The Originals 1×10 — The Casket Girls

“Nós, garotas, precisamos permanecer juntas.” — Mikaelson, Rebekah

Primeiramente, vocês tão bem com a escola de samba que foi The Originals essa semana? Durante esse hiatus matador, ousei a cogitar que a falta de um cliffhanger no último episódio era um indício de que o novo hit do CW já havia contado grande parte de sua história nos nove capítulos exibidos anteriormente devido ao ritmo frenético e abuso de plot twists. Mas tive minha boca calada com The Casket Girls, um episódio que, em uma grande suspirada, renovou o fôlego da série e confortou-a em uma nova rede costurada por intrigas infinitas.

E apesar das novas tramas e possibilidades inusitadas terem formado um deleitoso banquete, não foi este conjunto de elementos que fez de The Casket Girls um capítulo tão refrescante. O décimo episódio da primeira temporada será sempre lembrado como o dia em que o feminismo tomou as rédeas de The Originals e incendiou New Orleans ao chutar a bunda de cada vampiro fodão que teve o controle da série desde o piloto. É díficil escolher entre Hayley ou Davina e Sophie ou Rebekah e eleger a rainha da bateria que mais brilhou neste sambódromo belíssimo.

Então talvez devemos começar por uma personagem feminina que apenas firmou seu alicerce e provou-se forte para enfrentar qualquer tipo de tempestade: Cami. Não, ela não teve o destaque e relevância das quatro outras que citei acima, mas tudo neste episódio me levou a crer que a mesma virá a crescer nas próximas semanas. Após 10 episódios sendo uma marionete de Klaus, Cami finalmente tem total controle sobre sua mente, e com verdades devastadoras armazenadas dentro de si, a explosão da personagem tornou-se um dos momentos mais aguardados por mim. Apesar disso, não a vejo como uma personagem que terá vida longa na série. Talvez ela será a vítima daquelas mortes típicas de season finale, mas espero que isto seja apenas um pressentimento bobo vindo de meu inconsciente.

Klaus-Elijah

Hayley, assim como Cami, foi uma personagem que marcou presença apenas para se enrolar em mais problemas. Ela entregou o corpo da ex-amante de Elijah para as bruxas e tal decisão torna a vida de Davina (e sua relação com o nobre vampiro) ainda mais vulnerável para destruição. Aliás, notaram que as cenas do casal são similares as de Damon e Elena? A aparição inicial dos pombinhas em frente ao espelho lembra muito os minutos iniciais de The Birthday (3×01 de TVD) assim como a cena de Elijah no episódio passado, onde ele luta contra a morte nos braços da amada. Lembrou do season finale da segunda temporada de The Vampire Diaries, né? Ainda não sou fã do casal, então espero que esta trama promissora da loba seja a morte deste relacionamento.

E com a ajuda da amada de Elijah para desenterrar, Sophie planeja algo que ainda não ficou muito claro para o espectador. Não me intimido em apostar que este talvez será um dos arcos que se fecharão apenas no fim desta temporada. Não seria ótimo ter Celeste como a grande antagonista deste primeiro ano de The Originals? Em minha opinião, não tem como dar errado!

Mas apesar de Cami ter recuperado sua memória, Hayley ter se comprometido em uma aliança perigosa e Sophie estar conspirando contra uma jovem bruxa, o holofote estava virado para a fuga de Davina. Ela é, sem dúvidas, a melhor personagem secundária da série e a responsável por momentos tão bons, quiçá toda a qualidade da série.

Todas as cenas de ação com o envolvimento dela são ótimas, assim como toda trama que abrange sua personagem. Em The Casket Girls, não foi diferente. O massacre das bruxas provocado pelas mãos de Davina foi algo surpreendente e excitante, assim como o ultimato que traçou ao quebrar qualquer laço com Marcel, Klaus e Elijah. Este clímax representa uma das cenas mais perturbadoras e fodas que a série apresentou em seus poucos capítulos de vida. Será díficil protagonizarem um momento tão aguardado assim novamente, mas estou disposto a ser surpreendido.

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A morte de Tim como resultado da caça foi um ótimo artifício para um shock value e reviravolta marcante, e apesar de não ter me comovido com o óbito de um personagem tão sem tempero, não posso negar que tal fato tornou tudo ainda mais dramático. Outro resultado da captura da poderosa bruxa foi a aliança que firmou com a irmã Original, Rebekah. A vampira planeja roubar o controle da cidade das mãos de Klaus, e já não sou fã dessa ideia, porém se isso garantirá maior espaço para Rebekah na série, espero que desenvolvam isso de forma boa.

“Eu nunca fui fã do clube masculino.” — Rebekah

O décimo episódio foi nada mais que uma injeção de ânimo para The Originals. Um banquete de tramas fora servido, sementes foram plantadas e um novo ciclo se inicia na série. É necessário dizer que a espera para o próximo episódio será tão amarga quanto a pausa sobrevivida? Vida longa às nossas unhas e meros mortais acorrentados a uma série tão boa. Vida longa à The Originals!

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