The Originals 1×03 — Tangled Up In Blue

“Não se engane, querida. Eu sou o Diabo disfarçado.” — Mikaelson, Klaus

Mesmo com apenas 3 episódios exibidos, eu estou quase me convencendo que The Originals é a melhor série novata nessa Fall Season. O projeto de Julie Plec vem, ligeiramente, tomando forma, mostrando para o que veio e garantindo espaço como uma das séries mais assistidas do CW. Não é em vão que ela e Supernatural, pareadas juntas no mesmo dia de exibição, vêm garantido terças-feiras extremamente bem sucedidas para o canal… Mas, de volta ao que interessa, é preciso deixar claro que o terceiro capítulo elevou a guerra travada em New Orleans à um novo patamar, e por pouco não supera o esplendor de House Of The Rising Son, o melhor episódio apresentado até agora.

Ao menos, o uso da trilha sonora aqui foi bem melhor utilizado que em seu antecessor. Cada cena em Tangled Up In Blue fora prazerosamente sincronizada com, ora certos efeitos sonoros, ora uma canção, que intensifica ainda mais tudo o que é mostrado.

E se fossemos resumir o roteiro em um único termo, é impossível não optar por “desenvolvimento”. Para um simples episódio de começo de temporada, Klaus e companhia encaixaram tal substantivo em tramas que sacudiram todas as camadas da narrativa com aquele toque de intriga dominante na atmosfera de New Orleans. Tudo culminou no formular de 40 minutos ágeis. O arco que sustentou todos os eventos do episódio foi, basicamente, o resgate do corpo de Elijah. Tal plot havia sido o gancho deixado no episódio passado, e para nossa surpresa, já conferimos uma grande atenção dada para esta trama.

Marcel_Cami

De fato, Tangled Up In Blue também alimentou-se de tramas secundárias, e é por elas que começarei a análise. A que mais cativou minha atenção foi, sem dúvidas alguma, o possível triângulo amoroso em que Cami está prestes a se acorrentar. A personagem fora introduzida como uma bartender qualquer, que depois passou a ser marionete de Klaus por alguns minutos, que passou para possível affair de Marcel, que passou para possível affair de Klaus. Dividida entre ambos, mal posso esperar para ver tais “aliados” lutarem não apenas pelo controle da cidade, mas pela atenção de uma mulher.

Enquanto isso, Hayley está aguardando uma menina! Mal posso descrever o quão feliz fiquei ao saber que não teremos mais um mini Klaus neste universo. A afeição protetora que Klaus já mostrou com o sexo oposto só me deixa mais ansioso para saber como ele criará a nova herdeira da linhagem Mikaelson. Já imaginaram Rebekah como titia? Aliás, após aquela cena bizarra no final do episódio, chuto que a loba prenha não está prestes a parir apenas um híbrido, mas dois deles… O que vocês acham?

E finalmente, o resgatar do corpo de Elijah. Bem, tal trama já começou conquistando-me pela cena inicial reunindo Klaus, Rebekah como aquecimento. A dinâmica dos irmãos é fantástica e não falha em render ótimos momentos, mesmo com Hayley capengando meio avulsa no momento. O plano era basicamente provocar uma pequena divergência entre vampiros e bruxas que acarretaria como um passo a frente de Klaus rumo a confiança de Marcel.

Funcionou? Em termos… Tudo fora desenvolvido com muito cuidado, aglomerando (de forma positiva) todas as camadas da narrativa em um único plano. A presença das bruxas não decepcionou, pois o conflito entre Marcel, Davina e a bruxa falecida foram responsáveis pelo clímax do episódio. A minha ressalva fica na artificialidade e inutilidade que tudo isso rendeu.

Claire-Holt-Joseph-Morgan.

A apresentação do casal formado por um vampiro de Marcel e uma bruxa de Sophie mostrou-se totalmente inutil ao assistirmos ambos morrendo. Era um dupla de personagens com potencial, uma pena já estarem mofando a sete palmos… Outro ponto que me irritou foi a perfeição em que tudo ocorreu. É de conhecimento geral que não existe crime perfeito, mas The Originals tentou mostrar o contrário, fato que resultou uma conspiração intrigante, porém muito ausente de naturalidade. Mas o que fechou meu descontentamento com chave de ouro é que caminhamos e caminhamos, mas não saimos do lugar. No final, mesmo com total êxito, o corpo de Elijah não foi recuperado, o que transformou este episódio, que parecia um grande passo na narrativa, em um filler esquecível.

“E a guerra começou…” — Mikaelson, Klaus

O que seria de Tangled Up In Blue sem as escolhas citadas acima? Bem, seria um episódio mais bem sucedido e talvez o melhor da série até o momento. Certamente, não fora um capítulo ruim (longe disso!), mas o potencial desperdiçado pelo tomar de caminhos equivocados o fez esquecível, porém um entretenimento garantido, habilidade que The Originals já se provou mestre com poucos dias de vida.

E vocês, o que acharam do terceiro episódio da série? Não deixe de comentar! (Cês tão me decepcionando ao comentar pouco, galera.)

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