The Originals 2×02 — Alive and Kicking

From now on, you can know what it is to be afraid.” DAVINA, para Elijah.

Uma das coisas que eu mais gosto em The Originals é a forma como eles constroem os personagens. Principalmente quando essa construção é de um Original e é, também, através de diferentes épocas do tempo e história. E foi o que vimos nesse episódio com Kol (e também com Marcel, mas prefiro focar em Kol mesmo, já que não curto muito Marcellus, mesmo reconhecendo que foi importante retratar isso para não parecer tão absurda a interação com Elijah).

Por favor, tragam mais de Kol!! Desenvolvam-no muito mais profundamente. Sempre vi potencial no menino, e talvez por isso ele tenha sempre sido o Original que mais tenha me despertado curiosidade e apego, já que Nathaniel Buzolic fez muito bem seu papel de dar nuances marcantes ao personagem (que consta numa mescla entre Klaus, Esther e Mikael num só personagem, com ares juvenis de rebeldia) nos poucos momentos de tela que ele teve até morrer em TVD.

Então ver Nate (o que é sempre bom, já que eu meio que brochei com a mudança de ator pro personagem, mesmo achando bastante compreensível) dar um show em seus momentos de aprofundamento maior em Kol foi ótimo. E esss flashbacks serviram pra não só pra embasar a última cena do personagem nesse episódio, mas também pra fazer com que o público sinta mais empatia por Marcel ao fazê-lo passar por diferentes experiências com os três originais com quem dividiu cena em 1821. Construir esse background em Marcel faz com que deixemos de implicar com ele (como eu faço desde o primeiro momento em que ele apareceu no piloto experimental ainda em TVD) e comecemos a enxergá-lo como alguém da família; mais um que acabou sendo magoado pelas ações de Klaus e seus ecos, mágoas que moldaram sua personalidade como é hoje.

TO2.02

Ainda sobre Kol, começo a achar que Daniel Sharman está encontrando o seu jeito de ser Kol e de me convencer disso. Todas as suas atitudes nesse episódio me convenceram disso, desde a sequência inicial quando ele começa a usar seus poderes (vale lembrar que: toda a família original era bruxa até Esther transformá-los, ou seja, se eles não são mais vampiros, logo, são bruxos outra vez) e levanta o vestido, a la Marilyn Monroe, da moça no meio da rua, ou a marra com que anda ou a forma com que trata Davina. Tudo isso condiz com a personalidade do caçula Milkaelson.

Sobre Marcel: eu não confio nele. Mesmo que toda a construção do episódio mostre que ele poderia ser completamente diferente se não fosse aquele ato de Elijah, e que no fundo ele tem boas intensões e tudo o mais, ainda assim eu não confio nele. Sempre acho que ele está pensando numa forma de tomar o French Quarter de volta. Mesmo enquanto não pode nem entrar nele…

Puxando o gancho das relações entre os personagens. Tivemos interações bastante interessantes. Hayley e Klaus, a imbatível dupla de híbridos no processo de transformá-la em Rainha dos Lobos. Elijah e Marcel no team vamp. Mikael e Davina no plot “vem meu cachorrinho, a sua dona tá chamando”. Mais uma vez Davina, agora com Kolsaac (junção dos dois personagens, vlw flw) , no momento casal do episódio que eu super tô comprando porque isso faz parecer que Kol não vai embora tão cedo (E já que Rebekah se foi, é sempre bom ter mais que um par de Originais trilhando por New Orleans). Falando em casal, tivemos a tensão sexual palpável entre Hayley e Elijah. Fora as interações weirdo entre a família original entre si.

Nunca dei nada por Finn. Sempre me pareceu o Original mais apagado e sem personalidade, mas não sei se é o ator novo que fez isso mudar ou próprio roteiro, que mesmo com menos tempo de tela ainda acho que ele vai surpreender e botar tudo pra foder quando chegar a grande reunião de família. A amostra dele ameaçando Kol durante o jantar com Davina foi a amostra pra isso. Parece que ele veio disposto a dessa vez não ser o primeiro a morrer.

As cenas de Mikael e Elijah, decorrentes desse encontro de casal também foi maravilhosa de se ver. Não só por bem coreografada, mas também porque eu sempre encarei em Elijah um dos únicos que enfrenta o pai de igual para igual, mesmo tendo aquela coisa de “ai que medo ele é meu pai vampiro original que caça vampiros e ele tem a estaca de carvalho branco que pode me matar, mas eu não tô nem aí porque eu não posso ouvir de cabeça baixa, eu cresci, agora sou um vampiro adulto tenho que encarar com muita fé. Porque imortal, não morre no final. Quer dizer”.

Outra dupla que funcionou bem foi Klaus e Esther/Cassie. Ainda me surpreendo na forma como Natalie Dreyfuss consegue interpretar tão bem e convencer como a Esther que a gente conheceu em The Vampire Diaries. Ela tem aquele quê de adolescente mas ao mesmo tempo se porta como uma bruxa poderosa de mais de quinhentos anos. Ver Nik perceber que sua mãe tinha tomado o corpo de uma das garotas da Colheita foi um deleite. Até porque ela não fez qualquer esforço em se esconder pra ele.

Ao juntarem informações, o episódio pegou seu ritmo alucinante, que parece estar mais dosado essa temporada, o que é bom. Já que assim não desgasta a formula logo, e ainda assim, entrega bons resultados para nós fãs ao passar a primeira metade do episódio desenvolvendo as coisas com mais calma.

Fique agora com a promo do próximo episódio:

Obs1: Alguém sentiu falta da Cami? Pois é. Ela não faz tanta falta assim no episódio, mas não chega ao Grau Tyler Lockwood de inutilidade.

Obs2: Hayley Queen Wolf está muito rebelde, solidão fez ela emo e gótica, e até metade do episódio ela ficou tamborilando entre a linha tênue do aceitável ou não, perante meu julgamento. Ela tem tudo pra ser a Lead Feminina da série, mas falta alguma coisa. E isso não é culpa da Phoebe Tonkin.

Obs3: As perucas já foram melhor feitas, hein CW? Não sei se eu prestava mais atenção na cena ou no cabelo mal colado do Nate e do Daniel.

Obs4: Adorei a cena da Mama teen Original que mede, o quê, no máximo, 1,65 botando o marmanjo do Kolsaac pro chão e sem tocar uma mão, ensanguentar a cara dele. (E o banana do Finn só olhando como se fosse algo passando na TV)

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