrendo por esse cara tão insignificante e que nada tem acrescentado nas vidas de seus seguidores? Isso se tornou um problema que não dá mais para ignorar.

Tanto é assim que a cena em que Joe desce as escadas da nova mansão para encarar seus súditos soou deslocada e sem o impacto desejado. Os céus não se abriram e anjos entoaram cânticos de “aleluias” para receber o Messias. A frieza e a indiferença falaram mais alto. James Purefoy esbanja falta de talento interpretativo e não consegue nem simular uma cara de satisfação. Quem se importaria com as ideias desse homem comum? Onde está a liderança dele?

Tal falta de carisma não justifica seguidores morrendo por terem-no desapontado. Assim, The Following perde mais um interessante personagem, Charlie. Culpado por ter fracassado em capturar Claire, o cordeiro se oferece ao abate pelas mãos de seu criador. A cena toda beirou o ridículo e o risível. Os violinos simulando uma emoção plástica, a lareira deixando o ambiente em iluminação avermelhada, o texto sofrível sobre expiação da culpa e redenção, o plástico sendo forrado para não manchar o carpete de sangue. Tudo ruim, tudo forçado, tudo brega demais. Deplorável.

The Following 1x08

Outra péssima decisão foi inserir uma espécie de MMA para arrancar informações de Mike Weston, o mocinho da informática do FBI. Uma disputa em rounds para cada resposta errada? Quando é que o Anderson Silva iria entrar em cena? Socos, canos e a facada desnecessária. Em nada acrescentou ao episódio. A não ser o tom burlesco e nonsense. E o desfecho?

Nesse instante, bem que poderia ter entrado o narrador da National Geographic sobre as grandes escapas. Sabe quando o antílope foge milagrosamente da leoa? Foi bem isso. Ryan segurando uma arma com balas infinitas chega de surpresa atirando para todos os lados e mata apenas cinco avulsos. Ninguém relevante. Isso porque os mais fundamentais, fogem. Mais uma vez. E Debra Parker, com uma arma na mão faz o quê? Grita “FBI”, espera todo mundo entrar na van e só depois atira.

Roderick dá as caras, é um xerife, matou duas moças, Joe assumiu a autoria dos crimezzzZZZzzz. Tudo tão anticlímax. Enrolaram oito episódios para apresentar o personagem para fazer isso? Antes não tivessem feito mistério. No fim das contas, saber ou não quem é Roderick pouco importou.

E o clichê da vez foi a inserção de um novo investigar linha dura que afasta Ryan do caso, mas acaba tendo que recorrer ao ex-agente para receber ajuda. Rick Donovan é o supra-sumo do clichê em séries policiais e só fez o esperado: mais atrapalhar que ajudar. Como era de se esperar. E notaram que esse tipo de policial nas séries geralmente é negro e careca?

Quem se importa se Joe não permanece fiel à Claire e se jogue nos braços de Emma? Tem mais é que tirar a barriga da miséria, afinal, a babá está declaradamente a fim do moço.

Jacob e Paul, apesar de serem mencionados, continuam desaparecidos. Vamos ver que tipo de coelho sairá desse mato.

Dois momentos legais apenas: David mordendo a mão para ingerir uma cápsula que o matará e Ryan dizendo “Seriously”. O resto, dispensável.

Gosto demais da série, mas “Welcome home” foi um retrocesso. O jeito é esperar o nono ansiando por rumos mais surpreendentes.

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