The Good Wife 5×03 — A Precious Commodity

Eu devo realmente ter te ferido muito para fazer você querer me machucar desse jeito.” Lockhart, Diane

O bicho tá pegando lá na Lockhart / Gardner! Segredos, intrigas, traições e conchavos em mais um episódio de deixar a gente com vontade de aplaudir The Good Wife.

Se tem uma expressão que tem sido uma constante desde o início desta temporada da série, esta é “conflito de interesses” — e atingiu um nível ainda mais alto aqui.

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Começando imediatamente após o fim do episódio anterior, vemos a sociedade e a amizade de Will e Diane ruirem diante dos nossos olhos. Para quem está prestes a se tornar juíza, Diane errou bastante no seu julgamento, no desespero de garantir a sua indicação à Suprema Corte. Se não foi um erro jogar Will na fogueira, pelo menos foi uma afobação.

Já Will precisa aprender a lidar com a afobação de sossegar o seu ego ferido. Ele quer mostrar para a futura ex (?) sócia que ele pode mais, mas a verdade é que ela é quem pode. Diane tem os melhores clientes do escritório sob sua confiança (que poderá indicar para outras firmas, com sua saída) e ainda poderá ter o status de juíza no futuro — e Lockhart / Gardner não gostaria de ter uma juíza entre seus desafetos.

Mas posso dizer? Depois do episódio de hoje, acho que Diane está pensando e reconsiderando o convite para juíza. Foi tudo muito sutil, mas me deu essa sensação. Então, talvez a série nos surpreenda, fazendo a advogada mudar de decisão no futuro, para estar ao lado de Will e reerguer o escritório.

Dividida está também Alicia (aliás, como sempre esteve nas últimas quatro temporadas, seja por um motivo ou outro). Agora ela se encontra numa linha muito, muito tênue de conflito de interesses e ética, já que a decisão “democrática” de seus futuros associados em permanecerem na firma até receberem os bônus está colocando a Primeira Dama de Illinois em uma saia justa após a outra. Eu disse, lá na minha primeira review de TGW que achava essa uma ideia péssima, voto democrático… Foi revigorante vê-la tomando as rédeas e dizendo a Cary que não poderiam mais adiar a saída. E isso logo após receber de Will a possibilidade de ser sócia-gerente… Deu vontade de rir da cara dele nessa hora, sério… Com o monte de abutres que existem naquele escritório, será que Alicia acreditou mesmo que poderia existir um Gardner / Florrick??? Me poupe, Will! Isso me lembrou um ex-patrão meu que sempre que sentia uma certa insegurança em alguém da equipe, por menor que fosse, prometia mundos e fundos que nunca se concretizariam. Mas enfim.

O importante é que Alicia decidiu que vai ser do jeito dela!

O caso da semana (que também nos trouxe muito de David Lee, o que foi um deleite!) foi interessantíssimo de acompanhar — e ao mesmo tempo complexo demais para um episódio apenas. Barriga de aluguel é um tema tão complicado em tantos níveis! Mesmo lá nos EUA, onde existe toda uma regulamentação para isso. A questão principal foi: qual é o direito que os “inquilinos” da barriga têm de exigir uma interrupção da gravidez, seja ela pelo motivo que for? A resolução do caso me deixou insatisfeita, entretanto, porque realmente gostaria de saber o futuro da jovem Tara e da criança, tomara que a série retorne ao mesmo em algum ponto.

E que delícia rever Christian Borle na tela da TV! Saudades de Smash eternas! Torço para que ele, assim como outros atores já fizeram, visite a série de tempos em tempos só para acalentar nosso coraçãozinho de fã.

Longe do trabalho de Alicia, o bicho também estava pegando! A boa esposa, que havia encontrado um ponto de equilibrio no papel de mãe de adolescentes agora se vê diante de um novo desafio: ser mãe de uma mulher! Grace está crescendo, aliás, cresceu e não deu tempo de Alicia se preparar para isso, para as novas roupas provocantes, para o assédio dos rapazes e tal. Sem contar que os Florrick são uma família pública e o público procura o tempo todo por uma nova it girl para criticar e/ou amar.

E Peter, hein? O tempo passa e ele continua sendo O Mau Marido! Aliás, O PIOR! Que ódio dele correndo pro tribunal, no meio de um julgamento, pra pedir para Alicia adiantar a renovação de votos só para fugir da tentação da Marilyn da Ética. Peter não muda e continua um fraco. Não pode ficar perto de uma moça bonita, loira, atraente, interessante, com voz sussurrante, que já sabe que é questão de dias até fazer m****. A sorte dele é ter Eli Gold por perto e a nossa sorte é quando Eli tem um desafio desse tamanho pela frente, que são os melhores momentos do personagem.

Na questão ética levantada por Marilyn, achei sutil a informação de que o escritório novo de Alicia custou 60% do valor de mercado. CER-TE-ZA de que houve ali um favorecimento ainda que indireto. Podia render um paninho pra manga também, pra trajetória do Florrick / Agos já começar agitadinha.

E para encerrar, vou falar de Kalinda. Três episódios seguidas deixada de lado, inclusive na amizade com Alicia — NÃO PODE! Estou ansiosa para que a personagem volte à sua melhor forma. Será que ela será mais uma a estar dividida na série? Afinal, ela é amiga de Alicia, mas também tem uma relação especial com Will…

Estou muito ansiosa pelos próximos episódios! Faltam apenas dois para o de número 100, que deve ser o grande embate entre Alicia e Will. De que lado você vai ficar?

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