The Originals 1×02 — House of The Rising Son

“Você tem os trejeitos de seu irmão.”
“E o temperamento também.” — Marcel para Rebekah

A introdução da melhor personagem que divide a linhagem Original com Klaus e Elijah não poderia ter sido arquitetado com mais maestria. Em House Of The Rising Son, a nova aposta do CW apresentou um novo capítulo estupidamente delicioso que, oscilando e desenvolvendo diversas camadas da narrativa em um ritmo que não deixou a desejar, elevou o nível de um projeto que já nasceu promissor. Desde flashbacks nostálgicos (segunda/terceira temporada de The Vampire Diaries mandou lembranças) a intrigas nos dias atuais, este foi o segundo episódio de The Originals: objetivo e convidativo. Além de encontrar-se com a atmosfera que deve incorporar durante a sua vida televisiva e agarrar-se em tramas fortes para trabalhar durante a temporada, duas novas peças associam-se aos plots de New Orleans, Rebekah e Davina, compondo um episódio que mostra o melhor do lado sombrio que uma vibe totalmente girl power pode oferecer.

Primeiramente, devo parabenizar os roteiristas e todos os envolvidos na construção do episódio pela franqueza ao introduzir Rebekah neste guerra. A personagem é de longe a minha favorita, e assim como Elijah, foi apresentada ao público de forma autêntica.

E fazer dela o elemento principal que sustentou House Of Rising Son mostrou-se uma decisão de grande sabedoria. Tudo aqui girou em volta dela, o que é o ponto mais alto do roteiro. Rebekah é posta como uma vampira insegura e escravizada por mágoas do passado que, apesar de tudo, ainda clama por uma família para chamar de seu porto seguro. Sua viagem para New Orleans fora planejada para durar pouco, mas felizmente, a mesma foi cativada pelos segredos de lá que não se calam em momento algum.

3-11

O temperamento da vampira é mostrado em uma cena apetitosa onde ela aniquila seis servos de Marcel em frações de segundo. Não poderíamos ser presenteados com uma sequência melhor que aquela, correto? Sim, mas de fato, os laços que a personagem criou durante ligeiros 40 minutos também não deixam a desejar. Rebekah mostra-se uma das melhores personagens justamente pelo fato de conseguir movimentar positivamente todas as camadas da narrativa. É com Hayley que ela firma sua primeira aliança, logo após declarar guerra contra Marcel e pactuar com seu irmão Klaus. O carisma que Claire Holt carrega torna tudo mais instigante, e então, conhecemos um membro de grande potencial para abalar essa luta pelo controle da cidade.

Desvendando fragmentamente quem é Rebekah foi cativante, mas não é justo não ressaltar o quão proveitoso foi conhecer as origens do “rei” Marcel. O seu encontro com Klaus foi criativo, eu diria, mas o jeito em que foi criado mostrou-se bem mais interessante. Protegido pelo Original e moldado para ser um guerreiro, é seguro afirmar que sua forte ambição por liderança veio da convivência com o vampiro, fato que pode ser comprovado ao trocar Rebekah por sua transformação em ser imortal. Aliás, eu fui o único que não digeri o romance dos dois? Em minha opinião, o único ponto desnecessário de toda essa estória.

Outra que pareceu deslocada foi Hayley. A personagem era bem utilizada quando formava par com Rebekah, mas toda a trama de um aborto meio suicida compensou apenas pelo diálogo final que teve com Klaus e expor o fato de que nem todas as bruxas estão do lado de Sophie. Afinal, talvez nem tenha sido tão desnecessário assim…

E por falar em Klaus, ficou feliz ao saber que o vampiro já deu os primeiros passos para recuperar o que já foi seu. Infiltrar-se no império de Marcel através de um vampiro novato/espião provou-se uma leve reviravolta que contribuiu com a qualidade do capítulo. Já oferecer o corpo de Elijah como oferta de paz na tentativa de ganho de confiança pode não ter sido o mais sensato a se fazer, porém um gancho de grande potencial foi aberto para preencher alguns episódios com uma trama bem interessante.

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A arma secreta de Marcel, lê-se Davina, ainda é uma incógnita, mas já promete muita gritaria nos próximos episódios. Encontrar um feitiço para extinguir um vampiro Original pode não ser um trabalho fácil, mas prevejo que tal trama nos guiará por caminhos intrigantes para exaltar ainda mais esse novo projeto de Julie Plec, que até agora, mostrou-se uma surpresa bem agradável. Ouso dizer que o canal CW já pode encomendar uma última temporada e um grande final para The Vampire Diaries, assim nos deliciamos com The Originals. Alguém tá comigo?

“O que já foi seu, e de seu irmão, hoje é meu.” — Marcel

Dentre suas tarefas, House Of The Rising Son tinha como obrigação introduzir Rebekah e desenvolver seu enredo. Ambos os objetivos foram brilhantemente concluídos. Além do mais, The Originals definiu o tom que deve seguir durante a temporada, sendo ele algo mais maduro e competente que o de sua série mãe, o que não deixa de ser um acerto nítido. Afinal, você já criou votos com a série para manter-se fiel durante uma temporada promissora? Bem, eu posso dizer que já, e que estou mais preso à família Mikaelson do que nunca.

E vocês, o que acharam o segundo episódio de The Originals?

E confira: CW encomenda três roteiros adicionais para The Originals!

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