The Following 3×10 — Evermore

O relacionamento mais importante de The Following, infelizmente, chega ao fim

Não acharam que me matar seria fácil, não é?” — CARROLL, Joe.

Não, Joe, ninguém de fato acreditou que seria fácil te matar. Afinal, foram três temporadas nas quais você sempre conseguia escapar no último instante. Porém, nessa terceira, sua vida chegou ao fim. E foi da maneira mais emblemática possível.

Quando surgiu na televisão, The Following, inicialmente, vendia-se como uma série sobre assassinos em série que cometiam os assassinatos inspirados nos escritos de Edgar Allan Poe. No entanto, após algum tempo, percebeu-se que a série era sobre o relacionamento entre esses dois homens, Joe Carroll e Ryan Hardy.

Para Joe, nunca importaram seus outros seguidores, aqueles que seguiam à risca suas ordens. O único que merecia atenção era Ryan Hardy. Este sim foi o mais inflamável e apaixonado seguidor de Carroll.

Por toda a série, Hardy mostrou que Carroll era uma parte importante de sua vida, uma pilastra que lhe dava sustentação. Retirá-lo de sua vida era retirar a própria vida. Ryan encontrava no professor de literatura a razão para continuar lutando contra o mau. Porém, o que Ryan não sabia é que, nessa luta, ele não evitava o mau; apenas aproximava-se ainda mais dele.

The Following 3x10

Carroll sabia disso. Sua busca para transformar seu legado em algo imortal, eterno, só faria sentido quando o próprio Hardy reconhecesse a importância do assassino em sua vida. Todas as loucuras cometidas por Joe no dia de sua morte eram tentativas desesperadas de fazer Ryan reconhecer que sentia poder e prazer em matar. A diferença é que ele pode fazer isso tendo a lei a seu lado.

E, no fim das contas, Ryan reconhece isso não só por verbalizar e confessar a Joe que andou sonhando com ele. Mas, durante um embate contra os criminosos no corredor da morte, ele evidencia isso por meio de atos ao executar, friamente, dois dos condenados. A maldade estava nele o tempo todo. Ele só precisava assumir. E essa exatamente isso o que Joe precisava para morrer feliz.

Toda a sequência da execução de Joe Carroll, com uma trilha sonora bem sutil, foi sofrida para todos. Por mais que se tratasse de um assassino, com uma longa lista de mortes no currículo, Carroll era sedutor. Suas últimas palavras [“O corvo disse: ‘Nunca mais’”], seu último olhar para um Ryan Hardy com olhos avermelhados e marejados, seu último suspiro. Impossível não ficar embargado. Méritos de James Purefoy que conseguiu transformar um vilão em alguém carismático.

E como fica a vida depois disso? Carroll viverá por um tempo na memória de Hardy, como a cena final deixa bem claro. Mas e depois? Theo Noble e sua irmã Penny estão à espreita, apenas aguardando o momento de dar o bote. Porém, perto de Carroll, eles nunca terão a mesma importância para The Following.

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