The Following 1×12 — The Curse

É assim que se atinge o maior nível do Carrollismo. — Debra Parker

Acabou de dar um nome à religião do Joe? — Ryan

Precisamos chamar de alguma coisa”. — Debra Parker.

Esta semana, The Following apresentou um episódio bastante consistente. Especialmente, no desenvolvimento de seus inúmeros personagens, solidificando suas personalidades, apresentando detalhes inéditos sobre muito deles e revelando facetas ainda não observadas até então.

Claire não modificou apenas o seu visual. Além de possuir uma beleza irrepreensível, a mulher é dotada de uma força de caráter ímpar. Aproveitou a oportunidade para fugir com seu filho, mesmo que o espectador soubesse que isso não iria levar em nada, a não ser ganhar uma tornozeleira rastreadora de presente. Descobriu também os escritos de Joe e seu livro ambicioso. Mas fez o que todo mundo esperava: desceu o braço em Emma. Fazia tempo que a babá merecia que alguém lhe sentasse a mão na face e Claire não deixou por menos. Toda boa série precisa de um bom barraco entre mulheres.

Jacob é um dos preferidos em The Following. De moço frágil e amedrontado no início, está quase irreconhecível sob tanta voracidade, ferocidade. Seu novo desejo é mostrar serviço e ir à luta, assumindo cada vez mais um papel fundamental dentro da organização de Joe. Uma reportagem especial sobre ele na TV o fez ligar para sua família. Um pai ausente, uma família abastada da classe média e têm-se um rebento problemático. Muito será acrescentado a Jacob. É apenas aguardar.

The Following 1x12

Mike Weston retornou após um período de ausência para se recuperar do último ataque sofrido. Porém, voltou diferente. Está violento, agressivo, explosivo. Seu olhar carrega uma sede de sangue não evidenciada. Por mais que tenha reconhecido em Ryan uma figura paternalista, resta saber quanto tempo essa raiva irá perdurar. Se durar mais que o previsto, Weston pode vir a ser conquistado pelo lado negro da Força.

E Debra Parker mais uma vez sendo Debra Parker: ingênua e sendo capturada pelo lado inimigo com mais facilidade que o normal.

Joe tem se mostrado muito ansioso, desesperado. A perturbação de sua alma é tamanha que chega a confundir, especialmente seus sentimentos pela ex-mulher. Se antigamente traí-la com Emma era pesado, agora é mais usual que se pensava. Mas seus problemas não resolvidos com Ryan são maiores que qualquer desvio comportamental.

A jornada do herói pede uma motivação, algo que o move, e é isso que Joe não tem. O que motiva Ryan? O que o alimenta? A resposta a essa pergunta é essencial para a continuidade dos planos criativos do escritor. O agente causa em Joe um fascínio, um desafio, uma tensão, muito difícil de ser explicada. Apenas recorrendo à psicologia para lançar um pouco de luz sobre o sentimento que une os dois. Alguns mais maldosos já cogitam uma tensão sexual. Todavia, seria muito superficial encarar assim. O melhor é pegar a cena que ilustra essa review e tirar dela um entendimento.

Separados por um vidro a prova de balas, os dois protagonistas pareciam olhar-se em um espelho. Um é o reflexo do outro. Fazer Ryan narrar os detalhes da morte do pai é arrancar dele a confissão de que a morte o move. E a morte move Joe também. No fim, os dois são as duas faces da mesma moeda. E é nisso que Carroll precisa acreditar.

A dualidade de Ryan continua hipnótica em qualquer episódio disposto a debruçar-se sobre ela. Está evidente que Ryan não é o clássico herói narrativo. A personificação do agente está mais para um anti-herói. Acima de tudo, Ryan é humano e age como tal. Tomar a atitude de causar a morte do assassino do pai e fazer tudo parecer fruto de uma overdose é revelador. Mas, ao contrário de Joe, Ryan quer acreditar que seu anseio pela morte possui uma justificativa válida, não-gratuita. Matou o cara porque este matou seu pai. Kevin Bacon novamente arrasando em sua construção interpretativa.

O final com Ryan conhecendo Roderick, sem desconfiar que o loiro é o braço direito de Joe, foi uma jogada de mestre. Aguça ainda mais os sentidos para o que vem aí.

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