The Originals 1×01 — Always and Forever

“Eu quero ser rei.” — Mikaelson, Klaus

Em tempos onde a criatividade televisiva não está no seu melhor momento e spin-offs ou remakes inundam as grades da emissoras, o canal mais (secretamente) idolatrado pelos fãs de séries não mostrou-se bobo ao anunciar uma série derivada do maior sucesso de sua história, vulgo The Vampire Diaries. O CW, então aposta todas suas fichas na família Original, e toda a fascinante mitologia que envolve e faz deles a melhor fatia de personagens de sua série mãe, para tomar o protagonismo de seu competente e promissor projeto, The Originals. Mas pelo que conferimos nestes primeiros 40 minutos de fôlego calouro, a intrigante tríade de personagens principais foi capaz de satisfazer a audiência (e os não fãs de TVD) com um piloto sólido e eficiente?

Baseando-se em meras primeiras impressões, a nova playground criação de Julie Plec cumpriu apropriadamente seu papel de prólogo para uma ditadura Mikaelson, introduzindo personagens e firmando tramas em um piloto que permeou uma surpreendente atmosfera de tensão.

Nova cidade. Novos personagens. Mesma família Original. Um dos primeiros pontos que já admirei na série veio da temática principal: restaurar a família Original como um família governante de um reino e assistir-los construindo tal império. Apesar disso, essa proposta bem promissora foi apenas levemente sugerida neste episódio, pois o que realmente tivemos envolve o resultado uma transa feroz de lobinhos sem camisinha e jogos de poder.

Outro tiro certeiro veio pela introdução de seus personagens. Minimizar o embromation acarretou em uma inserção objetiva e cativante das personalidades que veremos durante toda a temporada. Tudo fluiu sem problemas, e mesmo com uma atuação caricata da bruxa Sophie, fui surpreendido com a sintonia que os atores mantiveram com seus personagens durante todo o capítulo. De fato, não são interpretações dignas de prêmio, mas que se enquadram bem pelo que é pedido. E o destaque maior é Joseph Morgan como Klaus, que mesmo um pouco apagado, roubava a cena com uma performance digna e única.

Elijah_TheOriginals

E mesmo que dinâmica e direta em sua quase totalidade, não é a decisão mais racional utilizar a maioria de seu piloto para destacar fortemente os coadjuvantes e esquecer seus protagonistas. Elijah, Sophie e Hayley podem ser facilmente classificados como as figuras principais aqui, uma vez que toda a atenção foi dada cuidadosamente a eles enquanto Klaus e Marcel deram as caras de forma bem rasa. Sendo eles, respectivamente, protagonista e antagonista da narrativa, não é compreensível a quase “participação especial” que protagonizaram, apesar de termos compreendido a “essência” de cada um deles.

Com aquele inesperado cliffhanger de perfurar qualquer coração, arrisco dizer que serão de ambos o holofote de House Of Rising Son (1×02), e então finalmente conheceremos a fundo as peças mais importantes desse tabuleiro. Uma atenção bem mais caprichada na estonteante Claire Holt, na pele de Rebekah, não me decepcionaria também, então fica o recado para a produção.

E palmas para Julie Plec, que manipulou a previsibilidade do episódio para tudo soar inédito. Para aqueles que conferiram o backdoor pilot ou o director’s cut e a tonelada de promos divulgados pelo canal (esse cara sou eu), o produto final envolvendo The Originals não passaria de um repeteco reciclado com o blablabla que já havíamos conferido.

Particularmente, eu me surpreendi. O maior dinamismo no ponto de vista de Elijah é, de fato, um dos pontos que manteve a atenção constante. O ritmo impetuoso, porém levemente corrido, mesclando introdução de personagens, os flashbacks que amamos, retomadas de mitologia e o gênesis de arcos maiores e tramas secundárias sustentaram a fluídez deste series premiere sem obstáculos e grandes dificuldades.

Perfeito? Não. Eficiente? De fato. Em si, o roteiro teve falhas mínimas de continuidade e diálogos não convincentes. Eu ainda não me convenço da mudança de Klaus para outro estado apenas por causa de meia dúzia de bruxas em uma vibe meio que na angústia adolescente e o fato do mesmo não ter destroçado Marcel logo no primeiro confronto entre eles (fãs de The Vampire Diaries sabem que está é a reação mais sensata quando estamos falando de Klaus), mas tais pormenores nem mesmo arruinaram estes 40 minutos de puro entretenimento.

Klaus_TheOriginals

Pois o que realmente importa é montar o circo e mostrar para o que veio; feito que The Originals cumpriu saborosamente. A gravidez de Hayley, a guerra entre bruxas e vampiros e a ascenção da família Original se vendem como tramas centrais de grande potencial caso o desenvolver delas venha em um timing coerente. Com personagens igualmente interessantes, a série deve caminhar para firmar-se como uma das mais bacanas estreias da temporada, e caso utilize os mesmos elementos apresentados em Always and Forever sem cair em uma fórmula enjoativa, é possível que cruze a linha de chegada com um saldo mais que positivo.

“Não há poder no amor. Misericórdia o faz fraco. Família o faz fraco.” — Mikaelson, Klaus

As chances para The Originals tornar-se o novo sucesso do canal não são poucas. O que provoca um pouco de receio mediante a série é sua produtora executiva: Julie Plec, a mulher que destruiu The Vampire Diaries em todos os aspectos. Plec já disse que acompanhará a série de perto, mas não intervirá fortemente nas decisões criativas, o que me deixa aliviado, mas não seguro. Porém, enquanto isso, apenas desejo vida longa para os irmãos mais amados da televisão americana e um bravo encorajamento para o projeto de reerguer-se como família absoluta em um reino intrigante e promissor.

"Família é poder"   - Elijah

P.S.: Sobre a trama da gravidez de Hayley: eu não achei esse absurdo todo. E também não é um furo, uma vez que dois membros da mesma raça podem procriar sem limitações algumas. Isso tudo foi muito Crepúsculo, sem dúvidas, mas fico na expectativa para ver como o herdeiro de Klaus será criado… Ou seja, se estar amando esse arco é errado, eu não quero estar certo! #StopTheMimimi #HatersGonnaHate

P.S. #2: Klaus é rei das frases de efeito , Vivi Grayson é a rainha.

P.S. #3: A meu ver, não é necessário acompanhar The Vampire Diaries para entender The Originals. Claro, a experiência em si será mais completa para quem já acompanhava tais ótimos personagens anteriormente, mas nada que comprometa o entendimento…

E aí, o que acharam da premiere de The Originals? Não deixe de comentar! 😉

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