The Originals 1×07 — Bloodletting

“Klaus Mikaelson pode ir se foder!” — Josh

O sétimo episódio de The Originals marca o primeiro crossover entre ela e The Vampire Diaries. De fato, foi um episódio bom e eficaz. Se poderia ter sido melhor? Não, pois foi satisfatório assisti-lo sendo apenas um bom entretenimento. Em Bloodletting, o ritmo mais calmo de seu capítulo antecessor marcou presença, mas tal fato não resultou em um episódio arrastado ou monótono, pois diversas sementes para novos arcos foram plantadas e a guerra, definitivamente, começou. Esta é a maior prova que The Originals se conhece muito bem, e que episódio lento não significa episódio desperdiçado.

Mas antes de me adentrar na questão das tramas apresentadas, preciso revelar o maior problema que ando tendo com The Originals. Por algum motivo, eu não consigo digerir a tonelada de casais e paixões que surgiram em tão pouco tempo. Julie Plec trouxe para New Orleans, junto com Tyler, o triângulo amoroso entre irmãos e a necessidade de unir seus coadjuvantes em uma relação afetiva. Em um projeto onde sensualidade e intrigas funcionavam tão bem, moldar cuidadosamente essa vibe melosa e adolescente na proposta da série deveria ser uma obrigação já cumprida. Caso não consigam incorporá-la sem prejudicar o andamento da carruagem, favor extingui-la…

Passado o parágrafo mimimi, vamos falar de coisa boa. Ou quase isso. A adição de Tyler nos próximos episódios é algo que, confesso, me agradou. Sim, eu odeio o personagem, mas até que ele mostrou-se um complemento digno. O motivo? Bem, ele fez o que nunca conseguiu fazer em cinco anos hospedado na deliciosa The Vampire Diaries: provar-se útil. O híbrido chegou sequestrando mulheres grávidas, provando teorias, complicando casos de família, violentando seu criador e firmando alianças. De fato, foi uma grande introdução.

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Entre os melhores momentos, a cena em que Klaus quase transforma o coração de Tyler em carne moída é ótima. Dói confessar, mas eu não quero a morte dele tão cedo, e caso a morte dele seja sentenciada pelos roteiristas, favor aproveitar os problemas que ele pode causar ao máximo. Pergunta para os leitores: de 0 a 10, o quanto vocês apreciaram a chegada dele na cidade? Avalio tudo isso entre um 6 e um 7, pois adoro a ideia de vê-lo trabalhando com Marcel.

Graças a Tyler, descobrimos que é possível gerar novos híbridos com o sangue do bebê carregado por Hayley. Esta é uma descoberta que abre um leque de possibilidades para o futuro desta guerra. Não nego que viajei em possibilidades após essa tese ser comprovada, mas admito não ter ideia de como tudo isso será aproveitado. Klaus prova-se um homem ausente de misericórdia e amor a cada dia, mas não acredito que ele usará seu próprio filho como fonte de criação de uma nova raça… Teorias nos comentários, por favor!

Ainda por mérito de Tyler, as pistas oferecidas sobre a família perdida de Hayley e todo o drama envolvendo sua linhagem podem funcionar como uma ótima maneira de introduzir os lobisomens de forma definitiva. Não sabemos quem são os anjos da guarda de quatro patas que vêm protegendo a moça, mas ela sendo a última loba de seu grupo, será que teremos uma Queen Hayley em breve? Mulheres grávidas geralmente rendem pouco quando envolvidas em tramas conturbadas, mas como uma personagem forte e competente, Hayley é uma personalidade promissora.

Outro gancho deixado para semana que vem é o lado da guerra que Rebekah escolherá. Particularmente, eu adoraria ver ela e Marcel aprisionando Klaus no Jardim a fim da mesma encontrar um pouco de felicidade sem seu irmão por perto. Apesar disso, não gosto dela envolvida com Marcel ou o amor que os une, por isso não farei nenhuma aposta para este arco e esperarei ser surpreendido com o próximo episódio, que os atores revelaram ser o melhor até agora…

Klaus-Tyler-TheOriginals

E o prêmio de personagem mais irrelevante vai para Davina, que antes era uma peça super importante no tabuleiro de The Originals e hoje é usada como terapeuta de um menino que quer encontrar outros meninos. As cenas entre eles foram adoráveis e criavam um pequeno sorriso em meu rosto, porém não se pode usar todo o potencial da bruxa mais poderosa dos últimos tempos em uma amizade para criar momentos fofos. Por favor, roteiristas, coloquem Davina fazendo o que ela faz de melhor, que é sambar nas #xatiadas. (E sim, eu não vou falar do Elijah mordido pelo Klaus por motivos de: aguardem próxima semana.)

“Nunca, nem por um segundo, compare-se ao Klaus” — Hayley

Episódios como Bloodletting são aqueles que não passam de 4 estrelas, e nem devem, pois são episódios destinados a preparar terrenos e construir alicerces antes de tempestades caóticas. Tudo aqui foi construído cautelosamente para um poderoso clímax no qual mergulharemos semana que vem, quando The River In Reverse provar, de uma vez por todas, qual é a melhor série dessa Fall Season.

E vocês, o que acharam deste episódio de The Originals? Não deixem de comentar, porque vocês deixaram a peteca cair semana passada. Quero chuva de opiniões e teorias, combinado? Até semana que vem! ;))

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