The Originals 1×06 — Fruit Of The Poisoned Tree

“Ninguém mexe com minha família e sai vivo.” — Mikaelson, Elijah

Após uma sequência de 5 episódios ora eletrizantes, ora claustrofobicos, The Originals apresenta um sexto capítulo que marca uma pisada de freio notável, fato que não atrapalhou brutamente o episódio, mas que enfraqueceu-o em certos pontos. Em Fruit Of The Poisoned Tree, a calmaria após a tempestade chegou, e com ela, o gênesis de novas tramas vieram acompanhadas. Mesmo com um ritmo mais devagar, é um pecado dizer que a série decepcionou, pois isso não aconteceu dessa vez, inimigas.

Este talvez tenha sido o pequeno erro do roteiro: introduzir plots novos sem a energia e o velocidade que fez nos primeiros episódios. O ritmo daqui não atingiu metade do que foi proposto anteriomente, mas no geral, foi um episódio que agregou valor neste camarote louco comandado por Julie Plec.

Um dos pontos que mais gostei nesse episódio foi a atenção dada, novamente, para Cami, personagem que está dormindo mais do que nunca dormiu nesta vida. O fato dos roteiristas ainda estarem martelando nesta tecla me diz que há algo maior vindo quando estamos falando daquele horrível massacre religioso. Tal arco foi, aparentemente, encerrado neste episódio, mas porque existe uma voz em minha cabeça dizendo que isso ainda está só começando?

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Por falar em encerramento, é possível dizer que aquela discussão entre ela e Klaus marca um ultimato na relação deles? Assim como todos os momentos entre eles, aquela cena foi de uma intensidade admirável. O entrosamento do elenco todo é admirável, prova disso é também a trepada de Rebekah e Marcel. Ambos também partilham de uma química linda, porém o amor entre eles não é algo que me cativou e convenceu. De fato, o rei de New Orleans vivendo um romance secreto com a irmã de seu inimigo é algo que pode render bastante, basta saber se isso será bem aproveitado e desenvolvido…

Pois bom aproveitamento e desenvolvimento satisfatório não são os termos que melhor traduzem o arco central dessa semana. Para extinguir qualquer relação com as bruxas e finalmente iniciar a guerra, Elijah precisava quebrar o feitiço que conectava Hayley e Sophie como uma só alma. Felizmente, este trama trouxe momentos deliciosos para Fruit Of The Poisoned Tree, mesmo resultando em um produto final broxante.

Entre os momentos bons, tivemos a ideia genial da produção em fazer Sophie uma boneca de voodoo. Klaus (não entendo porque ele ficou tão apagado neste episódio) e suas sacadas dignas de aplausos não fizeram falta, pois permaneciam constantemente neste episódio. Os diálogos entre Hayley e Rebekah, já elogiados aqui, também se provam um elemento sempre eficaz. Porém nada se iguala a Elijah fazendo uma de Klaus ao brincar de arrancar corações na igreja. O que dizer daquela cena canastra, mundo?

Entre os pontos negativos, o que mais me incomoda é a perfeição com que tudo aconteceu. Nenhum impecilio ou problema apareceu na jornada de Elijah na tentativa de salvar seu sobrinho, o que anulou totalmente a naturalidade do evento. O que mais agradava nos planos mirabolantes desta familia, quando os mesmos estavam em The Vampire Diaries, eram as pedras que apareciam no caminho, sempre exterminadas com o brilhantismo da perversidade da mente de Klaus, Elijah e Rebekah… O fato de Davina ter conseguido realizar o feitiço no momento em que eles mais precisavam é algo ainda não digerido por esse reviewer.

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E preso na linha entre o bom e o ruim, permanece o romance entre Elijah e Hayley. O casal teve uma atenção redobrada neste episódio, que ainda sim não foi suficiente para saber se me apegarei a este ship ou não. Confesso que a cena na piscina agradou-me muito, porém ainda é necessário mais para quebrar essa parede que me impede de aproveitar a dinâmica do casal. De fato, esta é uma relação que será muito explorada nos próximos episódios, então paciência (ou uma intensificação no carisma do casal) se torna algo mais que necessário para os não fãs desta união.

“Eu só quero ser livre.” — Rebekah

Com este episódio, um novo ciclo se abre em The Originals. Entre novos romances e quebras de confiança, os terrenos paramuita pancadaria e sangue foi preparado. E agora é esperar, pois eu tenho mais que certeza que Julie Plec sabe o que tem em mãos, e sabe como manipular sua criação para deixar-nos estupefatos. Que venha uma nova fase na série!

E você, o que achou do episódio? Não deixe de comentar!

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