The Strain 2×04 — The Silver Angel

The Silver Angel acerta nos flashbacks, mas peca na inserção de novos elementos

Sempre haverá mal neste mundo, professor” — PALMER, Eldritch

Algo de muito estranho tem acontecido em The Strain. Apenas quatro episódios até o momento e nenhum que fosse completamente perfeito de ponta a ponta. O que se viu até agora foi algo completamente irregular, com ótimas situações compensando outras nem tão ótimas assim.

The Silver Angel começou com uma recriação de um filme antigo. Era a história de um lutador de luta livre chamando Anjo de Prata que precisa encarar um adversário vampiro. Posteriormente a revelação que o ator principal é um funcionário de um restaurante indiano. Apesar de o filminho inicial ser empolgante, fica a pergunta: qual a necessidade disso?

Se o novo personagem terá algum papel fundamental na trama, como o episódio quis deixar claro com o título e o filminho, faltou o roteiro evidenciar isso. Dá pra inferir que haverá alguma interação com o Gus, mas apenas isso. Até agora, não há um entendimento para tanto destaque se, no fim das contas, nada foi, verdadeiramente, acrescentado.

the silver angel

Adriana Barraza, indicada ao Oscar por Babel, retorna ao seriado para uma pontinha como a mãe transformada de Gus. Ela apenas foi um ventríloquo na mão do Mestre para transmitir um recado ao jovem latino. Lembrando que ele foi quem transportou o caixão até a ilha de Manhattan. Tudo leva a crer que, se foi ele quem começou, é ele quem terminará.

O flashback, que marcou a ruptura entre Eldritch Palmer e Abraham Setrakian, foi muito bom e esclarecedor. Sabe-se porque Palmer desistiu de procurar o Lumen e se vendeu para o lado vampiresco. Setrakian, por sua vez, continua sendo o paladino da justiça, buscando livrar o mundo da presença dos strigoi.

Palmer é extremamente ambicioso. O jovem idealista acabou cedendo espaço para o interesse financeiro. A reunião com os principais líderes monetários de Nova York é apenas o primeiro passo para um plano ainda maior. Fica a pergunta no ar: o que mais quer um homem que já tem tudo?

O plano de Ephraim parece ter dado certo. O Mestre percebeu que seus discípulos estão infectados e forçou um suicídio em massa. Agora o doutor que transformar seu vírus em uma máquina de guerra. É um bom caminho para a luta contra os vampiros. Especialmente, porque Kelly está cada vez mais perto de Zack.

Agora, extremamente desnecessária a sequência “paternal” entre Zack e Ephraim. Se o objetivo é mostrar o distanciamento entre pai e filho, vale ressaltar que a série já fez isso outras vezes. Precisava perder tempo com mais essa cena?

Finalmente algumas cenas durante o dia em planos um pouco mais abertos para transmitir a sensação de caos reinante. Não foi o que se esperava, mas, ao menos, saiu dos ambientes fechados e lançou um pouco de luz.

Com episódios como esse, fica bastante complicado continuar defendendo The Strain e acreditando que a série seguirá bons rumos.

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