The Mentalist 7×01 — Nothing But Blue Skies

Jane, você não precisa esperar eu precisar saber das coisas para me contá-las, ok? Não mais — LISBON, Teresa.

The Mentalist voltou com cara de The Mentalist! Gostei bastante desse Nothing But Blue Skies, porque ele nos trouxe uma nostalgia muito gostosa dos velhos e bons tempos da série, rara na última temporada. A leveza, sem dúvidas, foi a marca registrada desse episódio, até no título, fazendo um paralelo com a própria introdução de Jane e Lisbon como casal.

Como disse na review do season finale, era estranho vê-los se beijarem, mas a forma como os produtores abordaram o novo status do relacionamento foi um grande acerto. Nada muito exagerado ou corrido — diferente do relacionamento de Teresa com Pike. Dessa forma, além de dar tempo para telespectadores como eu nos acostumarmos, eles conseguem deixar muito claro o perfil do casal. Tanto Jane como Lisbon sempre foram muito fechados, reservados e, em certos aspectos, até tímidos. Não faria sentido apressar as coisas. Eles ainda estão na fase de transição de amigos profundos para namorados, e os roteiristas souberam imprimir realidade à storyline, que ficou bastante convincente.

Ainda assim, não gosto desse conflito barato de deixar o relacionamento deles em segredo. Parece ser algo bobo demais e sem um futuro consistente. É o oposto desse perfil mais maduro de Jane e Lisbon, que formam (ou formarão, após a transição) um casal maduro e deveriam receber um rumo mais maduro também. Inclusive, acho o próprio argumento da Lisbon meio fraco. Por isso, espero que Abbott descubra de vez o romance, e logo os demais. Não estou assistindo a Friends; por mais leve que The Mentalist possa ser, ainda trata-se de um drama.

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Outro item interessante da première chama-se Michelle Vegas. Pelo que vinha lendo, achei que odiaria a personagem no momento em que ela saísse do elevador. Mas não foi o que aconteceu. Pelo menos por enquanto, a jovem detetive parece ser uma personagem muito mais aproveitável para a série do que a Fischer, por exemplo, que não acrescentava em nada, apenas era contraponto ao Jane por mera questão de ser um contraponto ao Jane. Era irritante. Vegas está entrando em mundo novo, cheia de expectativas, e Jane é totalmente o oposto do que ela esperava como investigadora. Isso sim pode render bons conflitos sem entrar naquele clima chato sempre que, por vezes, vemos algum personagem com uma veia antagonista entrar em cena. Tudo bem, ainda é cedo para falar mais detalhadamente, mas essa é a primeira impressão.

O caso da semana em si foi pouco relevante. Não compromete nem para o bem nem para o mal. Essa é uma questão que também merece atenção dos roteiristas. Ultimamente, a série dá pistas de estar cansada nessa área, sem apresentar casos com o vigor das quatro primeiras temporadas, por exemplo. O que eu digo é que, antigamente, eles eram sensacionais. Hoje em dia, dependendo do episódio, são entediantes. Pelo menos nesse, como disse no início, sem maiores preocupações, Jane teve a liberdade para resolvê-lo com muita leveza que há tempos não víamos. Essa foi a parte boa. Parece que só por estar ao lado da Lisbon ele tinha um bom motivo para resolver o caso.

Mas será que trabalhar ao lado de Lisbon será o suficiente? O que sempre motivou Jane foi um vilão. Agora que não temos um será interessante ver se ele está disposto a continuar nessa “carreira”. Além disso, sinto falta de um antagonismo maior. Não sei se teremos um para a temporada toda ou apenas em arcos menores, mas gostaria de ver algo mais forte do que apenas os dos casos da semana. Talvez, o problema não seja nem o fato de não existir de fato um vilão, mas sim o de não existir um conflito maior e/ou paralelo à história do casal, embora eu ache que a tensão que predominará será justamente essa: o fato de Jane não ter um plano para oferecer à Lisbon, o que passa até mesmo pela escolha de continuar como consultor ou abandonar o FBI.

Enfim, esse é um problema que vamos diluindo ao longo da temporada, pois não dá para saber se os roteiristas guardam alguma carta na manga para os próximos episódios ou não. Como disse, gostaria de ver sim algum vilão ou algum “problema” policial, já que tenho minhas dúvidas se só Jisbon segura a temporada inteira de uma série com temática policial.

Por enquanto, o importante é que a volta não decepcionou. Resgatou ares dos tempos áureos da série e soube conduzir bem a introdução de novos personagens e a transição de Jane e Lisbon. Tendo em vista a inconsistência da temporada anterior, é um bom começo. Nada espetacular. Mas o suficiente para ainda me dar vontade de acompanhar a série.

Deixo vocês com o promo do próximo episódio, The Graybar Hotel. Até semana que vem!

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