The Originals 2×18 — Night Has a Thousand Eyes

The Originals foi a comida com uma cara deliciosa, mas sem tempero, nesse episódio.

O negócio é: você agora também tem alguém que você ama mais que qualquer coisa, mais até que a você mesmo, não tem? Como é se sentir um de nós, alguém que tem algo a perder? — CLAIRE, Davina.

Dahlia finalmente chegou, abandonou o inverno de Winterfell lá nos confins da promessa de proximidade infinita e veio sambar na Unidos de Nova Orleans. Mas, cá entre nós, já tinha passado da hora. Era pra isso ter acontecido uns dois episódios atrás. Na minha humilde opinião esse começo tardio causado pelo desenvolvimento lento da trama tingido de agilidade é que fez com que eu achasse que o caminho escolhido não poderia ter sido o mais previsível, morno, sem sal e que fez com que o arco final da temporada iniciasse com um episódio que fez o mesmo que boa parte dos episódios: rodou, rodou, rodou e parou no mesmo lugar.

Ok, não foi o mesmo lugar. Todo o cenário paralelo das outras tramas da série andou. Mas a grande promessa que The Originals nos fez lá no início da temporada, quando Esther pulou de corpo e nos revelou o segredo sobre Freya, continua só nisso: promessa. Firulou pra cá, firulou pra lá, mas a verdade é que os roteiristas se perderam um pouco pelo meio do caminho ao distribuir as tramas para a temporada. E agora a gente está vendo o efeito nítido disso. Nos deixaram mal acostumados na temporada de debute, e agora as expectativas sempre estão mais altas e nada do que é entregue nos agrada 100%. Por isso essa falta de tempero. É sempre pouco pro nosso paladar apurado.

Mas, analisando os episódios, como eu falei, muita coisa aconteceu. E como eu que decido em que ordem eu falo do quê, já vou logo dizendo que eu estava sentindo falta de Josh. Ele é um alívio cômico sutil e natural pra série, além de, claro, ser metade de um dos casais que eu mais gosto nas séries que eu assisto. Ver como ele lidou com a descoberta de que Aiden estava meio que ajudando Klaus, e a forma como ele prometeu ao namorado que ia encontrar uma forma de livrarem-se da ira de Klaus e ainda impedir Jackson de tatuar na testa a declaração de burrice, foi legal de ver. Além, claro, das cenas Romeu e Romeu que não poderiam faltar (e que me fazem achar que está tudo muito bem, e algo vai terminar em merda daqui pro episódio 22. Espero que eu esteja errado.)

The Originals

Nunca pensei em ver Klaus e Mikael trabalhando juntos e, no limite do possível entre os dois, em harmonia. Claro que isso não duraria a vida toda, e depois do confronto final entre ambos, em que ambos os atores merecem uma salva de palmas pela atuação entregue, doeu em mim tanto quanto doeu em Klaus, vê-lo matar o pai e perceber o desejo de tocar no filho bastardo que papai Original tanto desprezou, como o último dos últimos atos. Agora, se Freya-bolada já não gostava de Klaus por serem tão iguais, agora vai odiar ele mais ainda, já que ele matou o Daddy dela antes que ela pudesse aproveitar um pouquinho.

Falando em Freya, eu ainda não confio nela (e acho que nunca vou chegar a confiar nela nem 60% do que eu já consigo confiar em Klaus, apesar dos pesares). Mas eu consigo sentir tão palpável quanto o toque de alguém o medo que ela tem de Dahlia. Se isso for encenação, bem, eu fui mais otário do que jamais pensei que seria.

Já falei da burrice de Jackson ali em cima, mas preciso reiterar que, puta merda, mano, vai ser otário assim lá longe. Tipo, bem longe dos originais. Mas deixa Hayley e, principalmente, Hope. Obrigado, de nada. Sabe o que é incrível em The Originals? É que a série acaba cometendo o mesmo erro que a série-mãe, e desconstrói seus personagens pra fazer alguma trama absurda funcionar. E foi isso que rolou com Hayley. Tava óbvio que essa ideia de Jackson não era segura, não ia dar certo e ainda iria facilitar pra titia Dahlia; então pra que diabos ela topou? A Hayley que enfrentou Klaus pra casar com Jackson e proteger Hope não ficaria numa rua vazia e mal iluminada de New Orleans com a filha no colo dando mole pro bicho papão. Só acho.

Bom ver que Davina não desistiu de Kol e está topando tudo pra trazer o amado de volta. Mas vai ser fucking creepy, porque eu tenho certeza de que se ela conseguir trazer alguma versão do Mikaelson caçula, com toda certeza vai ser a interpretada pelo Nathan Buzolic. Uma pena, já que eu já tinha me acostumado (e muito) com o Sharman e a química dele com a Garota-Colheita.

Rebekinha amor-da-vida ficou de figurante de luxo, o que é bem melhor do que Cami ou Gia, que nem apareceram. Elijah e aquela trama de construir um porto seguro de magia para Hope, com Mr. Grunwald, ops, Josephine e Marcel não me empolgou muito não. Só valeu mesmo pela tomada de lado da bruxa que justificou a morte dela a la Sweeney Toddy no final.

Volto assim que possível (logo) com a review do episódio dessa semana dessa coisa linda que a gente ama, mas crítica, que é The Originals. Então, até lá.

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