The Following 2×01 — Resurrection

Joe Carroll vive. Ryan Hardy não pode nos deter. A ressurreição está vindo.” — Seguidores de Joe Carroll no metrô

No dia 19 de janeiro de 1809, nascia Edgar Allan Poe, aquele que viria a se tornar um dos maiores contistas americanos e criador de histórias inesquecíveis de suspense e horror.

Duzentos e cinco anos depois, a mesma data foi escolhida para a estreia da segunda temporada de The Following, série que acompanha os seguidores de Joe Carroll, um professor de literatura especialista em Edgar Allan Poe e um assassino que mata suas vítimas de acordo com a obra do escritor. Esse é o tipo de detalhe que enriquece ainda mais uma série.

E é esse tipo de decisão que faz Kevin Williamson um ótimo roteirista. Tanto que é ele quem escreve o retorno da The Following e, exatamente por isso, as conexões com a season finale são tão organicamente engendradas.

As personagens femininas sofrem mais uma baixa. Claire, que era uma mulher incrível, acabou sucumbindo nas mãos de Molly, a psicopata que exigiu de Joe a garantia de poder matar Hardy. A maneira como é comunicada a morte da personagem é muito sutil, sem um único diálogo, mantida apenas pelas interpretações de Kevin Bacon e Shawn Ashmore, o agente Mike.

Aliás, estes dois entregaram ótimas atuações, especialmente nos momentos em que atuaram juntos. Mike amadureceu muito e sua maturidade revela-se nas tentativas de auxiliar o parceiro a superar a morte da amada e todo o trauma enfrentado.

The Following 2x01

Joe Carroll está morto. Ao menos é isso o que se pensa desde o final da primeira temporada. Naturalmente, se nem Ryan Hardy acredita nisso, os espectadores também não. Um ano depois, em uma sequência assustadora no metrô de Nova Iorque, vê-se que o espírito da seita de Joe permanece.

Novos personagens foram inseridos. Com a baixa de Debra Parker e Claire Matthews, três personagens femininas surgiram. A agente Gina Mendez pode cumprir a mesma função desempenhada por Debra, apesar de não angariar muita simpatia. Já Max Hardy, a sobrinha de Ryan, teve uma participação fundamental, auxiliando o tio nas investigações particulares sobre a seita de Joe. Por último, Lily Gray, sobrevivente do massacre no metrô, e que pode vir a ser um interesse romântico para Ryan.

Mas o grande destaque mesmo ficou para os gêmeos Max e Luke, interpretados por Sam Underwood. O ator esteve incrível em suas duas atuações e brilhou em duas cenas impressionantes: o assassinato e construção da mise-en-scene mortífera de uma jovem; e na intimidação de um cúmplice incauto. Apavorante é a palavra correta para descrever.

Interessante ver Emma, a mais dedicada seguidora de Joe Carroll, integrada a um novo grupo e com visual punk.

O episódio ainda revelou que não existe apenas uma única seita de Joe Carroll. Isso pode trazer os desdobramentos necessários para sustentar a segunda temporada e amainar as desconfianças sobre a série ter se esgotado na primeira temporada.

Mas o brilho todo ainda continua em seus dois protagonistas. Kevin Bacon entrega uma atuação tão sublime, coroada com a cena final, beirando a poesia e justiçando os manuais de psicologia no momento em que veste a máscara do rosto de seu antagonista. E James Purefoy, em pouquíssimos segundos na tela, mostrou-se uma força imagética tamanha, atraindo os olhares para ele.

Uma boa estreia de uma série que tem tudo para fazer uma segunda temporada melhor que a primeira.

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