The Mentalist 7×02 — The Graybar Hotel

Só mais uma coisa: quando for tomar banho, prometa, use os chinelos, por favor. A) Torna-a menos atraente, o que deveríamos considerar, e b) Não tocará naquele chão — JANE, Patrick

– Ok — LISBON, Teresa

– Ok — JANE, Patrick

– Eu entendi — LISBON, Teresa

– Obrigado — JANE, Patrick.

Gosto do modo como os roteiristas de The Mentalist estão levando a série nessa temporada. The Graybar Hotel conseguiu surpreender-me em qualidade e manteve o agradável ritmo da premiere. Ele também corrigiu algumas falhas que havia apontado na última review, pelo menos por enquanto.

Um desses itens que levantei são os casos desinteressantes. Apesar de o desse episódio não ser necessariamente um primor, ele foi bom o suficiente a ponto de prender a minha atenção. No começo, pensei que seria mais uma história apressada bem estilo procedural: algo que levaria muito mais do que uma semana para se desenrolar é resolvido em um dia ou menos. O roteiro soube dosar essa quantidade de imediatismo e foi me conquistando, daí a surpresa que disse ter tido. Além disso, não é possível falar desse episódio sem dar atenção ao caso, pois finalmente ele foi a grande estrela da série, apesar de termos uma tensão meio que “escondida” para o relacionamento do casal Jisbon.

Tudo começa com o roubo de um carro superesportivo de luxo (de uma forma até que meio ousada, né?), feito por um casal. Na hora da fuga, a moça é presa, e o namorado dela consegue escapar. No FBI, descobrimos que Cole Foster negocia a venda de carros com grandes criminosos internacionais, o que despertou a atenção da CIA. Alguém mais reparou que, ultimamente, os roteiristas estão tendo sempre que justificar que trata-se de um crime a nível federal, pois caso contrário, não caberia ao FBI assumí-lo? Não acho isso legal, e mostra que, se é preciso deixar isso explícito ao telespectador, é porque tem algo errado.

the-mentalist-7-02

Os casos realmente não parecem se encaixar ao perfil do FBI, pelo menos, não no começo. E acabo tendo a sensação de que depois da abertura alguma espécie de desculpa vai ser arrumada para enquadrá-los a esse perfil. Até por isso venho pedindo algo maior e mais extenso — é difícil um órgão federal investigar um “simples” homicídio ou roubo, como fazia a CBI. Se a ambientação mudou, o roteiro tem que adaptar-se e pensar em casos mais complexos.

Bem, voltando ao caso, fato é que para conseguir o paradeiro de Cole, Lisbon infiltra-se na prisão em que sua namorada está, tentando tornar-se amiga dela e obter pistas. Aí está a tensão do casal. Esse episódio é (mais) uma tentativa de separar Jane de Lisbon, sutilmente, depois que eles se juntaram. É possível ver isso no último episódio (graças à presença e ao discurso de Pike), neste e, provavelmente, no próximo também, já que teremos a volta de Erica Flynn. Mais uma vez: é tudo muito sutil, tanto que pode acabar passando despercebido para muita gente, mas não deixa de ser um padrão — o que empobrece um pouco o roteiro da série.

É como disse, Jane e Lisbon já passaram tanto tempo separados, agora que decidiram juntar os dois, deixem eles juntos de vez. É muito mais convincente e não fica parecendo um drama adolescente. Pelo menos dessa vez, estava tudo ligado ao caso, o que diminui a gravidade de algo que pode se tornar um grande problema caso persista ao longo da temporada. Já pensou em um obstáculo por episódio, como um caso da semana? Espero que a série não siga por aí.

Não sei se esse é o plot maior e mais elaborado que venho pedindo, mas a verdade é que, após o momento Orange Is The New Black de Lisbon na cadeia, vemos que a história não acabou totalmente. Ela se fecha por si só, é verdade, mas abre brecha para algo mais, que é justamente a volta da personagem de Morena Baccarin, agora namorada de um dos traficantes internacionais ex-clientes de Cole. Seria interessante ver uma história como essa tomar maiores proporções. Era exatamente o que eu falava, não precisa ser um grande vilão, mas sim uma grande história policial, como na temporada passada, em que tivemos, no finalzinho, aquele arco do tráfico de mulheres. Acho isso importante para a série, e torço para que, caso esse ainda não seja o tal plot, que venha algo do tipo pela frente.

Fora isso, acho que The Mentalist finalmente conseguiu voltar aos rumos pós-encerramento da história do Red John. Como ainda está um pouco cedo, é difícil já dar como bola cantada, mas espero que essa impressão se confirme.

O título do próximo episódio é Orange Blossom Ice Cream, e deixe vocês com o promo dele:

P.S.: Alguém também já começou a shippar Vega e Cho?

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