The Strain 2×03 — Fort defiance

Revelação surpreendente é jogada com certo desleixo em Fort defiance

Preciso disso para continuar vivendo. Eu fiz minha escolha” — SETRAKIAN, Abraham.

A segunda temporada de The Strain tem apresentado episódios bastante irregulares. Inícios cheios de tensão, bom desenvolvimento em alguns arcos narrativos, revelações bombásticas sendo jogadas sem nenhuma preparação e decisões equivocadas. Assim foi com Fort defiance.

Começando com uma cena angustiante e tensa envolvendo um ataque dos vampiros a uma dupla de policiais, a impressão que se tinha é que o nível iria se manter, ainda mais quando a sequência envolvia o treinamento de Gus pelos soldados noturnos. A ideia de sequestrar Eldritch Palmer era ousada e poderia render muito para o roteiro.

Pena que tudo foi tão mal executado. A parte da invasão à mansão em que Palmer reside acabou se mostrando desnecessária. Se o objetivo era eliminar os soldados noturnos e deixar Gus em uma posição mais elevada, tudo poderia ter sido feito de maneira mais impactante e não tão desleixada.

Fort defiance

Outro grande sinal de desleixo foi a revelação surpreendente envolvendo Abraham Setrakian. Era realmente de se estranhar que uma pessoa que tenha vivido em um campo de concentração ainda tivesse tanto vigor aos 94 anos. Se Palmer recebe a seiva da vida direto do Mestre, Setrakian consegue fazer uma seiva a partir dos vermes recolhidos.

Uma informação dessa magnitude poderia ter sido revelada de maneira mais cuidadosa e bem orquestrada. No entanto, foi simplesmente jogada ao espectador, que teve digerir o fato, sem ter um tempo maior para refletir em como isso afeta a narrativa. O que é ruim para a série que acaba gastando munição e, do jeito que anda, não dá pra perder essas boas oportunidades.

A parte boa foi não fazer o experimento de Ephraim e Nora funcionar de primeira. Caso isso ocorresse, a já abalada credibilidade da série iria para o ralo. Deixar o suspense para o fim do episódio foi inteligente e suscita possibilidades interessantes para a luta entre humanos e vampiros.

Os roteiristas cavaram, cavaram e encontram uma função para Fet e Velders ao resgatar a namoradinha da loira que desapareceu na primeira temporada e ainda introduzir um pouco de drama na história. Parece mais o tipo de trama para fazer volume do que, de fato, fazer a roda girar.

E o retorno de Reggie Fitzwilliam? Trazer de volta o ex-guarda-costas de Pamer trouxe mais dúvidas que certezas. É complicado enxergar uma real função para ele no seriado. Assim como o núcleo político inserido nesse ano. Tudo parece muito cru, muito verde. The Strain precisa amadurecer melhor as ideias.

As crianças vampiras não apareceram e o espectador foi obrigado a ter muitas sequências envolvendo Zach, agora sendo interpretado por um novo ator. Geralmente, mudanças de elenco são para melhorar. Nesse caso específico, o ator de agora é ainda pior que o de antes.

Com episódios muito irregulares, fica cada vez mais complicado defender The Strain. Será que tem salvação?

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