The Good Wife 5×12 — We, The Juries

Peter está em sérios apuros, Eli. Ele está em apuros por um motivo: Will Gardner.” GARBANZA, Marilyn

Quem diria que iríamos ver Alicia Florrick e Will Gardner do mesmo lado tão cedo?

Ok, nem tão do mesmo lado assim, já que eles defendiam clientes diferentes contra uma mesma acusação: tráfico de drogas (do nosso lindo Brasil, em ano de Copa e necessidade de boa publicidade pros gringos) para a terra do Tio Sam.

A decisão do casal acusado de seguir com advogados e defesas separadas foi uma das mais estúpidas que já vi. Não era preciso ser nenhum gênio para perceber que a estratégia de cada um era claramente levar o júri a acreditar que a culpa era apenas de uma das metades do casal. E olha que estamos falando de um professor do tipo gênio e de uma bonitona supostamente esperta o suficiente pra convencê-lo a traficar.

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Mas essa ‘licença poética’ das defesas separadas serviu para nos apresentar uma possibilidade bizarra da legislação / constituição norte americana: a presença de dois júris num mesmo julgamento. Tudo em nome da economia aos cofres públicos.

A partir da decisão de se colocar dois júris na corte (um para julgar Howard Lampy e outro para dar o veredito sobre Darla Riggs), deu-se início a um tribunal BEM confuso. E claro que eu não me dei ao trabalho de tentar entender, porque essa foi a intenção do roteiro. We, The Juries quis criar esse incômodo. E eu só me deixei levar.

Claro que isso tudo era benéfico para a promotoria e Matan Brody e Geneva Pipe se deleitavam com a guerra interna e sabotagem entre as defesas. E obviamente tanto a LG quanto a Florrick & Agos estavam ainda tomados pela mágoa ao aceitar aquele circo todo. O caso se encerrou com uma vitória de Diane e Will, que inocentaram sua cliente, enquanto Cary e Alicia terminaram derrotados, aconselhando o seu cliente a aceitar o acordo da promotoria.

Enquanto rolava esse julgamento, duas coisas mais importantes aconteciam fora do tribunal. Primeiro, Florrick & Agos indo atrás de mais um cliente supostamente insatisfeito da LG. E para isso, Cary mostrou-se um mestre da manipulação. Usou Kalinda (e sua saudade do velho amigo) para levar Will a ofender o cliente-alvo. Cary já havia experimentado o gosto azedo da lealdade de Kalinda a Will Gardner — e decidiu usar a seu favor! E que troco bem dado! Aplaudi de pé. Só não sei exatamente o que pensar da reaproximação dos dois. E por falar em Kalinda, tá difícil gostar dela e torcer por nossa intrépida investigadora. Até a Robyn está chegando primeiro nas testemunhas e descobrindo detalhes que a Senhorita Sharma deixa passar batido — e assim ocupando o lugar no meu coraçãozinho para investigadoras particulares…

E então chegamos ao grande ponto de ebulição do episódio: a descoberta da fraude eleitoral. Ainda não revelada pela imprensa, começou uma corrida de Eli e Marilyn para descobrir como dissociar Peter da atitude aparentemente autônoma de seu colaborador Jum Moody. Ah, e tudo isso sem a colaboração de Peter, claro, porque né…

Vamos relembrar um pouquinho como essa caixa com votos falsos entrou em nossas vidas.

No finale da quarta temporada (4×22 — What’s In In The Box?), o filho de Alicia viu uma atitude suspeita num dos pontos de votação. Imediatamente, começou uma corrida jurídica (com Lockhart & Gardner representando os interesses do candidato Peter Florrick, tendo Will como ‘primeira-cadeira’) para INVALIDAR os votos daquela zona eleitoral. No meio do julgamento, quando o juiz estava tendendo a realmente anular aqueles 30 mil votos, descobriu-se que eles eram favoráveis a Peter. Daí começou o processo de reverter essa suposta anulação. No fim, aquela urna não faria nenhuma diferença no resultado da votação: Peter bateu Kresteva com uma vitória esmagadora e uma diferença de 8 pontos. Os votos da zona eleitoral sob suspeita não chegavam nem a representar meio ponto. Em meio a tudo isso, Kalinda descobriu o registro de uma câmera de segurança vizinha que mostrava que Jim Moody havia levado uma urna falsa para aquele lugar. A investigadora apresentou o vídeo apenas para Will, naquela que ela alegou ser a ÚNICA CÓPIA do vídeo. Will revelou a Peter o conteúdo do vídeo, mas o candidato se recusou a vê-lo e colocou nas mãos de Will a decisão de revelar ou não a existência do mesmo ao mundo. E, claro, que a argumentação desse debate terminou num mesmo ponto: Alicia. Will alegou a Peter que ainda não havia revelado o vídeo a ela porque ‘não queria machucá-la’ — em suas próprias palavras. Ah, e foi nesse episódio que tivemos o último momento a dois de Will e Alicia, dentro do carro, esperando o julgamento ser retomado. E, claro, depois de perceber como Will tomava conta de seu juízo, foi neste episódio que Alicia decidiu ser sócia de Cary.

E,bom, ficou por isso mesmo, nunca mais se soube desse vídeo, até agora.

A investigação de Marilyn Garbanza ficou travada justamente por Will, que apelou para o privilégio advogado-cliente para se calar — a menos que Peter permitisse que ele falasse. E, claro, que ele não permitiu, com uma guerrinha de ‘disse-me-disse’ entre eles — terminando, mais uma vez, em Alicia. Will ainda trouxe à tona a rasteira que sua sócia tomou na questão Suprema Corte (“Políticos têm uma maneira de lembrar incorretamente das coisas do seu interesse”). Aqui, nesse ponto, podemos concluir que Will tinha, pelo menos, dois motivos para ser a pessoa que vazou o vídeo: vingar sua sócia, mostrando a Peter que não é apenas a cadeira de Governador que confere um poder massivo a uma pessoa e… ferir Alicia (que ficou bem abalada com a descoberta e abalada também ficou a relação entre ela e o marido). E numa tacada só, com um escândalo apenas, ainda tiraria o prestígio dos Florrick, o que só lhe beneficiaria e ao seu escritório em tantos níveis!

E não há juiz em solo americano que forçará Will e Peter a abrirem mão do privilégio advogado-cliente, então, agora, tudo reside em Will Gardner. Ele é o problema e pode ser o benefício. E, para mim, é o dedo-duro, pois se a trama for bem amarradinha, vai lembrar que apenas ele e Kalinda sabiam sobre o vídeo.

Mas só saberemos o desenrolar dessa história em dois meses, já que The Good Wife entra em hiato — que para mim, vai parecer eterno!

PS.: E pra finalizar, como não amar a trilha sonora desse episódio, que foi todo com músicas inéditas do Bruce Springsteen??? Uma bela ação de lançamento do seu novo álbum, High Hopes, com muita classe e embalando uma trama super empolgante!

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