The Originals 1×08 — The River In Reverse

“Você é o arquiteto de sua própria infelicidade.” — Camille

Amigos, vamos rir da cara de quem julga as séries do CW sem saber o que estão perdendo? Não é todo dia que somos presenteados com um episódio tão conturbadamente emocional e exaustivamente delirante como The River In Reverse, então deixo claro abertamente o que sinto sobre essas pessoas cegas pelo preconceito: pena. O oitavo episódio da temporada caloura de The Originals é um capítulo que não será facilmente esquecido pelos fãs, e não importa quantas temporadas a série tenha pela frente, ele sempre será um dos membros que compõe aquelas lista de excelentes e marcantes episódios. Sim, Julie Plec arquitetou um roteiro brilhante que funcionou ora como season finale, ora como season premiere, pois apesar de um gigantesco ciclo ter se concluído, outro gigantesco ciclo fora semeado.

E se na review passada eu fiz um parágrafo cheio de mimimi, essa semana vou começar diferente e parabenizar seja lá quem comanda o elenco da série e os auxilia. De verdade, o entrosamento e a sincronia que une os atores de The Originals é algo sobrenatural. A química entre eles é traduzida claramente em cenas intensas e profundas que não se ausentaram, em momento algum, neste episódio. Quando até os atores mais caricatos fazem dignamente seu trabalho (vulgo Tyler e vampiros avulsos) e ótimos atores (lê-se os interpretes de Klaus, Rebekah e Marcel) se desafiam e se provam cada vez menos limitados, você realmente está fazendo seu trabalho mais que corretamente.

Por exemplo, o que dizer daquela cena inicial onde uma simples confissão tornou-se um convite saboroso para a montanha russa que foi The River In Reverse? Claire Holt, que faz Rebekah, alimentou-se da essência de tal delicado momento e entregou um flash forward angustiante. Prossigo meus elogios ainda falando dela, que dividiu a cena com Marcel e trouxe o modelo exemplar de como fazer uma cena investindo em um amor proibido entre dois seres. Charles Michel Davis, que faz Marcel, também brilhou como antagonista desafiador e destemido. E Joseph Morgan na pele de Klaus que… Sério, precisa comentar a interpretação desse homem que surpreende-nos mais e mais?

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Começando a analisar tramas, vamos começar pela que mais promete: Hayley e a descoberta de sua linhagem. Realmente espero que Hayley ganhe seus momentos de brilho com essa trama que promete a reunião dela e seu clã, pois ela já se mostrou uma personalidade digna de protagonizar arcos mais relevantes. Não sou fã de lobisomens, mas a participação de Marcel como um assassino neste núcleo pode apimentar ainda mais a guerra em New Orleans. Minhas expectativas para esse arco são neutras, mas este é um plot de grande potencial, então aguardo ser surpreendido pelo futuro conturbado que Hayley terá de enfrentar.

Aliás, nem sei o que falar do caso entre ela e Elijah. É impressionante ver como o vampiro ficou tão piegas após começar a se envolver com Hayley. Atualmente, ele vive o papel de bobalhão apaixonado e proteccionista, extinguindo completamente o caráter nobre que tomava posse. O único momento estupendo do personagem foi quando dividiu a cena com seus irmãos no finalzinho do episódio. O que dizer daquela discussão legendária entre eles? É, sem uma sombra de dúvida, um dos momentos mais gloriosos de The Originals.

Outro ponto que promete sacudir ainda mais o cotidiano da cidade é a trama de Cami, que parece estar conspirando com o padre para revelar a identidade de Klaus e Marcel para a população. Confesso que não sei que direção essa trama pode tomar e fico indeciso também sobre a inserção de humanos nessa rede de intrigas. Com bruxas (o que aconteceu com todo o plot da Colheita e porque elas sumiram?), vampiros e lobisomens já se enfrentando, não vejo mais espaço para seres humanos curiosos nesta guerra,e pra ser sincero, nem gostaria que eles se metessem nisso. O que vocês acham, leitores?

E o trono de New Orleans tornou-se posse de um novo vampiro, e ele é Klaus. Eu nunca esperaria que a grande trama da temporada se concluiria rapidamente neste oitavo episódio, e aposto que nenhum de vocês sentia o mesmo. O melhor de tudo foi o quão boa a construção para atingir esse feito aconteceu. Rebekah e Marcel (depois desse episódio, gosto um pouco mais do casal) silenciaram Tyler para lidar diretamente com Klaus, reuniram um exército de vampiros e prepararam o terreno para sepultar o vampiro no obscuro Jardim. O conflito fora épico, eu diria.

A trilha sonora gritante, o ritmo implacável e jogos de câmeras inteligentes criaram uma das melhores cenas de conflito já produzida pelo CW. Tal clímax fora um banho de sangue delicioso e triunfante devido as consequências que isso acarretou. Klaus conquistou o trono da cidade, assistindo Rebekah e Marcel desmoronarem até clamarem por piedade e anunciarem a derrota. Brilhante. Memorável. Magistral… É impossível encontrar um adjetivo para classificar esse evento saboroso que marcou o início de uma nova era: a dinastia Mikaelson.

“Perdoe-me, Pai por eu ter pecado. Eu sou uma mentirosa. Eu sou uma traidora. Eu conspirei contra meu próprio sangue e tenho dúvidas se o seu Deus irá me perdoar.” — Rebekah

É díficil saber o que esperar deste novo gênesis que está por vir na série. A família Original está mais destruída do que nunca e um novo grande arco deve ser aberto em breve, então somos reféns do imprevisível novamente. Mas caso o imprevisível venha nos presentear com as maravilhas que The Originals vem nos oferecendo, eu garanto que não quero sair deste cativeiro e alcançar minha liberdade tão cedo…

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