The Simpsons: Animação da maioridade

Dezembro de 1989 estreava na TV para milhões de pessoas um seriado de animação que introduzia uma típica família americana de classe média, só que amarela — eram Os Simpsons.

Apesar de ter iniciado sua própria série em 1989 pela Fox, Os Simpsons vieram a existir dois anos antes em forma de curtas dentro do programa The Trace Truman Show nos Estados Unidos.

Na época, este que vos escreve tinha apenas 7 anos de idade e, não vou mentir, somente assisti meu primeiro episódio de Os Simpsons aos 10. Esse era um atraso natural para as produções chegarem ao Brasil e, como não tínhamos internet e todas as comodidades do mundo moderno, a solução era esperar.

O sucesso da série é indiscutível desde o primeiro episódio. Já são 21 temporadas, caminhando para a 22ª nesse mês, e a série continua a agradar tanto fãs de longa data quanto recém-chegados.

É estranho pensar que já “convivemos” com essa família há tanto tempo. Parece que foi ontem, naquele especial de Natal, que fomos introduzidos aos membros dela — Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie Simpson. Muitos desses nomes nos são muito mais familiares do que nossos próprios parentes — tente lembrar o nome daquela tia da sua avó que você só vê uma vez a cada 5 anos…

Matt Groening diz ter criado Os Simpsons baseando-se em sua própria família, sendo ele representado na figura de Bart Simpson. Talvez seja essa a razão pela qual tantas pessoas simpatizam e se identificam com a família amarela e as tantas situações pelas quais passam.

A grande força d’Os Simpsons está na capacidade de fazer graça de si mesmos, além de contar com um elenco de personagens secundárias que possuem vida própria e tanto, senão mais, carisma do que os protagonistas. Moe, Ned Flanders, Sr. Burns, Smithers, Apu, Krusty e tantos outros não são apenas “mais um” no universo d’Os Simpsons, são persoangens com profundidade e com participações significativas de roteiro.

Quem não se recorda de momentos como quando Os Simpsons conheceram o pequeno Ajudante de Papai Noel, após ele ter acabado com as esperanças de um Natal melhor para a família e então levá-lo para casa? Os sub-plots dos sentimentos, vezes correspondidos, vezes não, de Smithers por Sr. Burns e do palhaço Krusty e seu ajudante com intenções assassinas — Sideshow Bob? Quem não sentiu, mesmo que um mínimo, ao ver a dor de Flanders ao perder sua esposa?

Além disso, Os Simpsons conta ainda com a participação especial de diversas celebridades, inclusive tupiniquins, como o nosso presidente ou até mesmo o fenômeno (antes de ganhar peso).

Matt Groening foi um gênio ao criar uma família de tamanho sucesso, mas superou-se ao não limitar a significância dos demais personagens, e com isso, ampliou seu universo de diversas maneiras. Não é à toa que Os Simpsons é a série de animação de maior duração de todos os tempos, são 21 anos de diversão, superação e atenção ao público.

Sinceramente, Os Simsons dispensa qualquer recomendação, logo a única opção lógica é assistí-los.

Gostas d’Os Simpsons? Não gosta? Só não esqueça de comentar.

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