The Mentalist 6×22 — Blue Bird (Season Finale)

Você está certa, você está certa. Eu esqueci de agir como um ser humano comum, e eu faço jogos, e eu minto, e eu engano pessoas para evitar o que eu realmente sinto. E a ideia de deixar alguém se aproximar de mim é assustadora, por motivos óbvios. Mas a verdade, Teresa, é que não consigo me imaginar acordando sabendo que não verei mais você. A verdade é que eu te amo. Você não imagina o quão bom é poder dizer isso alto. Me assusta, mas é como eu realmente me sinto.” — JANE, Patrick para Teresa Lisbon

Acho que sou só eu, mas achei o finale de The Mentalist um pouco controverso. Não cheguei a odiar como a equipe da série sugeriu, mas também não senti amores como vi boa parte dos fãs da série declarando. Aliás, não consegui entender por que Simon Baker, Robin Tunney e Bruno Heller deram essa declaração a respeito do finale. Eu, particularmente, já esperava todos esses acontecimentos, nada muito grande aconteceu. Surpresa seria se Lisbon tivesse realmente se casado com Pike, não? E esse foi o grande problema para mim, Blue Birds foi previsível demais da conta.

O episódio começa com um caso tapa-buraco, que serviu bastante bem como ilustração do mundo em que Jane vivia. Para ele, Lisbon realmente iria desistir de Washington e seu namorado na última hora, mas ele percebeu que o seu pensamento estava errado. Só fiquei com uma dúvida: se ela ia embora naquele dia, segundo Cho (e, por sua vez, segundo Abbott), como passaram-se “vários dias” para só então ela estar indo para a capital? Seria um pequeno erro de continuidade? É por essas e outras que a nota do roteiro foi lá para baixo nessa semana.

Também tivemos um baita clichê. The Mentalist sempre se destacou por fugir dessas saídas fáceis de alguns procedurais, tanto nos casos da semana quanto no arco do Red John (até a quarta temporada). Depois de alguns péssimos momentos nas últimas duas temporadas, a série tinha voltado aos trilhos, mas nesse episódio parece ter descarrilado um vagão novamente. Cheguei a comentar na última review, entretanto pensei que seria apenas o promo tentando nos enganar, mas não, a declaração de Jane para Lisbon foi realmente ao melhor estilo novela mexicana, por mais que tenha representado uma baita evolução para a personagem, que se livra, mais uma vez, do peso que Red John havia colocado em suas costas. Eu estava torcendo para que isso não acontecesse, independente de quão “bonitinho” fosse. Podemos destacar também a forma como Jane caiu em si e foi correndo para o aeroporto, só faltou o advogado do caso da semana falar em espanhol naquela hora.

The Mentalist 6x22

Se o roteiro teve esses furos, o mesmo não se pode dizer das atuações. Baker e Tunney (que já vinha se saindo muito bem nos últimos episódios) entregaram um desempenho a altura da trajetória dessa dupla que vem carregando a série. Apesar de o texto não ter sido muito bom, os atores conseguiram imprimir algo que diminuísse a frustração com o trabalho dos roteiristas. Tal como o advogado foi “cego, estúpido e covarde” ao não assumir de vez que amava a vítima da semana (e quase Jane seguiu o mesmo caminho), tive a mesma impressão dos roteiristas, que tinham uma boa história em mente mas não tiverem a coragem suficiente de adaptá-la para uma narrativa de forma mais criativa e original.

Blue Birds serviria como um ótimo series finale? Provavelmente. E, talvez, eu teria achado ele um máximo nesse contexto. Mas eu esperava mais como um season finale. Cadê um cliffhanger, por exemplo? Não precisava ser nada muito grande, mas isso só demonstra a falta de ousadia dos responsáveis pela série. Já vi equipes de séries na mesma situação que acreditaram até o último momento e colocaram algo simbólico lá. Chuck e Fringe — que igualmente possuíam o grande apoio da Warner para continuarem no ar — são apenas dois exemplos. Faltou isso em The Mentalist. Não precisava ser algo bombástico (que realmente dividisse o público entre amor e ódio).

Dá para entender? Até dá, e é por isso e pelo carinho que tenho pela série que coloquei em minha cabeça que esses problemas foram pontuais e, agora, serão corrigidos. Como a atração voltará só na midseason, em 2015, os roteiristas terão tempo de sobra para preparar “a” temporada. Com isso, muito provavelmente serão apenas 13 episódios, justamente como eu queria, dá para fazer algo bem focado e voltar ao auge da série. Ah, e peço algo mais também: trabalhem o casal Jisbon para que eu possa me acostumar mais facilmente com cenas de beijo, porque achei muito esquisito eles se beijando (no bom sentido, tenho um lado que pensa como o Cho, eu acho). E vocês, o que acharam deste season finale?

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